Cabeerneet freguea! Olha o Beaujolais novinho! Branco, branco, branco, tá fresquisnho cliente, quer provar?

Vinotech, Expovinhoff, Expovinis, feiras de importadores e de produtores. Abril foi repleto de eventos e novidades para nenhum amante do vinho botar defeito


ilustração: Douglas Fernandes

O mês de abril foi marcado, no Brasil, por uma imensa movimentação no mundo dos vinhos. Parece coisa de país que bebe melhor do que os brasileiros na realidade bebem. Ou então esse é um sinal inequívoco de que as coisas estão mudando por aqui. Para melhor.

A peregrinação de produtores, enófilos e viticultores começou no dia 13 de abril, em Bento Gonçalves, com uma feira voltada para a tecnologia do vinho (a Vinotech/Envase, parte de uma grande feira internacional e bienal conhecida como Brasil Alimenta), que abriga também o Forum Internacional de Bebidas e de Enologia. Lá estiveram vinicultores de vários países da América Latina, conhecendo e comprando equipamentos, pesquisando mudas de frutas, frequentando painéis sobre bebidas, desde o suco de uva, passando pela cachaça e terminando nos espumantes brasileiros.

Produtores de vinho do mundo todo vieram em peso ao Brasil expor seus rótulos e os enófilos aproveitaram

Na semana de Tiradentes, eventos pela cidade de São Paulo e por algumas outras capitais do País, reuniram importadores, produtores e consumidores. Nos dias 19 e 20 aconteceu o World Wine Experience, no hotel Meliá, reunindo quase 700 pessoas entre enófilos, sommeliers, jornalistas especializados e apreciadores em geral. Nos dois dias foram apresentados 150 rótulos de 20 produtores do Novo Mundo comercializados no Brasil pela World Wine. O diferencial dessa feira é a venda direta ao público, coisa que raramente acontece em eventos desse tipo.

Para conquistar mais clientes a importadora trouxe novidades em seu portfólio, como os vinhos naturais da Domaine Clos Ouvert, instalada no Vale do Maule no Chile e capitaneada por dois enólogos franceses, e a argentina Finca Sophenia.

Rene Martins
Expovinis reúne mais de 15 mil pessoas

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Tadeu Brunelli
World Wine Experience (à esquerda acima) reuniu 20 produtores do Novo Mundo; Expovinhoff (à esquerda abaixo) deu a oportunidade de conversar com produtores; e Grande Prova do Vinho do Douro e do Porto contou com 50 empresas da região

Novos vinhos do Velho Mundo

Exatamente na data dos 510 anos do descobrimento do Brasil, aconteceu a Grande Prova de Vinhos do Douro e do Porto, no hotel Unique. O evento, realizado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, passa por várias capitais brasileiras e chegou a São Paulo vindo de Curitiba e partindo depois para o Rio de Janeiro e Brasília. Com a presença de mais de 50 empresas da região demarcada do Douro, os participantes puderam conhecer rótulos novos entre os mais de 300 que são apresentados durante a feira.

O Brasil é um país estratégico para os produtores de vinhos portugueses, pois, mesmo em épocas de crise, a comercialização dos vinhos com denominação de origem Douro no Brasil manteve uma performance extremamente positiva, ultrapassando, pela primeira vez em 2009, a marca de 1 milhão de garrafas (1.069.581), posicionandose agora como o terceiro mercado mundial de DOC Douro.

O agrupamento de eventos relacionados ao mundo do vinho (encontros, feiras, almoços e jantares especiais com produtores) em algumas poucas semanas em São Paulo ocorre para aproveitar o público imenso que se congrega na cidade para o maior evento de todos, a Expovinis. Esse é mais um sinal de que o Brasil entrou de vez na rota do vinho mundial, pois, ao redor das melhores feiras do mundo, como a Vinitaly, a Vinexpo (Bordeaux), a Prowein (Alemanha) e a London Wine Fair, também acontecem eventos menores, algumas vezes tão significativos como a feira principal. Eles reúnem produtores em busca de representação comercial, consumidores que não são convidados para as feiras maiores, chefs de cozinha e sommeliers em busca de novidades para suas casas e enófilos de todos os estilos e níveis de conhecimento.

