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  • Comportamento da importação de vinhos em 2010

    A importação de todos os países cresceu em 2010. Veja quem mais ganhou fatias de mercado em comparação com 2009

    por Adão Augusto Morellato

    Photoxpress.com

    Conforme previsão de julho de 2010, obtivemos um crescimento de 23,55% sobre 2009 na importação de vinhos, e é excelente observar que no primeiro semestre a performance foi melhor.
    Importante mencionar que a ascensão de uma classe média no rol de consumidores influiu muito nesse crescimento. Fato diagnosticado é que todos os países, sem exceção, tiveram crescimento, como podemos observar na performance dos principais players. Utilizamos a mesma metodologia de 2009, em que todos os vinhos estão agrupados (vinhos, espumantes e Champagne):

    Todos os países, sem exceção, tiveram crescimento. O Chile continua em primeiro lugar em valor e volume de importações

    1º CHILE
    Em 2011 não teremos mais incidência de impostos (I.I.) sobre os vinhos desse país, igualando os benefícios concedidos a Argentina, Uruguai e Paraguai. E os produtores chilenos, que são excelentes marqueteiros, estrategistas e conhecedores de nosso mercado (melhor que nós mesmos), estão atentos às perspectivas de crescimento de segmento, e vêm se destacando na concepção de logística e identificação de novos consumidores. Em 2010, o Chile manteve sua hegemonia com participação de 29,17% em valor e de 35,31% em volume, porém seu crescimento foi de "apenas" 18,97%. Pessoalmente, acredito que a médio prazo nenhum outro país conseguirá avançar para esta posição.

    2º ARGENTINA
    Como nos anos anteriores, mantém-se firme na segunda posição, com crescimento de 12,79%, abaixo do crescimento genérico. Sua participação é de 22,19% em valor e de 24,55% em volume, e o valor médio de seus vinhos em US$ é 9,57% superior ao do Chile.

    3º FRANÇA
    Devido à metodologia de análise, o forte peso de Champagne, que representa 41,5% de seu portfólio, A França se posiciona nesse quadro com 14,82% em valor e apenas 4,86% em volume. Isso se justifica facilmente pelo custo médio de US$ 10,03/litro, sendo que, no Champagne, o custo médio é de R$ 35,50 na origem, fora nossa cadeia de impostos. A França apresentou um crescimento de 24,37%, em conformidade com o crescimento geral.

    4º ITÁLIA
    Mantém-se nessa posição pelo crescimento do vinho tipo Prosecco, que representa quase 14% de share e obteve crescimento de 56%. A Itália tem participação de 13,3% em valor e de 17,62% em volume. Isso deve-se ao vinho Lambrusco, seu principal produto de exportação, com cerca de 59% de todo o volume do país. A Itália teve um crescimento exponencial de 28,19%. O custo médio de entrada dos vinhos desse país é hoje o mais econômico, fato que não se observa nas gôndolas, pois a incidência de tributos supera em muito os vinhos do Cone Sul.

    5º PORTUGAL
    Apresentou um desempenho de 25,30%, com participação de 11,77% em valor e de 10,66% em volume. Seu custo médio é 46,12% mais caro que os vinhos italianos.

    6º ESPANHA
    Seguindo uma tendência já verificada em anos anteriores (dobrou sua exportação de 2007 a 2010), A Espanha segue a passos largos. Seu crescimento foi de 38%, mas ainda tem uma pequena participação de 4,19% de valor e de 2,68% em volume. Seu custo médio esta posicionado na faixa de US$ 5,33 lt.

    DEMAIS PAÍSES
    Participam com 5,1% em valor e 7% em volume e apresentaram as performance de crescimento:
    - ALEMANHA: 168,84%
    - ÁFRICA DO SUL: 86,43%
    - AUSTRÁLIA: 86,73%
    - NOVA ZELÂNDIA: 213,34%
    - URUGUAI: 63,37%
    - ESTADOS UNIDOS: 91,35%

    Esses dados são de entrada em nossas alfândegas, não necessariamente comercialização final dos produtos, pois as empresas importadoras podem operar de acordo com estratégicas específicas, sejam impulsionados pela variação cambial, seja pelas oportunidades de negócios que diariamente prospectam e, mais importante, para atender e se adequar a uma tributação e legislação inconstante.

    Observação: Análise de mercado realizada pelo consultor Adão Augusto Morellato, baseado em informes governamentais de confiabilidade inquestionável

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