Produtores locais e bares impulsionam nova cena do vinho na ilha

por Redação
A ilha de Bali, conhecida pelo turismo e pela gastronomia tropical, começa a consolidar um mercado próprio de vinhos. Nos últimos anos, o aumento de produtores locais, a abertura de bares especializados e a mudança no comportamento dos consumidores vêm impulsionando o setor.
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Historicamente, o consumo de vinho na região foi limitado por impostos elevados sobre rótulos importados e pelas dificuldades de cultivo em clima quente e úmido. Ainda assim, a produção local avança, especialmente em áreas como Buleleng, no noroeste da ilha, onde altitude, ventos marítimos e solos vulcânicos favorecem o cultivo de uvas.
O movimento ganhou força com a expansão de restaurantes e wine bars em regiões como Seminyak, Ubud e Uluwatu, que passaram a incluir vinhos no centro da experiência gastronômica. Paralelamente, o número de vinícolas aumentou: de cerca de 10 produtores em 2010 para aproximadamente 16 atualmente.
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Entre os nomes que estruturam essa cena está a Hatten Wines, fundada em 1994 por Ida Bagus Rai Budarasa, considerada pioneira na vitivinicultura local. Outras vinícolas, como Sababay Winery e Isola Wines, ampliam a oferta com rótulos que combinam técnicas modernas, produção orgânica e integração com produtores locais.
Os vinhos produzidos na ilha apresentam características próprias, com perfil tropical, notas florais e boa acidez, o que favorece a harmonização com a culinária local, marcada por sabores intensos e especiarias.
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A mudança no comportamento do consumidor também contribui para o avanço do setor. Segundo profissionais do mercado, há maior abertura para experimentar rótulos locais, antes vistos com desconfiança. Esse interesse tem impacto tanto na valorização da produção da ilha quanto na diversificação das cartas de vinho, que incluem também rótulos da Austrália, Nova Zelândia e Europa.
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