Neste ano, o evento paralelo que movimentou taças foi a Expovinhoff. Realizado pela assessora de comunicação Fernanda Fonseca, a primeira edição da feira “off” ocorreu no simpático espaço do restaurante Pandoro, no dia 26 de abril, e reuniu 430 visitantes. Seu estilo intimista agradou visitantes e expositores, que puderam fazer bons negócios à moda das antigas feiras medievais: você traz seu produto, eu provo, aprovo e faço minha oferta. Foi assim com um produtor do Languedoc que estava sem representação no Brasil e fechou negócio com uma grande importadora, e também com um italiano muito bem cotado que está em fase final de negociações para uma representação no País.

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Produtores nacionais também apresentaram lançamentos

A maior da América Latina

Em apenas três dias (sendo que no primeiro só é permitida a entrada de público especializado), a 14a edição da Expovinis, embora menor que nos anos anteriores, reuniu 16.500 visitantes ao redor de 300 expositores no pavilhão vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo.

França (com quase 40 expositores), Portugal e Brasil foram as maiores presenças no evento, onde também se destacaram expositores inusitados como a Bolívia, a Grécia e a Sérvia. Além de ser um imenso happy hour para alguns desmedidos visitantes, a feira possibilita negócios importantes, troca de informações e algumas boas palestras e degustações, sempre lotadas.

O Brasil, neste ano com mais de 40 expositores – reunidos em sua grande maioria pelo Ibravin –, mostrou uma força jamais vista e fez bonito nessa que é a Copa do Mundo dos vinhos, apresentando um enorme número de lançamentos de todas as regiões produtoras, da fronteira sul ao nordeste do País.

A área dos 44 expositores brasileiros, com 676 metros quadrados, só não englobou algumas empresas que tradicionalmente têm estandes próprios e com design diferenciado, como Miolo e Valduga, por exemplo. Ainda assim a maior parte desses vinicultores quis ficar fisicamente próxima do estande principal. “Neste ano, ainda não conseguimos ficar ao lado dos outros brasileiros, mas no próximo ano faremos questão dessa proximidade”, disse um orgulhoso Flávio Pizzato, enólogo e diretor da Pizzato Vinhas e Vinhos – um dos poucos produtores brasileiros presentes na feira desde sua primeira edição.

O consumo de vinhos finos no Brasil ainda é pequeno se comparado a países como Argentina, Espanha e Inglaterra, mas o potencial de crescimento é imenso, como atestam todos os produtores estrangeiros que fazem questão de vir ao País mostrar seus produtos e também os vinicultores brasileiros.

Segundo o presidente do Ibravin, Júlio Fante, as cerca de 1,2 mil vinícolas existentes no Brasil – o dobro de cinco anos atrás – faturaram R$ 1,2 bilhão em 2009, um acréscimo de 60% em dois anos. Em uma entrevista coletiva durante a feira, Fante confirmou que a tendência de aumento de consumo ainda se mantém, mesmo nos primeiros meses do ano, considerados fracos pelos produtores.

Assim como os franceses e os portugueses, que apresentam seus vinhos na feira divididos por suas regiões produtoras – enfatizando as boas características de cada terroir –, também fizeram os brasileiros, com estandes próximos que juntavam produtores do Vale do São Francisco, da Campanha Gaúcha (que aproveitou a Expovinis para divulgar a sua primeira associação de produtores, que pretende trabalhar pela Indicação Geográfica da região), das zonas tradicionais da Serra Gaúcha e também do estado de Santa Catarina, organizados no já tradicional estande circular da Acavitis.

A equipe de ADEGA degustou muitos dos lançamentos que ganharão mercado este ano e decidiu elencar aqueles que nos chamaram atenção. Fique de olho no site www.OMelhorVinho.com.br onde, em breve, estarão as degustações avaliadas. É o mundo do vinho em franca fermentação, como praticamente nunca se viu no Brasil de forma tão concentrada.

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VINHOS GARIMPADOS NAS FEIRAS

ALMADÉN RIESLING
Avaliação completa na seção CAVE (p. 83)

ATTILIO GHISOLfiBAROLO MONFORTE D'ALBA 2005
Attilio Ghisolfi, Itália (sem importadora). É um Barolo que pode ser degustado agora. Tem aromas frutados com toque florais e de especiarias complexos. Na boca, é mastigável, rico, balanceado e persistente. Final longo. Belo vinho.

