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Provence investe pesado para proteger suas marcas

Apenas em 2021, a AOC investiu 40 mil euros para proteger o vinho provençal


Criada em 1977, a AOC Côtes de Provence tem mais de 20 mil hectares de vinhedos
Criada em 1977, a AOC Côtes de Provence tem mais de 20 mil hectares de vinhedos

Ser famoso custa caro. Pascal Étienne, tesoureiro da Organização de Defesa e Gestão da AOC Côtes de Provence apresentou os números de 2021 na última Assembleia Geral dos produtores da região, no dia 7 de abril, na França.

Foram gastos 40 mil euros apenas com a proteção para a 'marca' vinhos da Provence. "A evolução de nossa notoriedade e das exportações significam que somos muitos copiados, as vezes do outro lado do mundo e muitas vezes bem perto de casa", afirmou Éric Pastorino, presidente da União das Vinícolas da AOC Côtes de Provence.

No ano de 2020 o sindicato dos produtores da Provence se uniu ao Wine Origins Allience, organização criada em 2005 para resguardar não apenas os nomes das regiões produtoras ao redor do mundo, como também trabalhar para eliminar barreiras comerciais para os vinhos. A AOC da Provence se tornou o 32o membro da organização, que tem sede nos Estados Unidos e inclui conselhos, comitês e sindicatos como o Comitê de Champagne, Chianti Classico, Oregon Wines e o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, entre outros.

Na abertura da Assembleia, o presidente Éric Pastorino afirmou que nunca havia tido a dimensão da importância da proteção Indicação Geográfica: "Vivemos num lugar excelente, temos sorte deste ser o nosso negócio e nosso meio de vida. Devemos essa proteção não apenas para esta geração, mas para os antecessores que trabalharam duro para criar essa denominação e para garantir o sustento das gerações futuras", disse Pastorino.

Criada em 1977, a AOC Côtes de Provence tem mais de 20 mil hectares de vinhedos nas regiões dos Alpes Marítimos, Bouches-du-Rhône e Var, no sul da França ao lado do Mar Mediterrâneo. Atualmente, o setor tem tentado discutir amigavelmente com outras regiões e países que se utilizam da marca 'Provence' sem pertencer à AOC e nem à região, mas ao menos três processos tiverem que ir para a justiça, com o apoio do INAO (Instituto Nacional de Origem e Qualidade). Além disso, os órgãos de controle da AOC também precisam fazer a supervisão e a contenção do que chamam de 'parasitismo da internet' onde sites e empresas fazem uso da marca Provence sem a devida autorização.

Silvia Mascella Rosa
Publicado em 18/04/2022, às 07h00 - Atualizado às 08h00


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