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Ação da Polícia Federal

Polícia Federal apreende 200 mil reais em vinhos falsificados em Santa Catarina

Ação faz parte da operação contra o descaminho de garrafas de vinho e contou com o apoio da Receita Federal


Vinhos apreendidos em Blumenau - Foto: Polícia federal/Divulgação ND
Vinhos apreendidos em Blumenau - Foto: Polícia federal/Divulgação ND

A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal, deflagrou uma operação para a apreensão de vinhos falsificados em um estabelecimento comercial em Blumenau, Santa Catarina.

No local, os agentes encontraram um número ainda não divulgado de garrafas de vinho contrabandeadas, uma impressora e etiquetas falsas. Na casa dos proprietários do comércio foram encontradas mais garrafas contrabandeadas principalmente da Argentina e do Chile, porém, segundo a Polícia Federal, havia ainda vinhos de outros países.

Segundo os agentes, ficou claro que o estabelecimento recebia as mercadorias fruto do crime de descaminho e falsificava as etiquetas dos órgãos federais em uma tentativa de mostrar que o produto era lícito.

A polícia apreendeu o maquinário para a falsificação das etiquetas, as etiquetas falsificadas e mercadorias em um valor estimado de duzentos mil reais. Todo material apreendido foi encaminhado ao depósito de mercadorias apreendidas da Receita Federal em Itajaí e os proprietários vão responder por crime de descaminho e falsificação ideológica.

Vinhos falsificados são apreendidos em comércio de Joinville
Os vinhos recebiam ainda etiqueta falsa para parecerem lícitos. Foto: Polícia federal/Divulgação ND

Recentemente um vídeo do chef, chocolatier e sommelier Fábio Sicilia, analisou duas garrafas do mesmo vinho e mesma safra, com a diferença que uma foi comprada na importadora oficial e a outra não tem garantia de procedência.

Nele é possível ver as diferenças já no rótulo e entender como os criminosos trabalham para enganar os compradores. O vídeo completo pode ser visto clicando aqui.

Uma matéria do portal R7 mostrou ainda que a polícia da Argentina investiga que facções criminosas brasileiras estão por trás de parte do vinho contrabandeado para o país e a venda dos produtos serve para enriquecer o caixa de traficantes e milicianos como o PCC.

André De Fraia
Publicado em 20/07/2022, às 12h00


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