Saiba mais sobre uma obscura tinta francesa que encontrou um terroir no Brasil

por Arnaldo Grizzo
A Egiodola é uma uva tinta relativamente recente, criada em 1954 na França através do cruzamento entre Abouriou e Tinta da Madeira (também conhecida como Negra Mole). Seu nome em basco significa literalmente “sangue verdadeiro”, provavelmente uma referência à sua coloração intensa e profunda.
Clique aqui e assista aos vídeos da Revista ADEGA no YouTube
Por muito tempo, acreditou-se que a Egiodola fosse resultado do cruzamento entre Fer Servadou e Abouriou, mas análises de DNA realizadas em 2013 revelaram sua verdadeira parentagem. O cruzamento foi realizado pelo pesquisador Pierre Marcel Durquéty no INRA (Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica da França).
LEIAA TAMÉM: Conheça as uvas que possuem nomes diferentes em regiões distintas
Uma das grandes vantagens da Egiodola é sua resistência geral a doenças fúngicas, característica que a tornou atrativa para regiões com condições climáticas desafiadoras. Essa resistência facilitou sua expansão para o Brasil, por exemplo.
LEIA TAMBÉM: É possível fazer vinho branco com uvas tintas?
A Egiodola é uma variedade de maturação precoce, com alta produtividade e vigor moderado a forte. A variedade amadurece cerca de uma semana e meia após a Chasselas, considerada referência para comparação.
LEIA TAMBÉM: Entenda o processo de maturação em barricas
A família Pizzato foi uma das pioneiras, implantando a cepa em 1988 após uma visita técnica ao Uruguai. Atualmente, outros produtores também a cultivam e acredita-se que há cerca de 200 hectares plantados em todo o mundo.
LEIA TAMBÉM: Estudo avalia efeitos de antioxidantes do vinho no organismo
A Egiodola é conhecida por suas qualidades rústicas agradáveis e notas de ameixa e amora. No Brasil, a uva apresenta a típica cor semi-opaca e sabores de framboesa e castanha torrada, mas sem necessariamente ter taninos tão macios.
Confira os melhore vinhos com a uva Egiodola avaliados por ADEGA: