Brancos únicos em diferentes estilos. A onda de calor convida para conhecer o melhor vinho alemão
por Sílvia Mascella
Muita gente não sabe, mas até o começo do século 20, as duas grandes potências mundiais produtoras de vinhos eram a França (essa é fácil!) e a Alemanha. Espanha e Itália, as atuais maiores ao lado da França, entraram como grandes produtores e exportadores muitas décadas depois.
A Alemanha diminuiu a produção no meio do século passado (por conta da Segunda Guerra Mundial), mas seguiu sendo uma das nações que mais compram vinhos importados e, nos últimos anos, suas vendas também vêm crescendo em volume e valor. O último relatório do OeMV (Observatório espanhol do mercado de vinho) revelou que o país exportou, em 2023, mais de 1 bilhão de euros, o maior faturamento de sua história (aumento de 0,8% em relação a 2022).
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Os vinhedos alemães foram plantados há séculos pelos conquistadores romanos e ocupam as áreas de cultivo de videiras mais ao norte do continente europeu, embora muitas zonas se beneficiem do clima mais ameno nas encostas dos rios. Contrariando o que a maioria das pessoas pensam, a Alemanha também faz vinhos tintos (a principal uva é a Spätburgunder), mas a produção pequena raramente permite que os tintos tenham volume para sair do país.
Outra idéia errônea é a de que os vinhos brancos alemães são todos doces. A enorme maioria não é, e a classificação dos vinhos mais doces é bem delicada e exige estudo. Por estarem tão ao norte do globo, alguns vinhedos da Alemanha conseguem produzir uvas para fazer o raro vinho do gelo (Eiswein). As principais uvas brancas no país são a Riesling, Gewurztraminer, Müller-Thurgau e Silvaner. A Weissburgunder é a versão alemã da Pinot Blanc, enquanto a Rulander é a Pinot Gris. Veja abaixo a lista dos melhores vinhos brancos da Alemanha degustados por ADEGA.
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