• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Passando o tempo

    Qual a durabilidade dos vinhos?

    Atualmente, 90% deles são produzidos para consumo imediato

    por Marcelo Copello

    Jhay/Stock.Xchng

    Provar vinhos que foram feitos por viticultores e vinhas que não vivem mais é saborear o gosto de outra época. Na realidade, raros são os vinhos que melhoram com o longo envelhecimento.

    Todos os vinhos mudam ao longo de sua vida dentro da garrafa. Melhorar é quando essas mudanças são benéficas às suas características organolépticas. É claro que isso também depende muito do gosto pessoal de quem está bebendo. Ingleses notoriamente preferem os grandes vinhos de Bordeaux no auge, o que pode levar 20 anos; enquanto os franceses cometem infanticídio abrindo-os muito antes.

    Chamamos a fase de vida do vinho engarrafado de envelhecimento. Ele sofre uma redução. Os tintos perdem cor e ganham complexidade e sedimentos. Há também perda de tanicidade e acidez. Os ácidos e álcoois interagem com o oxigênio e formam aldeídos e ésteres. Os brancos escurecem, tendendo ao dourado. Aromas frescos se transformam em aromas como mel e frutas como avelãs, por exemplo. Se o vinho for "de guarda" tende a se harmonizar e resolver a complexidade com os anos. Chama-se bouquet a harmonia e a complexidade alcançadas pela bebida.

    Numa analogia com o homem, todo vinho nasce, amadurece, mantém a maturidade por um tempo, decai até ficar decrépito e morre. A expectativa de vida do vinho é, contudo, variável. Vai de poucos meses num Beaujolais Nouveau até quase um século num Porto Vintage. Alguns fortificados da ilha da Madeira são os highlanders do universo do vinho, alcançando com saúde os 200 anos de idade.

    Os fatores que conservam os vinhos são o teor alcoólico (o que explica a grande longevidade dos fortificados), os taninos e antocianos (o que explica por que os brancos, que não os têm, são mais frágeis), a acidez (o que explica alguns brancos deterem maior durabilidade) e a doçura (o que explica vinhos doces serem mais resistentes).

    Um vinho com grande potencial de envelhecimento (muito álcool, muito tanino, boa acidez), quando muito jovem, pode ser quase intragável. Precisa de tempo para que o tanino evolua e se perca de maneira benéfica. Para a maioria dos vinhos o auge é: agora! Cerca de 90% deles não melhoram depois de postos à venda, pois são cada vez mais produzidos para serem bebidos jovens. Gurus da crítica tentam adivinhar e orientam sobre quando um vinho de uma determinada safra estará pronto, ou no auge, ou até quando deve ser tomado.

    Nós, em ADEGA, indicamos nos vinhos testados a expectativa de guarda, através do ícone de uma garrafa de pé, inclinada ou deitada. A garrafa de pé indica que o vinho está em seu auge, deve ser consumido em um ou no máximo dois anos e não evoluirá mais. A garrafa inclinada mostra que ele está pronto para consumo, contudo ainda pode evoluir na garrafa e ser guardado por alguns anos. A garrafa deitada indica que o vinho ainda não alcançou seu potencial.

    Os brancos, espumantes e rosés, em geral, são para consumo imediato, assim como os tintos mais leves, como Frascatis, Beaujolais, Chiantis, Valpolicellas, Bardolinos, espumantes nacionais, Champagnes não safrados, os Chardonnays, Sauvignon Blancs, Cabernets, Malbecs e Merlots sul-americanos mais simples.

    Vinhos clássicos com os Grands Crus de Bordeaux e Borgonha, Barolo, Bararesco, Brunello di Montalcino, Chianti Riserva, os Supertoscanos, Champagnes com indicação de safra, a maioria dos tintos tradicionais portugueses, espanhóis Reserva e Gran Reserva são vinhos que podemos ter em nossas adegas por alguns ou muitos anos. Vinhos super-doces, como os Sauternes, além de fortificados, como o Jerez, Porto e o Madeira, ultrapassam as décadas e, às vezes, os séculos.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    Notícias relacionadas

    Merlot, a cepa mais consistente da Serra Gaúcha

    Merlot: a cepa tinta mais consistente da Serra Gaúcha

    A uva bonarda pode resultar em bons vinhos

    A uva Bonarda na Argentina

    A temperatura é um dos fatores que mais influencam a percepção de um vinho.

    Temperatura ideal do vinho: como servir corretamente

    Um dos maiores mitos do mundo do vinho: vinho velho não é, necessariamente, vinho bom

    Vinho velho é sempre bom? Nem todo rótulo melhora com o tempo

    Imagem Como garantir a temperatura ideal dos vinhos no verão

    Como garantir a temperatura ideal dos vinhos no verão

    Bogdan Hoyaux/EU

    UE aprova acordo com o Mercosul e abre novo horizonte para o mercado de vinhos

    The Royal Family

    Magnum de Dom Pérignon do casamento de Charles e Diana não consegue interessados em leilão

    Walt Disney Studios

    Taylor Swift impulsiona vendas de vinho com aparição discreta em documentário

    Imagem Sanções impulsionam produção de vinhos russos

    Sanções impulsionam produção de vinhos russos

    Autoridades europeias veem na possível adesão da Itália ao acordo UE–Mercosul um passo decisivo para destravar o tratado comercial, que pode ampliar mercados para o vinho europeu e gerar tensões no setor agrícola - UE

    Itália sinaliza apoio ao acordo UE–Mercosul

    Mouton Rothschild e a arte da paciência

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Vinhos de Mâcon perdem direito ao rótulo “Vin de Bourgogne”
    1

    Vinhos de Mâcon perdem direito ao rótulo “Vin de Bourgogne”

    Música e vinho: os sons melhoram o sabor da bebida?
    2

    Música e vinho: os sons melhoram o sabor da bebida?

    Tua Rita: a história de um retorno
    3

    Tua Rita: a história de um retorno

    Tempestade histórica leva Nova Zelândia a decretar estado de emergência
    4

    Tempestade histórica leva Nova Zelândia a decretar estado de emergência

    Uvas\u002Dpassas podem explicar a origem do vinho antigo
    5

    Uvas-passas podem explicar a origem do vinho antigo

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group