Revista ADEGA

O valor da verdadeira arte

A casa de leilões Sotheby's começou com a venda de livros e tornou-se um império no mercado de leilões

Fernando Roveri em 24 de Julho de 2007 às 06:33

A Sotherby's especializou-se na venda de grandes adegas internacionais

O tempo é o grande responsável pelo reconhecimento de grandes obras de arte, desde grandes quadros até garrafas de vinho. O valor histórico evolui e, conseqüentemente, tais obram passam a ser objeto de status, culto. Para demonstrar o valor que tais obras possuem, foram surgindo, aos poucos, as casas de leilões. Uma das mais respeitadas e conceituadas desse ramo é a Sotheby's, com sede na Inglaterra.

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A história da Sotheby's começa no dia 11 de março de 1744. Samuel Baker, fundador da casa, realizou seu primeiro leilão vendendo livros, com os quais amealhou apenas algumas centenas de libras. Posteriormente, Baker teve a sorte de conseguir alguns livros pertencentes à biblioteca de Napoleão Bonaparte em seu exílio, em Santa Helena. Com a morte de Baker, em 1778, o espólio foi dividido entre seu sócio e seu sobrinho, John Sotheby's.

Nos oitenta anos seguintes, a família Sotheby passou a agenciar também a venda de gravuras, medalhas e moedas. Em 1917, a Sotheby's saiu do antigo endereço da Wellington Street e se transferiu para o famoso endereço da New Bond Street, onde fica sua sede até hoje. A partir daí, novas modalidades de leilão foram acrescidas. A categoria de artes plásticas ganhou tanta relevância que passou a ser mais importante que a de livros. O novo integrante da empresa, Peter Wilson, percebeu o crescente interesse em arte impressionista e moderna e passou a investir neste tipo de obra. Seu leilão mais importante foi a famosa venda Goldschmidt, em 1958, que consistia em sete obras de arte. O leilão exigia traje a rigor e contou com cerca de 1.400 pessoas, entre elas o escritor William Somerset Maugham, os atores Anthonny Quinn e Kirk Douglas, e Lady Churchill, esposa de Winston Churchill. Em apenas 21 minutos, os quadros foram vendidos por 781 mil libras, até então um recorde em leilão de artes plásticas. Um quadro de Paul Cézanne, Garçon au Gilet Rouge, foi vendido por 220 mil libras. O evento entrou para a história como um dos mais concorridos e excitantes leilões de arte do século XX.

O mercado das artes começou a crescer cada vez mais. Peter Wilson percebeu que devia investir cada vez mais nesses leilões e quis ampliar a Sotheby's. Em 1955, abriu seu primeiro escritório em Nova York; nove anos depois, adquiriu a maior casa leiloeira de artes plásticas dos Estados Unidos, a Park-Bernet. Em 1967, abriu sede em Paris; no ano seguinte, marcou presença em Melbourne, Florença e Toronto. Dois anos depois, abriu escritórios em Zurique, Munique e Edimburgo.

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No início da década de 80, marcado por incertezas nesse mercado, a empresa foi adquirida pelo empresário Alfred Taubman e um pequeno grupo de investidores. Apesar da crise, a casa conseguiu fazer grandes leilões, como o das jóias da Duquesa de Windsor, que rendeu US$ 50 milhões. Em 1989, a casa faturou nada menos que US$ 1,1 bilhão só em leilões.

Em 2000, a Sotheby's aderiu ao mundo virtual e tornou-se a primeira casa de leilões a fazer vendas pela web. O grande êxito nessa empreitada foi a venda da primeira impressão da Declaração da Independência dos Estados Unidos, por US$ 8 milhões. Séculos depois do primeiro leilão de livros feito por Samuel Baker, a Sotheby's firmou-se como um dos maiores impérios do mundo no mercado leiloeiro.

O mercado de vinhos
A Sotheby's passou a investir no departamento de vinhos em 1970, liderado até hoje por Serena Sutcliffe, na sede, em Londres, e também em Nova York. A empresa se especializou na venda de grandes adegas internacionais, como a de Andrew Lloy Webber Wine Collection, em maio de 1997, em Londres (6,1 milhões de libras). The Millenium Wine Cellar, em novembro de 1999, em Nova York, atingiu a cifra de US$ 14,4 milhões. Recentemente, a adega The Magnificent Cellar of Russell H. Frye, foi adquirida por US$ 7,8 milhões, em maio do ano passado. Entre os leilões de vinho mais famosos e caros, destacam-se as cinqüenta caixas de "Château Mouton Rothschild 1982", arrematado por US$ 1.051 milhão, da coleção Park Smith. Atualmente, são organizados, porém, onze leilões em Londres e sete em Nova York. Uma prova de que o vinho também é uma arte que evolui, em seu valor, com o passar do tempo.


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