BAFARELA 2006
Brites Aguiar, Portugal (Santa Ceia R$ 75). Vinho sem mistérios, ótima opção para o dia-a-dia. Apresenta nariz frutado e agradável com uma boca redonda e equilibrada.

BESO DE VINO MACABEO
Avaliação completa na seção CAVE (p. 83)

CASA BURMESTER RESERVA 2006
Casa Burmester, Portugal (Adega Alentejana R$ 113). Aromas de frutas negras maduras e especiarias doces. Na boca, é elegante e redondo, apresentando harmonia entre fruta, taninos e acidez. Vinho complexo, mas fácil de beber e agradar.

CASA PEDRUCCI BRUT CHAMPENOISE
Avaliação completa na seção CAVE (p. 83)

CELLEBRATO MOSCATEL 2009
Avaliação completa na seção CAVE (p. 83)

CESARI AMARONE BOSAN 2001
Cesari, Itália (Max Brands R$ 350). Vinho de meditação. Nariz de frutas negras maduras e passas, com traços minerais, notas de couro e de especiarias. Tinto complexo, fino, rico e muito persistente. Tem ótimo equilíbrio entre fruta, acidez e taninos. Está ótimo agora, mas ainda pode melhorar.

CHARDONNAY QUINTA DA NEVE 2008
Vinícola Quinta da Neve, Brasil (R$ 39). Somente 8 mil garrafas fora produzidas deste primeiro Chardonnay da vinícola famosa por seu Pinot Noir. Ficou seis meses em barricas novas de carvalho e assim mesmo está vivaz, com aromas cítricos bem presentes e boa acidez.

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CHÂTEAU DE POURCEUX 2008
Château de Pourceux, França (Cantu R$ 92). Rosado acima da média. Aromas de frutas brancas e vermelhas frescas com notas minerais. Na boca, é complexo, fresco e elegante. Final de boa persistência para um vinho desse tipo.

CHÂTEAU LAFLEUR DU ROY POMEROL 2006
Château Lafleur du Roy, França (Cantu R$ 250). Vinho de pequeno produtor, predominantemente de Merlot e Cabernet Franc. Bem construído. Nariz de frutas negras maduras e de especiarias, com toques florais. Boca redonda, complexa, elegante e de final médio/longo.

CHÂTEAU LOS BOLDOS CABERNET SAUVIGNON-MERLOT GRAND CRU 2006
Viña Los Boldos, Chile (World Wine R$ 153). Apresenta complexidade, elegância e boa estrutura, e surpreende por ser ultra-mineral (quase salgado!). Ao degustar já ficamos imaginando a perfeita harmonização com carnes grelhadas.

CHÂTEAU MONTELENA CHARDONNAY 2007
Château Montelena, Estados Unidos (SmartBuy Wines R$ 269). Branco de exceção. Nariz frutado e de boa complexidade, lembrando frutas cítricas e tropicais, com notas de baunilha. Equilibrado, complexo e longo. Apresenta madeira muito bem colocada e perfeita harmonia entre fruta e acidez.

CORDILHEIRA DE SANT'ANA CHARDONNAY RESERVA ESPECIAL 2008
Cordilheira de Sant’ana, Brasil (R$ 45). Branco parcialmente fermentado em barris de carvalho. Tem aromas de frutas tropicais, frutas secas e toques de baunilha. É um vinho limpo, redondo, complexo, estruturado e elegante. Bom agora, mas vai ficar melhor.

DNA 99 MERLOT PIZZATO 2005
Avaliação completa na seção CAVE (p. 83)

DOMAINE LOUIS MOREAU CHABLIS GRAND CRU VALMUR 2006
Domaine Louis Moreau, França (sem importador). Ótimo exemplo do que pode ser feito com a uva Chardonnay. Aromas intensos de frutas brancas, tropicais e toques sutis de baunilha e frutas secas. Na boca, confirma o nariz e apresenta boa complexidade, estrutura e equilíbrio. É um vinho longo, elegante e muito bem feito.

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DOM DINIS RESERVA 2005
Caves Vidigal, Portugal (Visconte R$ 35). 45% Castelão, 35% Tinta Roriz e 20% Trincadeira Preta. Este vinho com castas típicas portuguesas, inclusive a pouco conhecida Trincadeira Preta, tem boa carga de fruta equilibrada por boa acidez, o que o torna um vinho gastronômico bastante acessível.

