• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Quando em Londres

    Uma experiência fabulosa em um dos novos points da capital inglesa

    A capital inglesa traz uma cena gastronômica incrível e pode, ou deve, ser apreciada com grandes vinhos

    A capital inglesa tem grandes pontos gastronômicos
    A capital inglesa tem grandes pontos gastronômicos

    por Eduardo Milan e Wendy Elago

    Ao contrário de França e Itália, a Inglaterra não costuma ser historicamente lembrada pela boa mesa. Quanta bobagem! A cena gastronômica londrina, por exemplo, é bastante rica.

    Desde as opções mais informais dos mercados, como Borough Market, até os imperdíveis Barrafina (espanhol) e Noble Rot (wine bar), come-se e bebe-se muito bem na terra da eterna Rainha, sim.

    No final de abril deste ano, por ocasião do julgamento do Decanter World Wine Awards, eu e minha mulher pudemos nos deleitar em uma série de lugares que valem a visita. Destaque para o premiado Trivet.

    LEIA TAMBÉM: Conheça o canal da Revista ADEGA no YouTube

    Com a bagagem de vasta experiência vinda de suas passagens pelo The Fat Duck, o chef Jonny Lake e o master sommelier Isa Bal uniram-se para abrir o Trivet, em Berdmondsey, que não conquistou sua estrela Michelin em 2022 à toa. Tudo no restaurante parece certo, desde o ambiente elegante, porém sem afetações, até os pratos, que saem de uma cozinha aberta para o salão, onde a equipe dispõe de ingredientes de primeira qualidade para prepará-los com maestria, como se fosse uma orquestra silenciosa.

    O serviço de vinhos, sob a batuta do simpático Isa Bal, não fica atrás. A carta é extensa (conta com mais de 350 rótulos, de países tão diversos como Geórgia, Armênia e Turquia, mas também Itália e França, e tanto produzidos por métodos naturais quanto convencionais), porém clara e bastante objetiva.

    Cada um dos vinhos é descrito de forma didática e também divertida, através de uma legenda de pequenas imagens, que os descreve como biodinâmico, orgânico/sustentável, vegan, laranja/contato com as peles, funky (desafiadores/sem sulfitos/contato com as peles, etc.).

    uma-experiencia-fabulosa-em-um-dos-novos-points-da-capital-inglesa
    O chef Jonny Lake e o master sommelier Isa Bal uniram-se para abrir o Trivet

    Apesar dos tantos vinhos incríveis, disponíveis em safras premiadas, não havia como não aproveitar a oportunidade para explorar e provar rótulos inusitados e raros de encontrar. De início, para acompanhar os biscoitos crocantes (com a textura que lembra a de um mandiopan) de beterraba, malte e mostarda e as azeitonas kalamata e gordal com zahtar, uma taça de espumante rosé de método tradicional produzido na Inglaterra, pela premiada vinícola de pequena produção Coates and Seely. Por sua textura firme e cremosa, e sua pulsante acidez, casaram muito bem com a diversidade de sabores das entradas.

    Seguimos o jantar com pratos que pediam um branco. Dada a celebração pela primeira viagem pós-pandemia e pelo final de dias proveitosos de julgamento, a escolha foi um Champagne cult de pequeno produtor, o Assemblage S.A. Sans Année Autre-Cru, do Domaine Novack, que, por sua versatilidade e frescor, escoltou muito bem tanto os primeiros pratos (uma massa tipo pici com caranguejos e barba de frade, e um robalo curado com bacalhau vermelho, cevada tostada e grãos de milho verde jovem, sementes de mostarda e quinoa), quanto os principais (um frango cozido em molho de vinagre e peito de frango Cotswold assado com tardivo – uma espécie de radicchio – grelhado, e um peixe rodovalho no vapor com abobrinhas trombetta, picles de rabanete e molho de manteiga e Chardonnay).

    Para o curso de queijos (quatro ingleses – Stichelton, Sinodun Hill, Winslade e Rollright – e um irlandês – Coolea), a recomendação do premiado sommelier foi uma taça de Almacenista Amontillado del Puerto, da Lustau, uma harmonização mais arriscada pela diversidade dos estilos, mas que teve sucesso pelo peso de boca e acidez do vinho.

    Para finalizar o jantar, a sobremesa foi um cremeux de chocolate Tulakalum 75%, creme de whisky, angostura e laranja (sim, como um old fashioned), sorvete de pipoca de caramelo acompanhado, ao invés de vinho, justamente de um old fashioned, mais uma dica infalível de Isa Bal. E não é que essa harmonização também ficou incrível?

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    LondresTurismoHarmonizaçõesGastronomiaSabor

    Notícias relacionadas

    Por se tratar de um peixe, mas com sabor e aromas intensos, o bacalhau harmoniza bem com vinhos que vão desde o Verde até tintos encorpados do Douro

    Bacalhau: vinho tinto ou branco?

    pão de queijo

    Como o pão de queijo brasileiro foi parar na coluna de vinhos do Le Figaro

    vinho e vegetais

    Vinho vegano existe? Entenda o que é e como escolher

    queijos suíços

    Gruyère e Etivaz: a tradição dos queijos suíços nos Alpes

    Cada estilo de Chablis tem uma harmonização perfeita

    Chablis: conheça os estilos e como harmonizar cada tipo

    Vinhos bordaleses possuem diversas opções de harmonização

    Você sabe harmonizar Bordeaux? Veja como variar nas escolhas

    Cabernet Sauvignon permite uma infinidade de harmonizações

    Descubra os melhores pratos para acompanhar um Cabernet Sauvignon

    Dicas de vinhos com os pratos clássicos da Páscoa

    Os melhores vinhos para combinar com bolinho de bacalhau, pratos quentes e até com a colomba de Páscoa

    ADEGA propõe algumas alternativas e dá dicas para comprar o peixe ideal

    Vinho certo para acompanhar o bacalhau

    Vinho e fondue, um par perfeito

    Qual é o vinho perfeito para a fondue de queijo?

    Mouton Rothschild e a arte da paciência

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Vinhos de Mâcon perdem direito ao rótulo “Vin de Bourgogne”
    1

    Vinhos de Mâcon perdem direito ao rótulo “Vin de Bourgogne”

    Música e vinho: os sons melhoram o sabor da bebida?
    2

    Música e vinho: os sons melhoram o sabor da bebida?

    Uvas\u002Dpassas podem explicar a origem do vinho antigo
    3

    Uvas-passas podem explicar a origem do vinho antigo

    Chianti e o Gallo Nerro. Como um galo virou o símbolo de um dos vinhos mais clássicos
    4

    Chianti e o Gallo Nerro. Como um galo virou o símbolo de um dos vinhos mais clássicos

    O que é dupla decantação e quando usar a técnica no serviço do vinho
    5

    O que é dupla decantação e quando usar a técnica no serviço do vinho

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group