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Furto em vinhedos remonta ao Império Romano

Papiro egípcio mostra que donos de vinhedos contratavam guardas para impedir roubo


Vinho no Egito

Contrato dizia que guarda era responsável por vigiar os vinhedos e evitar roubos

Um contrato feito para um guarda de vinhedo romano em um pedaço de papiro, datado do século IV D.C, encontrado no Egito do período romano e decifrado por Kyle Hems, da University of Cincinnati, em Ohio, Estados Unidos, mostra que a preocupação com o roubo de uvas em vinhedos é bastante antigo. A descoberta foi publicada no Boletim da Sociedade Americana de Papirologia.

De acordo com o site Live Science, o documento, escrito em grego, era destinado a um homem chamado Flavius, que seria responsável por vigiar um vinhedo perto da aldeia de Panoouei, no Egito. O texto dizia: “A partir do dia de hoje até a colheita e o transporte dos frutos, serei responsável por cuidar desse vinhedo de modo que não haja negligência. Mas, com a condição de que receber um pagamento por todo o tempo acima mencionado”.

A tradução é uma evidência de que o problema de roubo de uva antes mesmo da colheita não é um fenômeno moderno. Afinal, ainda hoje existem casos de produtores que perdem parte de suas plantações por conta de ladrões ou mesmo devido a animais. O guarda Flavius, por sinal, também estaria encarregado de espantar porcos selvagens.

Na mesma pesquisa, Hems encontrou evidências que falavam de paredes de pedra e torres de vigia que eram empregadas para impedir a entrada de pessoas indesejadas nos vinhedos da região, que, na época, era governada pelo Império Romano do Oriente, assim como também fala de um outro guarda que teria sido atacado por "criminosos violentos" na tentativa de defender o roubo das uvas.

De acordo com Kyle Hems, como o papiro encontrado estava incompleto, não foi possível identificar o quanto que Flavius teria recebido por realizar o serviço.

Redação
Publicado em 07/04/2014, às 08h13 - Atualizado em 03/12/2014, às 08h04


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