DOURO FAMILY ESTATES PREMIUM 2007
Douro Family Estates, Portugal (sem importador). Vinho que tem tudo no lugar certo. Aromas de frutas negras maduras, com toques florais de boa complexidade. Na boca, é cheio, redondo e elegante.

DUFOULEUR FRÈRES CÔTE DE NUITS VILLAGES LE VAUCRAIN 2007
Domaine Dufouleur Frères, França (sem importador). Típico Pinot Noir. Aromas de frutas vermelhas maduras e de especiarias. Tem boca frutada e fina, com boa persistência. Final médio. Uma boa introdução para os vinhos da Borgonha.

FERRARI MAXIMUM BRUT
Ferrari, Itália (Decanter R$ 168). Ótimo espumante. Borbulhas finas, delicadas e persistentes. Na boca, é sem arestas. Tem boa fruta, equilíbrio e elegância, pedindo mais um gole.

FRANZ HAAS PINOT NERO ALTO ADIGE 2006
Franz Haas, Itália (Decanter R$ 157). Ótima escolha para quem quer tomar um Pinot Noir de alto nível fora da Borgonha. Aromas complexos e intensos de frutas vermelhas maduras, notas herbáceas e de trufas. Vinho muito gostoso no palato, redondo, sofisticado.

G BIODINÂMICO 2005
Emiliana, Chile (Magna Import R$ 380). Tinto biodinâmico produzido com Syrah, Cabernet, Carménère e Merlot. Aromas complexos de frutas negras maduras, especiarias doces e notas florais. Vinho frutado, encorpado, complexo, com ótimo equilíbrio e final longo. Um biodinâmico que diz a que veio.

GLORIA REYNOLDS TINTO 2004
Gloria Reynolds, Portugal (Casa do Porto R$ 490). Ícone deste produtor de ótimos vinhos. Cor púrpura intensa, aromas de frutas negras maduras e especiarias. É encorpado, redondo, equilibrado, complexo, longo e muito persistente. Ainda está jovem e possui todos os atributos para evoluir em garrafa.

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GRAN LEGADO BRUT CHAMPENOISE
WinePark, Brasil (R$ 30). Elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir. Apresenta complexas notas de tostado e de pão. Na boca, é fino, elegante e de bom corpo. É limpo e sem arestas. Fácil de beber.

HENRI DE VILLAMONT SAVIGNY LE BEAUNE 1ER CRU CLOS DE GUETTES MONOPOLE 2008
Henri de Villamont, França (sem importador). Vinho de pequena produção. Nariz frutado e jovial. Na boca, tem frutas vermelhas maduras, toques de especiarias e ótima acidez. É estruturado, complexo e muito elegante. Vinho soberbo. Ainda é jovem, mas demonstra muito potencial.

JUDAS 2006
Avaliação completa na seção CAVE (p. 83)

KRANZ MERLOT 2008
Vinícola Kranz, Brasil (ainda não lançado). Novidade na Acavitis, a Kranz está no município mais austríaco do Brasil. Lá vinifica este Merlot intenso, com uvas de São Joaquim. Ainda bastante jovem e com taninos em evolução, é uma boa novidade.

LA CONCEPCIÓN CABERNET SAUVIGNON CEPAS DE ALTURA 2007
Bodegas La Concepción, Bolívia (sem importador). Vinhedos plantados entre 1.900 e 2.100 metros. Rubi translúcido e brilhante. Notas de frutas vermelhas maduras, especiarias e leve toque herbáceo. Na boca, é elegante e frutado, sem muita complexidade. Tem final médio/curto. Talvez cresça na companhia de uma refeição.

LÍDIO CARRARO SINGULAR TEROLDEGO
Lídio Carraro, Brasil (ainda não lançado). A Lídio trouxe seis novos vinhos na Expovinis, entre eles o Singular Teroldego, com muita intensidade de fruto e boa acidez. Segue a linha da empresa de não passar os vinhos por madeira.

LOUIS BRISON CHAMPAGNE BRUT MILLÉSIME 2004
Maison Louis Brison, França (La Cave Jado R$ 175). Espumante muito fino, com aromas de frutas brancas, pão e frutas secas. É sedoso e delicado na boca. Tem ótima acidez e apresenta final de boa persistência.

