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  • Taxa de rolha

    Por que a taxa de rolha é cobrada nos restaurantes?

    Entenda como funciona a taxa de rolha, por que ela existe e quando é aplicada pelos restaurantes

    por Arnaldo Grizzo

    Para enófilos e sommeliers, o preço cobrado pelos restaurantes para degustar sua própria garrafa é tema delicado

    A taxa de rolha é um tema recorrente — e controverso — entre consumidores, enófilos, sommeliers e restaurantes. Para alguns, trata-se de uma prática natural; para outros, um custo excessivo ou até questionável. O fato é que a cobrança pelo consumo de vinho trazido pelo próprio cliente tornou-se cada vez mais comum no Brasil, especialmente nos grandes centros.

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    Há alguns anos, perguntar sobre taxa de rolha ao fazer uma reserva podia gerar dúvidas até dentro do próprio restaurante. Hoje, mesmo em estabelecimentos mais simples, a resposta costuma ser imediata. A maioria dos restaurantes cobra a taxa, embora existam exceções.

    O valor médio da taxa de rolha em São Paulo varia, geralmente, de R$30 a R$150 por garrafa, dependendo do tipo e do nível de serviço do restaurante. Há também estabelecimentos que proíbem a entrada de bebidas externas, enquanto outros liberam o consumo sem qualquer cobrança.

    LEIA TAMBÉM: Como agir ao pedir vinhos em restaurantes?

    Mas por que a taxa de rolha existe? Os restaurantes costumam justificar a cobrança como uma forma de remunerar o serviço envolvido no consumo do vinho: taças adequadas, decanter, acessórios, reposição, além do trabalho do sommelier, quando há um profissional dedicado à função. Manter uma equipe qualificada tem custo — e isso se reflete na taxa.

    Outro fator é o equilíbrio da experiência gastronômica. A taxa também atua como um mecanismo para evitar que vinhos muito simples ou incompatíveis com a proposta da casa sejam levados apenas para reduzir o valor da conta final, preservando o padrão da carta.

    LEIA TAMBÉM: Por que o sommelier no restaurante saca a rolha e apresenta para o cliente?

    Segundo João Paulo Gentile, proprietário do restaurante Praça São Lourenço, em São Paulo, os casos de clientes levando vinhos inadequados tornaram-se raros. “Quem gosta de vinho geralmente traz uma garrafa interessante para compartilhar”, afirma. Embora cobre taxa de rolha, ele reconhece que a prática pode afastar clientes e acredita que a liberação sem custo pode aumentar o giro e a fidelização.

    Não por acaso, cresce o número de restaurantes que optam por não cobrar taxa de rolha, especialmente em capitais brasileiras. Muitos acabam atraindo um público fiel, interessado não apenas na comida, mas também na liberdade de escolher o vinho que deseja consumir.

    Levar seu próprio vinho a um restaurante, portanto, não deve ser motivo de constrangimento. O ideal é ligar antes, informar a intenção de levar a garrafa e alinhar previamente as condições. Em alguns casos, ao levar um vinho especial, o restaurante pode até abrir mão da cobrança, mesmo quando a taxa faz parte da política da casa.

    Regras básicas de etiqueta da taxa de rolha

    • Avise com antecedência que pretende levar vinho e confirme o valor da taxa de rolha.
    • Evite levar um rótulo que já esteja disponível na carta do restaurante.
    • Em casas sem cobrança de rolha, é elegante oferecer uma gorjeta pelo serviço do sommelier.
    • Se levar mais de uma garrafa, considere consumir ao menos um vinho da casa, como um espumante de entrada ou vinho de sobremesa.

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