Estilo germânico

A transformação da grife passou por gerações e conquistou o mundo indo além da costura


fotos: Hugo Boss/divulgação
Henrik Stenson

Hugo Boss nasceu na Alemanha da década de 20 como uma simples alfaiataria. A confecção de roupas que inspira elegância com casualidade não era o que seu criador, Hugo Ferdinand Boss, vislumbrava naquele momento. Em plena recessão econômica, Boss seguiu com sua clientela até confeccionar, ainda antes do início da Segunda Guerra Mundial, uniformes de tropas e oficiais da Wehrmacht e SS.

Esta atividade causou frisson no mundo da moda quando foi revelada, em 1997, por uma revista austríaca. A atual administração acredita que muitas confecções foram obrigadas a trabalhar para o governo alemão e que a alfaiataria não recebeu nenhum beneficio com isso.

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O período entre a 2ª Guerra Mundial até os anos 60 é obscuro para a história. O que interessa para os admiradores da Hugo Boss foram os acontecimentos posteriores. Até porque, o que a marca representa hoje foi construída após esse período. Foi nos anos 60 que a terceira geração da empresa tomou o controle da marca e passou a confeccionar moda masculina tradicional de alta qualidade.

Em 1970 os ternos de ombros justos e paletós de dois botões com corte reto, estilo predominante na época, entraram para a coleção da nova marca que marcaria a virada da alfaiataria: Boss. Hoje, a empresa é representada pelas marcas Hugo e Boss – esta última com as submarcas Boss Black, Boss Selection, Boss Orange e Boss Green. As coleções e suas linhas de roupas e assessórios atraem diferentes grupos, criando um mundo de diversidade e alto nível de qualidade.

Boss Brasil
Fã da grife e com espírito de negócios atinado, o ex-piloto de corridas Emerson Fitipaldi foi quem trouxe a marca para o Brasil no final da década de 80. Os brasileiros tiveram a oportunidade de usar roupas Boss confeccionadas no País, mas isso durou pouco. Hoje, Fittipaldi não tem mais relação com a empresa e cada peça da Boss é “made in Germany”. Já para obter uma peça da Hugo, os apreciadores terão de ir a outro país para compor o guarda roupa com as coleções da grife.

Louis Hamilton

Grife com arte
Há doze anos a Hugo Boss iniciou uma parceria com o Instituto Guggenhein na realização de exposições e visitas guiadas para grupos da empresa com participação de curadores e historiadores da arte. Com o envolvimento nas artes, a grife alemã foi além da moda e apresentou o prêmio de arte contemporânea Hugo Boss Prize.

O prêmio bienal, que premia a soma de US$ 100.000, é administrado pela Fundação Solomon R. Guggenheim e tem como jurados um grupo de diretores, curadores e críticos de museus internacionais. “Nós estamos muito felizes por celebrar o sétimo Hugo Boss Prize em doze anos. Isto só demonstra o quão firme o prêmio se encontra ancorado no mundo da arte contemporânea e também enfatiza nosso compromisso contínuo com a arte”, conta Bruno Sälzer, Conselheiro e CEO da Hugo Boss AG.

O prêmio é conferido aos artistas cujo trabalho representa um desenvolvimento significante da arte contemporânea. Os nomeados incluem tanto artistas jovens e emergentes quanto os já estabilizados. Os finalistas selecionados para este ano são Christoph Büchel, da Suíça; Patty Chang, USA; Sam Durant, USA; Emily Jacir, Palestina; Joachim Koester, Dinamarca; e Roman Singer, Suíça.

Diversidade esportiva
Nos esportes, a marca pode ser vista desde um campeonato de iatismo até os campos de futebol. A Hugo Boss viajou o mundo com o Iate Open 60, suou a camisa com a Maratona da cidade de Nova York e marcou presença na Formula 1 e Indy, golfe, tênis e boxe.

Hugo Boss participou do Iatismo patrocinando o Iate Open 60, o qual levou o nome da marca, e conquistou o segundo lugar na Barcelona World Race.

A presença nos gramados do futebol também é intensa. Como fornecedor oficial de vestuário do clube Bayern Munich, campeão alemão por 20 vezes. A grife tem vestido seus jogadores e oficiais com trajes de negócios e viagem desde 2005. Quem gostar da marca e de futebol pode passar pela loja na Maximilianstrasse, em Munique, e esbarrar com dos jogadores do clube. As atividades de patrocínio ao futebol do grupo Hugo Boss são seguidas de parcerias com outros clubes internacionais de primeira linha como o Real Madrid, da Espanha, e Urawa Red Diamonds, do Japão.

Claudia Manzzano

Publicado em 7 de Maio de 2008 às 14:54


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Artigo publicado nesta revista