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L'OUSTAL BLANC RED NAICK 2007
Domaine L’Oustal, França (Decanter – ainda não lançado). Grata surpresa do Languedoc. Tinto bem elaborado. Sem arestas, tem boa complexidade aromática e é muito equilibrado em boca. Vinho cativante, que pede mais um gole.

MIOLO CUVÉE GIUSEPPE CHARDONNAY 2009
Miolo, Brasil (ainda não lançado). Aromas de frutas tropicais e toques de baunilha. Na boca, tem bom frescor, é frutado e com certa elegância. Belo vinho. A madeira se sobrepõe um pouco à fruta, mas nada que o tempo em garrafa não resolva.

MIOLO SESMARIAS 2008
Miolo, Brasil (R$ 180). Ícone desse produtor. Aromas marcantes e intensos de frutas negras, algo de especiarias doces e chocolate. Na boca, é redondo, equilibrado, potente, apresentando final longo e persistente. Já está bom, mas deve melhorar muito com o tempo de garrafa.

NICOLAS POTEL CLOS DE LA ROCHE GRAND CRU 2007
Maison Nicolas Potel, França (sem importador). Um dos tintos ícones desse jovem produtor. Vinho especial que mostra o que a Borgonha pode fazer de melhor. Aromas complexos e amplos de frutas vermelhas maduras, especiarias doces, toques florais e de couro. Tem ótima concentração de fruta na boca sem perder a sutileza e a elegância. Longo, interminável. Um jovem que ainda tem muito que crescer.

PARIGOT CRÉMANT DE BOURGOGNE GOLD
Parigot, França (sem importador). Espumante rose exclusivamente de Pinot Noir com flocos de ouro 24 quilates. Visual magnífico propiciado pela dança dos flocos na taça. Nariz frutado de boa complexidade. No palato é muito delicado e tem frutas vermelhas frescas. Vinho de celebração.

PASIONADO GRAND RESERVE 2004
Andeluna Cellars, Argentina (World Wine R$ 135). Este vinho, um corte de Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, foge do lugar comum e atrai com seus aromas de frutas vermelhas junto a uma marcante pimenta negra. Em boca confirma a força do aroma com bom corpo e equilíbrio.

PERICÓ DEMI SEC BRANCO E ROSE
Vinícola Pericó, Brasil (ainda não lançado). Novidades no maior portfólio de espumantes de Santa Catarina, os dois Demi Sec da Pericó têm frescor de sobra e boa intensidade aromática com pouco mais de açúcar residual.

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PLANETA SANTA CECÍLIA 2006
Planeta, Itália (Interfood R$ 151). Belo exemplo do que a Nero d'Avola produz. Aromas complexos de frutas vermelhas maduras, de especiarias e de alcaçuz, com sutil toque mineral. Tem ótima acidez e taninos bem integrados, é equilibrado, redondo e persistente na boca.

POMMERY WINTER TIME BLANC DE NOIRS
Maison Pommery, França (Cantu R$ 270). Espumante branco elaborado somente com castas tintas. Nariz com tostado complexo e sofisticado. Boca estruturada, com borbulhas de ataque sedoso e persistente. Vinho gastronômico.

PROSECCO ALTOVALE
Domno, Brasil (R$ 30). Feito com uvas de vinhedos próprios e utilizando o método Charmat, é um espumante extra-dry de paladar muito fresco e limpo, com frutado suave e gostoso de beber. Vai agradar muita gente.

QUINTA DOS QUATRO VENTOS 2007
Aliança, Portugal (Épice R$ 80). Mais um belo exemplar da fabulosa safra de 2007. Aroma típico do Douro e boca opulenta com frutas negras e boa acidez.

RAPSANI TASANTALI 2005
Tsantali, Grécia (LPH R$ 34). Vinícola fundada em 1890 tem seus vinhedos aos pés do Monte Olimpo. Com elegantes 13,5% de álcool, apresenta taninos vivos e boa acidez. Aroma evoluído de ameixa. Apesar de utilizar as uvas gregas Xinomavro e Krassato, lembra o estilo de Bordeaux.

RAR MERLOT COLECIONE 2009
Miolo, Brasil (R$ 49). No aroma, muita fruta, com destaque para ameixa negra. Na boca, chama atenção pelos taninos presentes e vivos e pela boa acidez. Demonstra o potencial do Merlot no terroir de Campos de Cima da Serra.

