• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Esse ou aquele?

    Blends ou varietais? O que muda entre os estilos de vinho

    Corte ou monocasta: saiba como cada estilo influencia sabor, tradição e mercado

    por Redação

    Brinde com vinho

    Você prefere vinhos blends ou varietais? A dúvida é comum entre consumidores e ajuda a entender não só o estilo do vinho, mas também sua história, tradição e até o comportamento do mercado. Regiões clássicas como Bordeaux e Borgonha são exemplos emblemáticos dessas duas abordagens na produção vinícola.

    Clique aqui e assista aos vídeos da Revista ADEGA no YouTube

    Bordeaux, lar de rótulos lendários como o Pétrus, construiu sua reputação a partir dos vinhos de corte, nos quais a Cabernet Sauvignon costuma dividir espaço com Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. Já a Borgonha, berço de ícones como o Romanée-Conti, é conhecida pelos varietais, com a Pinot Noir dominando os tintos e a Chardonnay sendo a base dos grandes brancos da região.

    Mas afinal, de quantas uvas se faz uma garrafa de vinho? De apenas uma, como nos varietais, ou de um conjunto de castas criteriosamente escolhidas, como nos blends? Dados da Nielsen indicam que, nos Estados Unidos, as vendas de blends tintos cresceram 35% entre março e maio de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019 — desempenho superior ao dos varietais.

    LEIA TAMBÉM: Bordeaux: o terroir da excelência

    Esse movimento levantou hipóteses sobre o comportamento do consumidor durante a pandemia de Covid-19. Com mais pessoas consumindo vinho em casa e dividindo a mesma garrafa entre gostos diferentes, os blends teriam ganhado espaço como opções mais “conciliadoras”. Ainda que seja apenas uma leitura de mercado, o fato é que, durante séculos, pouco se falava sobre as variedades de uva presentes em um vinho.

    Nomes como Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Merlot e Sauvignon Blanc só se tornaram protagonistas nos rótulos a partir da segunda metade do século XX, quando produtores do Novo Mundo — especialmente nos Estados Unidos — passaram a estampar as castas como estratégia de comunicação e marketing. Antes disso, o padrão europeu priorizava o nome da região e da propriedade, como nas denominações de origem controlada (DOC).

    LEIA TAMBÉM: Chablis: estilos, terroir e as variações do branco francês

    Um exemplo clássico é o Chablis, na Borgonha. Embora seja produzido exclusivamente com Chardonnay, o nome da uva não aparece no rótulo. É a região que indica a casta. Com o tempo, a prática do Novo Mundo ajudou os consumidores a associarem uvas a estilos, tornando os varietais populares globalmente.

    Varietais e blends: tradição e identidade

    LEIA TAMBÉM: Como o vinho se tornou símbolo de identidade e poder cultural

    Vinhos clássicos do Velho Mundo, como os de Chablis, raramente informam a uva no rótulo. Já na América do Sul e em outras regiões emergentes, o nome da casta aparece como forma de orientar um consumidor cada vez mais interessado em variedades específicas.

    Ainda assim, tanto os vinhos monovarietais quanto os blends são práticas antigas. Bordeaux é o maior exemplo do domínio dos cortes, enquanto a Borgonha sempre defendeu a pureza da Pinot Noir, considerada delicada demais para misturas.

    Blends e varietais

    Varietais são sempre 100%?

    Nem sempre. A legislação de cada país define a porcentagem mínima necessária para que um vinho seja considerado varietal. No Chile e na Nova Zelândia, por exemplo, é preciso que ao menos 75% do vinho seja elaborado com uma única casta. O restante pode ser completado com outras uvas, usadas de forma estratégica pelo enólogo para ajustar acidez, estrutura ou corpo — geralmente em proporções bem menores que o limite permitido.

    LEIA TAMBÉM: Você sabia que um vinho de corte pode ser feito com apenas um tipo de uva?

    E os blends, são feitos ao acaso?

