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Nova Zelândia em Bordeaux

Craggy Range da Nova Zelândia será pioneira em La Place de Bordeaux

Pela primeira vez no vinho da Nova Zelândia utilizará o sistema de negociantes La Place de Bordeaux


Vista da vinícola neozelandesa Craggy Range
Vista da vinícola neozelandesa Craggy Range

A vinícola da Nova Zelândia, Craggy Range, fará história. Será a primeira do país a ser comercializada no sistema La Place de Bordeaux. A safra 2020 de Craggy Range Le Sol Syrah e Craggy Range Aroha Pinot Noir se juntará às fileiras de alguns dos vinhos mais renomados do mundo.

“Embora isso seja ótimo para Craggy, também reforçará a ideia de que a Nova Zelândia tem um lugar no mundo dos vinhos finos, especialmente para o Pinot Noirmu. Espero que isso encoraje os negociantes internacionais a olhar para os vinhos finos da Nova Zelândia com mais seriedade”, disse David Peabody, gerente de marketing da Craggy Range.

La Place tem sido o principal centro comercial dos vinhos mais famosos de Bordeaux desde o século XVII.

O sistema abriu suas portas aos vinhos do Novo Mundo com o icônico Almaviva em 1996 e logo depois com o Opus One em 2004, ambas parcerias com o Château Mouton Rothschild.

Como funciona o sistema La Place de Bordeaux

Em Bordeaux, a maioria das vinícolas não vendem seus vinhos diretamente aos consumidores ou varejistas, mas sim através de um sistema complexo de três níveis utilizado desde o século 17. Esta rede de distribuição é chamada La Place de Bordeaux.

Basicamente o sistema funciona com a vinícola negociando com um intermediário conhecido como cortesão – função originalmente criada para que os aristocratas proprietários dos Châteaux não tivessem contato direto com a classe mercantil – e este encaminhando para as grandes distribuidoras e importadoras que farão a venda do vinho aos consumidores mundo afora.

O sistema é bom para todas as partes pois reduz os riscos e a necessidade das vinícolas de se preocupar em distribuir seus vinhos pelos diversos mercados mundiais. Tanto que, longe de acabar, o sistema está se ampliando, deixando de oferecer apenas o Châteaux bordaleses e ampliando suas fronteiras até para vinhos do novo mundo.

André De Fraia
Publicado em 16/06/2022, às 08h00


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