Tecnologia reduz danos causados pelo frio e pode diminuir emissões no manejo dos vinhedos

por Redação
A busca por alternativas mais sustentáveis para proteger os vinhedos contra geadas pode ganhar um importante aliado vindo de um dos ambientes mais extremos do planeta. Pesquisadores desenvolveram uma solução à base de bactérias da Antártida capaz de reduzir em até 80% os danos provocados pelo frio nas videiras, segundo informações divulgadas pela revista especializada Vitisphere.
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O produto, batizado de Crioprotect, foi desenvolvido a partir de bactérias extremófilas — microrganismos que sobrevivem em condições ambientais extremas. Aplicadas sobre as folhas das videiras, elas ocupam a superfície da planta e substituem microrganismos responsáveis pela formação de cristais de gelo. Além disso, produzem açúcares e outros compostos que ajudam a planta a enfrentar o estresse causado pelas baixas temperaturas.
A tecnologia também utiliza biopolímeros que formam uma película protetora sobre as folhas. Segundo a empresa responsável pelo desenvolvimento, a solução oferece proteção contra temperaturas de até -4°C por aproximadamente 12 horas, período considerado crítico durante episódios de geada.
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Os testes estão sendo realizados em vinhedos da Alsácia, Borgonha e Vale do Loire, na França, e a expectativa é que a tecnologia receba aprovação até o fim deste ano. Caso os resultados sejam confirmados em escala comercial, o produto poderá reduzir em até 90% o consumo de energia e as emissões de gases de efeito estufa associadas aos tradicionais métodos de proteção contra geadas, como aquecedores e queimadas controladas.
Além do Crioprotect, os pesquisadores trabalham em uma nova geração de soluções desenvolvidas a partir de bactérias do Deserto do Atacama, no Chile. O objetivo é criar produtos capazes de aumentar a resistência das videiras à seca, ao calor intenso e à radiação ultravioleta, desafios cada vez mais frequentes para a viticultura em razão das mudanças climáticas.
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