Revista ADEGA

Experiência

Editorial - Edição 99

Da redação em 29 de Janeiro de 2014 às 00:00

A paciência é talvez a maior das virtudes atreladas ao vinho. Sem ela, os viticultores – desde a antiguidade – não teriam observado, ano a ano, safra a safra, como evoluem suas vinhas e como os frutos são afetados pelas variações do clima, por exemplo. Foi esse “estudo”, essa experiência, que fez com que a vitivinicultura se desenvolvesse e alcançasse os patamares de hoje. E apesar de a experimentação nunca cessar (é intrínseco ao ser humano essa ânsia por testar coisas novas), os fundamentos básicos do mundo do vinho servem sempre de fonte e inspiração para o que fazemos agora e o que vamos fazer no futuro.

É nesse respeito à história, à paciência que tiveram nossos ancestrais, que está um dos pontos de fascinação do mundo do vinho. Uma garrafa de safra antiga costuma ser venerada como se estivéssemos diante de lápides de grandes heróis de guerra. Ela nos faz lembrar tempos passados, momentos e pessoas que talvez sequer tenhamos conhecido, mas que merecem ser admirados por sua contribuição na criação do líquido que está para ser sorvido e também pelo momento de prazer que estão nos proporcionando agora, tantos anos depois.

É por isso que o mundo do vinho respeita seu passado, suas tradições. É por isso também que um vinhedo velho, assim como uma garrafa antiga, gera tanta devoção por parte dos enólogos. São décadas, às vezes séculos, gravados nas grossas madeiras de uma planta que vai resistindo à prova do tempo, dando seus frutos e fazendo vinho. Por isso, ADEGA resolveu conversar com enólogos do mundo todo para entender o porquê de vinhas velhas os encantarem e o que podemos esperar delas. Será que todo vinhedo antigo resulta em bons vinhos?

Um dos que certamente apresenta ótimos resultados é do Quinta do Poeira, cujos vinhos ajudaram a mudar o conceito que se tinha em relação aos tintos do Douro, uma tendência a emularem as características positivas nos Portos. Em uma degustação especial, pudemos captar essa nova visão de elegância e frescor dos vinhos durienses.

Frescor que é marca dos vinhos alsacianos. Famosa por seus Riesling, esmiuçamos a região da Alsácia em nossas páginas para que você possa compreender e escolher melhor os rótulos de um lugar de inúmeros encantos. E já que estamos falando de vinhos brancos, trouxemos dicas imperdíveis para você harmonizar com frutos do mar. Nesta edição, explicamos as nuances dos vinhos brancos e dos frutos do mar para criar combinações perfeitas, que vão muito além do chavão “peixe com branco”.

Por fim, os olhares se focam na vitivinicultura brasileira quando mais uma Indicação Geográfica (a quarta para vinhos finos no País) é lançada. Aqui você vai compreender o que levou a bela região de Monte Belo a merecer tal posto. Tudo isso e muito mais nas páginas seguintes.

Saúde,
Christian Burgos e Arnaldo Grizzo


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