RASTROS DO PAMPA PREMIUM 2009
Guatambu Vinhos Finos, Brasil (R$ 32). Excelente novidade vinda da fronteira sul. Apesar de jovem, é um Cabernet Sauvignon com tipicidade e boa estrutura.

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RESERVA BOSCATO GEWÜRZTRAMINER 2009
Boscato Vinhos Finos , Brasil (ainda não lançado). A família Boscato trabalha com seriedade e precisão e este Gewürztraminer é agradável, com fruta fresca e certa mineralidade. Curto e fresco, é ótima opção de aperitivo.

SALTON 100 ANOS TINTO
Salton, Brasil (ainda não lançado). Vinho elaborado com Cabernet, Merlot e Cabernet Franc em comemoração aos 100 anos da vinícola. Tem aromas de frutas negras maduras, especiarias doces e chocolate. Na boca, é cheio, sedoso e equilibrado, com a madeira muito bem integrada. Vinho frutado, redondo e gostoso de beber.

SANJO INTEGRUS
Sanjo, Brasil (R$ 70). Combinação de 85% de Chardonnay e 15% de Sauvignon Blanc, com 18 meses de barrica onde foi feita a fermentação da Chardonnay. Poucas garrafas de um vinho diferenciado e caro.

SANTA AUGUSTA BRUT E MOSCATO GIALLO
Vinícola Santa Augusta, Brasil (ainda não lançado). Dois lançamentos interessantes da Santa Augusta, com rótulos diferenciados e paladar jovem. O Moscato Giallo foi reformulado e apresenta muito aroma natural da casta e o espumante brut está fresco e bem equilibrado.

SELECTIO 2006
Paulo Laureano, Portugal (Adega Alentejana R$ 150). Com apenas cinco hectares de Tinta Grossa plantados no mundo, esta variedade quase extinta deu origem a este vinho delicioso com aromas de amora, ameixa e certa evolução. Na boca, um toque terroso e ameixa fresca fazem dele um vinho para meditação.

SUZIN ROSÉ
Vinícola Suzin, Brasil (R$ 38). As uvas Merlot e Cabernet Sauvignon entram neste rosé muito gostoso e aromático, vindo das terras altas e frias de São Joaquim. Diferenciado e bom.

SUZIN ZELINDO 2008
Suzin, Brasil (ainda não lançado). Corte de Merlot e Cabernet. Nariz de frutas negras e vermelhas maduras, toques florais e de torrefação. Na boca, é potente e estruturado, com boa acidez e equilíbrio. É persistente e tem boa complexidade. Vinho que promete.

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TANNAT RESERVA 2008
Casa Venturini, Brasil (ainda não lançado). As uvas vêm da campanha gaúcha para este intenso tinto com elegante rótulo. Frutos vermelhos no aroma e notas terciárias da barrica, como tabaco e especiarias.

TERRA NOSTRA SCIACCARELLU ROSÉ 2008
Uval, França (Empório Sório R$ 56). Rosado de boa tipicidade, elaborado com uvas Sciaccarellu, típicas de Córsega. Tem notas minerais intensas e cativantes. Vinho fresco, frutado, de ótima acidez e persistência.

VALMARINO ROSÉ BRUT
Vinhos Valmarino, Brasil (R$ 35). Composto de Sangiovese e Pinot Noir de vinhedos próprios, este rosé feito pelo método Champenoise é delicioso e delicado, mas com sabor longo e aromas de frutas vermelhas em calda. Surpreendente.

VILLAGGIO GRANDO ALÉM MAR 2008
Villagio Grando, Brasil (ainda não lançado). Com a consultoria do enólogo português Antonio Saramago. Ainda está jovem, mas apresenta grande concentração de fruta, complexidade e equilíbrio. Promissor.

YEALANDS ESTATE SAUVIGNON BLANC 2009
Yealands Estate, Nova Zelândia (sem importador). Belo exemplar dessa variedade. Aromas de frutas cítricas com notas herbáceas e minerais. É equilibrado, fresco, jovial e tem ótima acidez.

Sílvia Mascella Rosa

Publicado em 13 de Maio de 2010 às 12:03


Terroir Brasil

Artigo publicado nesta revista