    Definitivamente, não. Em regiões como Châteauneuf-du-Pape, no Vale do Rhône, até 13 variedades são autorizadas. Cabe ao produtor escolher quais usar e em que proporções, sempre buscando equilíbrio e harmonia. A lógica é combinar pontos fortes de diferentes uvas para criar um vinho mais completo, muitas vezes maior do que a soma de suas partes.

    LEIA TAMBÉM: Châteauneuf-du-Pape e as origens de um ícone do Rhône

    Na maioria dos casos, a mistura acontece pouco antes do engarrafamento. Em exceções, como nos Vinhos do Porto, as uvas são prensadas juntas desde o início, formando um único mosto que será fermentado.

    O que é melhor: blend ou varietal?

    Os defensores dos varietais afirmam que eles expressam de forma mais direta o terroir — a combinação de solo, clima e homem. Já os entusiastas dos blends exaltam a arte milenar da assemblage, capaz de gerar vinhos complexos e consistentes. No fim, não há resposta certa: há grandes vinhos feitos de uma única uva e outros igualmente extraordinários criados a partir de várias.

    O papel das safras

    Nos vinhos de corte, as proporções das uvas costumam variar de safra para safra. Isso acontece porque o clima afeta cada variedade de maneira diferente a cada ano. Para manter o estilo do vinho, produtores ajustam os cortes conforme o desempenho das uvas. Em regiões como Champagne, além de variar as proporções de Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, também é permitido o uso de vinhos de safras anteriores para garantir constância.

    No fim das contas, blends e varietais não competem entre si: eles coexistem, contam histórias diferentes e oferecem experiências únicas. O melhor caminho é provar e descobrir qual estilo mais agrada ao seu paladar.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    Guia do vinhoBlendVarietalblend de uvasdiferença entre blend varietal

    Notícias relacionadas

    Roger Taylor autografando um tanque de vinho

    Roger Taylor, baterista do Queen, lança rosé da Provence em parceria com vinícola francesa

    Barricas

    Lafleur estreia fora da apelação Pomerol com safra 2025

    Vinho raro ilustração

    Garrafa de Château d’Yquem 1811 volta a leilão na França

    Redutivo e oxidativo são termos para definir estilos de vinificação. Oxidado e reduzido são descritores de um vinho numa degustação

    O que é um vinho reduzido e como diferenciá-lo de um vinho oxidado?

    O ato de brindar está presente em diversas culturas e épocas da história

    Por que brindamos? Descubra a origem e o significado do brinde com vinho

    Wolfgang Amadeus Mozart teve sua vida e obra marcadas por uma intensa produção musical e pela convivência com os círculos mais altos da sociedade europeia do século XVIII

    A relação entre Mozart, vinho e ópera: da taça à partitura

    Conheça o vinho doce produzido nas temperaturas mais extremas

    Já ouviu falar de vinho feito com uvas congeladas?

    O Liebfraumilch, por muitos anos, só tinha propriedade para ser gerado de frutas provenientes de vinhedos alcançados pela sombra da alta torre da Liebfrauenkirche, o que delimitava a um terroir bastante pequeno

    Por que o Liebfraumilch ficou conhecido como “o leite da Virgem Maria”?

    Ilustração

    Vinho de George Lucas foi servido às estrelas em jantar de Cannes

    Ilustração

    Geada histórica ameaça safra de vinhos na Hungria

    Julgamento de Paris

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Blaufränkisch: a variedade tinta que é um espelho da vitivinicultura da Europa Central
    1

    Blaufränkisch: a variedade tinta que é um espelho da vitivinicultura da Europa Central

    Chardonnay: conheça os segredos da uva branca mais popular do vinho
    2

    Chardonnay: conheça os segredos da uva branca mais popular do vinho

    Guia para decifrar os nomes e siglas em uma garrafa de Champagne
    3

    Guia para decifrar os nomes e siglas em uma garrafa de Champagne

    Consumo diário de vinho passa por nova análise e limite cai pela metade
    4

    Consumo diário de vinho passa por nova análise e limite cai pela metade

    Roger Taylor, baterista do Queen, lança rosé da Provence em parceria com vinícola francesa
    5

    Roger Taylor, baterista do Queen, lança rosé da Provence em parceria com vinícola francesa

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group