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    É possível recuperar um vinho estragado?

    Lamentamos informar, mas, na maioria das vezes, não há o que fazer

    por Redação

    É possível recuperar um vinho estragado?

    O pior é saber que a maior parte dos problemas é causado por nós mesmos

    Abriu a garrafa e o vinho estava estragado... Mas estragado como? Que tipo de “estrago”?

    Você sabe dizer se está mesmo diante de um defeito ou apenas de algo que não lhe agrada o paladar por alguma razão específica? Pois, se um vinho está mesmo com problema (clique aqui e veja como reconhecer os principais defeitos), lamentamos informar, mas, na maioria das vezes, não há o que fazer. 

    » Pós-Covid: conheça cinco formas para recuperar seu olfato e paladar enquanto se recupera

    Vale apontar que uma das principais fontes de “estrago” do vinho é o armazenamento inadequado. Se a garrafa ficou sob influência da luz, do calor, da alternância brusca de temperaturas, de trepidação etc., os impactos na bebida tendem a ser severos e ampliados quanto mais o tempo passa. Ou seja, guardar por anos aquela garrafa especial em um lugar sem temperatura baixa constante e umidade controlada é quase como pedir para ter uma surpresa desagradável no momento em que a abrir. 

    Com o tempo, em condições não ideais, o vinho pode ficar oxidado, ou cozido, ou ainda literalmente avinagrado. Mas há outros defeitos possíveis, como os causados pelo TCA, um composto que contamina o líquido a libera um aroma de mofo, gerando o chamado bouchonné.

    Talvez o único problema que pode ocasionalmente ser solucionado é a “redução” – quando o vinho apresenta aromas estranhos relacionados ao sulfeto de hidrogênio. Nesse caso, contudo, aerar ou até jogar uma moeda de cobre na taça pode resolver. 

    Se seu caso é se deparar com garrafas “antigas” teoricamente estragadas, cuidado. Sim, elas podem estar arruinadas caso não tenham sido guardadas adequadamente, contudo, pode ser que elas estejam como deveriam estar após um determinado tempo de guarda.

    Lembre-se: vinhos “antigos” não vão ter o frescor e tampouco os aromas frutados dos mais novos, desenvolvendo geralmente notas ditas terciárias, podendo lembrar frutas secas, terrosidade, especiarias etc. Experimente. Se o vinho estiver mesmo intragável, não titubeie e abra outra garrafa. 

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