ADEGA, uma leitura que evolui, página a página


A história do paladar revela muito sobre a história do homem, a evolução de seus hábitos, seus valores e seus desejos mais atávicos. Basta imaginar que o sal chegou a ser uma moeda, o "salário", ou que o açúcar já foi uma iguaria tão cobiçada quanto o Caviar e, para falar em vinhos, no início do século XX o vinho ideal para acompanhar ostras era o dulcíssimo Sauternes. Hoje esta prática soa como uma heresia quase repugnante.

Esta constante evolução se revela em nossa matéria de capa deste mês, que trata da volta dos vinhos brancos. O fermentado amarelo, que já teve seus dias de glória nas prateleiras, foi injustamente quase banido das taças brasileiras e hoje, merecidamente, retorna à baila.

A constante evolução do mundo dos vinhos também pode ser vista na seção Grands Châteaux, na qual analisamos a novíssima reclassificação dos Grands Crus de Saint-Emilion, sub-região da francesa Bordeaux.

O vinho sempre exerceu um fascínio especial sobre os artistas de várias vertentes. Seu efeito, que já foi chamado de "loucura que traz lucidez", estimula o intelecto, os sentidos e historicamente inspirou muitos criadores. Um destes artistas, discípulos de Baco, é o músico Ed Motta que fala de sua paixão pelo vinho em "Minha Adega" deste mês.

Não paramos por aí. Ao folhear ADEGA você verá que sua leitura evolui, página a página, como os aromas de um grande vinho evoluem na taça ao longo da degustação. Assim, além das matérias já citadas, você poderá degustar goles de saber aprendendo sobre as "Castas Tintas" em Escola do Vinho, mililitros de enoarquitetura nas Bodegas Catena, flertar com outras bebidas, como o Poire, e celebrar conosco em "Salve nosso Rex Bibendi" o resultado do concurso nacional de Sommeliers, que sagrou como campeão Guilherme Corrêa, nosso colaborador desde o número 1!

Saúde!
Marcelo Copello

Da redação

Publicado em 25 de Outubro de 2006 às 12:02


Editorial

Artigo publicado nesta revista