• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Óleo nos Estados Unidos não é só a gordura

    Os Estados Unidos, um (ainda) pequeno produtor, cada vez mais se torna um grande adepto do óleo de oliva

    por João Calderón

    Conhecido principalmente pelo consumo excessivo de gorduras saturadas, os Estados Unidos são o país do fast-food. Aliás, o famoso “paradoxo francês” se baseou em uma comparação entre a dieta norte-americana e a francesa. Um dos pontos centrais do estudo foi a constatação de que o tipo de gordura ingerido pelos franceses – em especial no azeite – era benéfi ca ao organismo. O que não acontecia com a consumida pelos ianques. Contudo, com o passar do tempo, eles também passaram a gostar de se cuidar e a conhecida dieta do mediterrâneo cada vez mais vem se popularizando por lá. Consequentemente, o consumo do óleo de oliva cresceu.

    A indústria do azeite nos Estados Unidos ainda é bastante pequena, representando aproximadamente 0,1% da produção mundial, o que não os tornam irrelevantes para o mercado internacional do óleo de oliva, já que, fora da Europa, os norte-americanos são seus maiores consumidores, e, como pouco produzem, são também os maiores importadores, sendo cerca de 80% do óleo vindo do Mediterrâneo. E é na Califórnia que sua pequena produção vem sendo levada mais a sério, principalmente em Sonoma e Napa Valley, onde essa indústria, ainda um pouco experimental, cresce rapidamente.

    O cultivo de olivas nos Estados Unidos começou com as missões franciscanas, que as plantavam essencialmente para suprir suas necessidades sacramentais

    #Q#

    História

    A história das oliveiras nos Estados Unidos, ou melhor, na Califórnia, foi iniciada com as missões franciscanas dos espanhóis que, ao fi nal do século XVIII, vieram desde a baixa Califórnia peregrinando rumo ao norte. Foi nessa época que eles trouxeram as primeiras oliveiras que, em um primeiro momento, serviam para suprir suas necessidades sacramentais, mas que também eram utilizadas para a produção de sabão, no preparo das refeições e como combustível de lampiões. Os principais cultivares desse período eram Manzanillo, Sevillana e Cornicabra.

    No início do século XX, as oliveiras foram se espalhando e alcançaram o Central Valley, onde se produzem as azeitonas de mesa. E é nos anos de 1930, com a imigração italiana, que se inicia a produção do óleo de oliva, sendo em sua maioria para o próprio consumo. O azeite então era extraído do fruto das antigas oliveiras de Sevillana e Manzanillo. Em 1936, a empresa Sciabica torna-se a primeira companhia a vender o óleo de oliva e, a partir desse momento, sua produção começa a crescer.

    Já nos anos de 1990, azeite passa a ser um produto de alta qualidade, um símbolo da civilização mediterrânea, de saúde e de um desejável status. Também nesse período, vinhedos de Napa Valley e Sonoma começam a dividir espaço com oliveiras que produzem pequenas quantias de olivas. Sua produção hoje se prolifera nas mãos de alguns entusiastas, fazendeiros que tentam diversifi car seus produtos, investidores que acreditam em um possível retorno ou até amadores, mas quase todos operando em pequenas escalas.

    Azeitonas de mesa californianas

    Esta é uma especialidade norte-americana. Existem cerca de mil produtores e aproximadamente 14 mil hectares de plantação dedicados à azeitona negra californiana, em sua maioria Manzanillo. O interessante em seu processo é que as azeitonas pretas são colhidas ainda verdes e depois mergulhadas em uma solução de lixívia, retirando seu amargor e transformando-as em verdadeiras pérolas negras.

    Tipos de óleo

    São três os tipos de óleo de oliva principais produzidos na Califórnia. O mais popular deles é chamado Toscano. Elaborado a partir dos cultivares Frantoio e Leccino, o óleo Toscano é, muitas vezes, questionado, já que essas olivas estão mais adaptadas ao clima de sua região de origem, a Toscana, que é mais fresco. E no quente norte da Califórnia, elas não atingem o legítimo estilo toscano desejado.

    O segundo é o Provençal. Para os norte-americanos que não se identifi cam com o estilo do primeiro, este óleo é mais intenso, amargo e picante. É elaborado a partir das olivas e Bouteillan.

    Já o terceiro tipo de azeite é tido como o mais autêntico sabor norte-americano: mais suave e mais doce, é um colheita tardia, elaborado a partir dos tradicionais cultivares espanhóis Missión e Sevillana, alcançando, por vezes, um óleo mais complexo.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    Notícias relacionadas

    Azeite de oliva: tradição popular confirmada pela ciência

    Como o azeite de oliva atua na saúde segundo pesquisas modernas

    A Argentina se destaca como um dos países com maior potencial produtivo

    Como a Argentina se tornou referência em azeite fora do Mediterrâneo

    Do Picual ao Hojiblanca: Os cultivares que dominam a Espanha

    Andaluzia: Conheça a região que produz 80% do azeite espanhol

    Antes de irem para consumo, as azeitonas de mesa são tratadas com salmoura e deixadas de molho em hidróxido de sódio

    Como as azeitonas de mesa são processadas antes do consumo

    Como Israel produz um dos azeites mais antigos do mundo

    A importância da oliveira e do azeite na cultura e economia de Israel

    Imagem Descubra os segredos por trás dos azeites com Miguel Zuccardi

    Descubra os segredos por trás dos azeites com Miguel Zuccardi

    Imagem Os benefícios do azeite para a beleza

    Os benefícios do azeite para a beleza

    Azeite e doces pode ser uma combinação surpreendente

    Descubra como o Azeite pode transformar sobremesas em delícias inusitadas

    Imagem As descobertas em prova de azeites com Ana Carrilho

    As descobertas em prova de azeites com Ana Carrilho

    Imagem Como escolher azeite para cozinhar

    Como escolher azeite para cozinhar

    Top 100 Os Melhores Vinhos do Ano

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    A briga entre o vinho roxo e o legado de Prince
    1

    A briga entre o vinho roxo e o legado de Prince

    Contrabando de vinho gera notícias surpreendentes no Brasil e nos Estados Unidos
    2

    Contrabando de vinho gera notícias surpreendentes no Brasil e nos Estados Unidos

    Novo dispositivo mostra que Pinot Noir é a casta mais benéfica à saúde
    3

    Novo dispositivo mostra que Pinot Noir é a casta mais benéfica à saúde

    Seleção com os vinhos de Pinot Grigio por até R$ 150 degustados pela Revista ADEGA
    4

    Seleção com os vinhos de Pinot Grigio por até R$ 150 degustados pela Revista ADEGA

    Qual o vinho certo para harmonizar com bacalhau?
    5

    Qual o vinho certo para harmonizar com bacalhau?

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group