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  • Tokay

    Conheça o vinho húngaro feito com uvas de podridão nobre

    Tokay, um dos vinhos doces mais celebrados do mundo, é obtido através do apodrecimento parcial das uvas

    por Carolina Almeida

    Tokay
    O Tokay é um vinho apreciado por Beethoven, Voltaire, Papas e monarcas

    O temor de uns pode ser o sonho de outros. Enquanto viticultores do mundo todo perdem o sono com medo que suas plantações sejam atacadas por fungos, outros rezam para que isso aconteça. Na Hungria, o principal vinho, o Tokay (ou Tokaji), é produzido através de uvas podres atacadas pelo fungo Botrytis cinerea, que gera um efeito conhecido como “podridão nobre” e deixa o suco do fruto concentrado, resultando num vinho doce sem par.

    História do Tokay

    Este vinho, celebrado por diversas personalidades da história da humanidade, nasce em Tokaj-Hegyalja, uma região do nordeste da Hungria, cercada pelos Montes Cárpatos, às margens dos rios Tisza e Bodrog, a aproximadamente 200 km de Budapeste. Em húngaro, o “jota” se pronuncia “i”. Por isso, ao se popularizar, o Tokaji ficou conhecido como Tokay.

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    beethoven
    Beethoven era um grande apreciador do Tokay, vinho que é citado até no hino nacional húngaro

    Não se sabe ao certo desde quando os vinhos Tokay são produzidos. Uma das histórias diz que em 1650 a região corria perigo de invasão pelo Império Otomano, assim, o encarregado da vinicultura determinou que a colheita fosse adiada, já que os islâmicos condenavam o consumo de álcool.

    Com a demora, uma aparente desgraça aconteceu quando as uvas foram atacadas pelo fungo. Para não perder a safra, os cachos contaminados foram separados e só depois adicionados ao mosto feito com as uvas não afetadas. No ano seguinte, quando o vinho foi consumido, percebeu-se que a bebida era um néctar divino.

    Tokay: o vinho de reis

    O Tokay logo se transformou no vinho predileto de diversas personalidades, como os músicos Beethoven, Rossini, Liszt, Schubert (que dedicou um de seus famosos “lieder” ao vinho), Haydn e Johann Strauss (que cita o Tokay na ópera “O Morcego”), por exemplo. Expoentes da literatura como Goethe, Alexandre Dumas, Bram Stoker (do clássico “Drácula”) e Friedrich Schiller (que cita o vinho no livro “The Piccolomini”), entre tantos outros, também apreciavam o Tokay e eternizaram a bebida em seus poemas, livros e canções.

    LEIA TAMBÉM: Como a vinicultura da Hungria ganhou espaço no mercado internacional

    Luis XVI
    Luís XIV levou a bebida doce à corte francesa

    Reza a lenda que Luís XIV, em 1703, foi presenteado por Ferenc Rákóczi II, Príncipe da Transilvânia, com algumas garrafas de Tokay. O monarca apreciou tanto que logo ele foi servido à corte em Versalhes. Seu sucessor, Luís XV, também apreciador do líquido, ofereceu uma taça à Madame de Pompadour, sua amante, e teria dito a famosa frase: “vinho dos Reis, Rei dos vinhos”, que até hoje permanece como slogan do Tokay.

    Podridão nobre

    O fungo Botrytis ataca apenas algumas regiões privilegiadas do mundo (como os países do centro da Europa) e é comum em locais de alta precipitação e umidade, como é o caso da região húngara de Tokaj-Hegyalja. Lá, o clima, que conta com verões muito quentes, é perfeito para a proliferação do fungo. Ao atacar os grãos, o fungo perfura a casca, criando uma espécie de “peneira” que faz escoar parte do líquido, mas que acaba por fazer o açúcar ficar em alta concentração na polpa restante.

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