Aliança do setor pressiona governo a excluir vinhos de tarifas e alerta para demissões em larga escala

por Redação
A ameaça de uma tarifa de 30% sobre importações da União Europeia, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para entrar em vigor em 1º de agosto, levou o setor de vinhos a intensificar a pressão por negociações.
A U.S. Wine Trade Alliance (USWTA) pediu que o governo retire vinhos da proposta e busque um acordo de longo prazo para evitar perdas econômicas e demissões.
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“Importações de vinhos europeus movimentam quase US$ 24 bilhões na economia americana, com um excedente de US$ 19 bilhões que permanece no país”, afirmou Ben Aneff, presidente da USWTA. “Estamos vendo demissões, queda de receita e operações fechando. O momento de agir é agora.”
O impacto já é visível. A Republic National Distributing Company (RNDC), segundo maior atacadista de bebidas alcoólicas do país, demitiu 1.756 funcionários e suspendeu operações na Califórnia, segundo a CBS Sacramento. A Jackson Family Wines e a Francis Ford Coppola Winery também anunciaram cortes de pessoal nas últimas semanas, segundo Wine Business e KSRO News.
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A USWTA, junto com entidades como Napa Valley Vintners e Wine Institute, enviou uma carta à Casa Branca solicitando a retirada do vinho da lista de produtos tarifados. O setor alerta que os vinhos da UE representam até 75% da receita do sistema de distribuição americano, e a manutenção das tarifas pode gerar efeitos em toda a cadeia, do produtor ao consumidor final.