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    Frequência de consumo de vinho interfere na saúde

    Pesquisa da University College London e da Universidade de Cambridge mostra que, além da quantidade, a frequência de consumo de vinho também importa para a saúde

    por Redação

    Estudos recentes mostram que não é apenas a quantidade de álcool ingerida que influencia em nossa saúde cardíaca, mas também a frequência de consumo. Uma meta-análise sobre a relação entre o álcool e as doenças cardíacas sustenta esta tese. Nela, os pesquisadores descobriram que aqueles que consumiram álcool com moderação de forma consistente foram menos propensos a sofrer um ataque cardíaco.

    A análise, conduzida por pesquisadores da University College London e da Universidade de Cambridge, publicada na revista BMC Medicine, avaliou seis estudos (cinco britânicos e um francês) que examinaram os padrões de consumo das pessoas e seu risco de desenvolver doenças cardíacas. O consumo de álcool em mais de 35.000 participantes (62,1% dos quais eram do sexo masculino) foi avaliado em três níveis diferentes ao longo de 10 anos.

    Os níveis de consumo foram medidos com base no teor alcoólico do número de drinks de cada pessoa, de acordo com as diretrizes de cada país. O consumo moderado foi considerado de até 168 gramas de etanol (ou 12 drinks, pelos padrões dos Estados Unidos) por semana para homens e até 112 gramas de etanol (ou 8 drinks) por semana para mulheres. Os pesquisadores também usaram esses dados para determinar se os hábitos de consumo de cada indivíduo permaneciam consistentes ao longo do tempo.

    No decorrer do período, cerca de 5% dos participantes tiveram um evento doença cardíaca, significando um ataque cardíaco. Comparado com bebedores consistentemente moderados, aqueles que bebiam de forma inconsistente com moderação, abstêmios e ex- -bebedores, todos tinham um risco maior de desenvolver doenças cardíacas – com ex-bebedores tendo o maior risco.

    Eles descobriram que, na categoria de abstêmios, o maior risco de doença cardíaca parecia se aplicar apenas às mulheres. Quando eles dividiram os dados por idade, descobriram que o risco elevado entre bebedores inconsistentemente moderados estava presente apenas em participantes com mais de 55 anos. O estudo sugere mudanças no estilo de vida – como a aposentadoria, que ocorre em conjunto com níveis mais altos de consumo – como uma explicação para essa descoberta.

    “Em geral, os resultados deste estudo apoiam a noção de um efeito cardioprotetor da ingestão moderada de álcool. No entanto, crucialmente, a estabilidade no nível de consumo de álcool ao longo do tempo parece ser um modificador importante dessa associação”, afirma o estudo.

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    SaúdeSaúde e vinhoConsumo de vinho

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