Nova fraude atinge Brunello di Montalcino

Polícia investiga consultor que tentava rotular vinhos baratos como Brunello di Montalcino


Autoridades italianas descobriram um esquema de falsificação que tenta vender vinhos inferiores como sendo Brunello di Montalcino. A Guardia di Finanza, responsável pela investigação de crimes financeiros, anunciou que a polícia apreendeu 180 mil litros de vinho das safras 2008 até 2013, cujo valor estimado é de US$ 3,87 milhões. 

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Valor da fraude chega a US$3,87 milhões

A investigação teve início no começo deste ano após Valoritalia, a agência que controla a denominação Brunello di Montalcino em cooperação com o Consorzio del Vino Brunello di Montalcino, constatar irregularidades na produção, levando o caso às autoridades.

Um consultor de vinhos está sendo acusado de propaganda enganosa, fraude, estelionato e acesso não autorizado a um sistema de computador. O profissional em questão não era um enólogo, mas prestava serviços administrativos e de negócios para inúmeros pequenos produtores.

Investigadores afirmam que o consultor falsificou documentos e ajustou os valores da produção para corresponder aos volumes de vinho das últimas seis safras.

O vinho ainda estava descansando em tanques e barris, e destes, cerca da metade foi nomeada como Brunello e o resto como Rosso di Montalcino. “Dentro dos barris e tanques havia Sangiovese de Montalcino, mas não Brunello", disse Fabrizio Bindocci, presidente do Consorzio del Vino Brunello di Montalcino.

Nenhuma das vinícolas envolvidas foi identificada e a investigação continua no Ministério Público de Siena. Para o Ministério, resta saber se as vinícolas foram enganadas pelo suposto fraudador ou são coniventes com ele.

De acordo com o Consorzio, o acontecimento poderia acarretar em danos à denominação Brunello di Montalcino. “Nossa denominação tem a força e os instrumentos para localizar, isolar e combater com sucesso os abusos causados à reputação do Brunello”,defendeu o Consorzio.

O escândalo é o terceiro a atingir a região nos últimos seis anos. Em 2008, várias vinícolas foram acusadas de misturar outras uvas juntamente com Sangiovese em seus vinhos, o que não é permitido na denominação de Brunello di Montalcino. Até 2011, a maioria dessas acusações já havia sido resolvida.

Em maio deste ano outro escândalo envolveu Brunello. A polícia italiana apreendeu mais de 30 mil garrafas de vinho barato rotuladas pelas engarrafadoras como Brunello di Montalcino e Chianti. As autoridades, porém, ainda investigam seis empresas não identificadas, que tentaram exportar os vinhos falsificados.

Da redação

Publicado em 16 de Setembro de 2014 às 14:10


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