Uvas de Champagne passam a ser cultivadas de forma mais natural


O grupo Moët Hennessy já declarou que todos os seus vinhedos em Champagne ficarão livres de herbicidas até o fim de 2020 e que também trabalhará com os produtores de quem compra uvas para ajudá-los a se tornarem mais sustentáveis. O grupo ainda investirá € 20 milhões em um centro de pesquisa dedicado à vinificação sustentável, em Champagne.

A Moët, que é o braço de bebidas do grupo de artigos de luxo LVMH, disse que também criaria uma rede chamada “universidade dos solos vivos” para incentivar o compartilhamento de conhecimento.

 

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O Comitê Champagne havia afirmado recentemente que deseja acabar com o uso de herbicidas nas vinhas da região até 2025, como parte de seu plano de sustentabilidade – que segue a iniciativa “EcoPhyto” do governo francês de tornar a agricultura menos dependente de fertilizantes artificiais, herbicidas e pesticidas.

O presidente francês Emmanuel Macron disse em 2019 que queria que o setor agrícola do país parasse de usar glifosato dentro de três anos. Funcionários do governo disseram desde então que o glifosato será eliminado, a partir de 2020, com a ressalva de que devem existir alternativas não químicas.

Em dezembro do ano passado, a agência francesa de saúde ocupacional, segurança alimentar e meio ambiente, ANSES, disse que estava retirando licenças de 36 produtos contendo glifosato e se recusaria a aprovar quatro novos produtos. Algumas regiões vinícolas europeias já eliminaram o uso de glifosato. O Conselho Prosecco DOCG proibiu em 2018, por exemplo.

 

Da redação

Publicado em 24 de Maio de 2020 às 11:00


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