Leite materno com vinho

Primogênito de dez irmãos, com pais brasileiros e avós italianos que imigraram em 1892, o vinho chegou cedo na vida de Lírio Parisotto, presidente da Videolar, dono de três adegas e enófilo desde sempre


Christian BurgosNascido no interior do Estado do Rio Grande do Sul, em Nova Bassano, pequena cidade cuja população descende de italianos da região do Veneto (Norte do País), o empresário Lírio Parisotto é um grande amante dos vinhos. "Em casa, sempre se tomava vinho no almoço e no jantar. Minha família produzia seu próprio vinho, e eu ajudava a pisar as uvas. O vinho era simples, feito com uma uva não vinífera, a Isabel". Com simplicidade e simpatia, Lírio conta que conheceu o vinho "junto com o leite materno".

Com o passar dos anos, o empresário foi naturalmente se interessando pela cultura da bebida e participou de cursos, palestras e degustações. "Além de me informar mais, encontrei muitas pessoas boas. Os amantes do vinho em geral são gente muito boa", brinca.

Sobre o melhor vinho de sua vida, Lírio diz que seria uma pretensão escolher o melhor. "Tudo depende do momento, da hora do dia e do prato de comida. Eu tenho várias preferências mas, se o orçamento não for problema, escolho o Château Latour". Se orçamento for problema, o empresário indica os vinhos genéricos da região de Bordeaux: "que têm um custo benefício fantástico". Outras sugestões são Barolos e qualquer vinho de Angelo Gaja, da Itália, e entre os vinhos do Novo Mundo, Lírio sugere os californianos. Quanto a harmonizações inesquecíveis, diz que nada se compara à sutileza de um Pinot Noir com uma perdiz; também sugere uma carne de cordeiro combinada com um bom Bordeaux e um churrasco ao lado de um californiano ou um vin de garage.

Lírio Parisotto é dono de três adegas e diz que o importante para quem realmente é amante dos vinhos é saber armazenálos bem. Em sua residência em São Paulo, sua adega de 30 m2 guarda 10.000 garrafas, a temperatura entre 12º e 15ºC. Em Florianópolis, SC, outra adega guarda 4.000 garrafas. Nos EUA, Lírio optou por uma adega de aluguel, em uma wine store, onde armazena garrafas para importação própria ou entre amigos. "Tudo o que possuo em minhas adegas é comprado em primieur, de safras especialmente boas, para que eu consiga um preço interessante".

Lírio Parisotto é dono de três adegas e diz que o importante para quem realmente é amante dos vinhos é saber armazenálos bem. Em sua residência em São Paulo, sua adega de 30 m2 guarda 10.000 garrafas, a temperatura entre 12º e 15ºC. Em Florianópolis, SC, outra adega guarda 4.000 garrafas. Nos EUA, Lírio optou por uma adega de aluguel, em uma wine store, onde armazena garrafas para importação própria ou entre amigos. "Tudo o que possuo em minhas adegas é comprado em primieur, de safras especialmente boas, para que eu consiga um preço interessante"

O empresário faz questão de salientar ser a favor do prazer de beber e não do status: "me lembro da primeira vez que levei minha esposa para conhecer minha família na roça, em Nova Bassano. Tânia chegou em casa e disse à minha mãe que estava com sede. Minha mãe voltou da cozinha e colocou uma garrafa de vinho na mesa com um copo ao lado. Eu venho dessa cultura, onde o vinho era usado como água".

Tatiana Fraga

Publicado em 11 de Novembro de 2005 às 14:51


Minha adega

Artigo publicado nesta revista