• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Guerra tarifária

    Impacto das novas tarifas dos EUA no vinho europeu

    As novas tarifas dos EUA podem afetar o vinho europeu com aumentos de até 200%. Entenda os riscos para França, Itália e o comércio global.

    Dall-E
    Dall-E

    por Edmundo Ubiratan

    O anúncio das tarifas dos Estados Unidos está previsto para as 17 horas (horário de Brasília), pelo presidente Donald Trump. A expectativa é que o chamado Dia da Libertação (Liberation Day) afete praticamente todos os setores, com impactos significativos na indústria do vinho.

    Atualmente, as tarifas americanas sobre o vinho europeu são de aproximadamente 10 centavos de euro por litro. Existe a possibilidade de um aumento expressivo, especialmente se forem aplicados impostos de até 200%.

    Clique aqui e assista aos vídeos da Revista ADEGA no YouTube

    Ainda assim, analistas de política internacional avaliam que haverá uma taxa linear para todos os produtos e países, variando entre 10% e 25%, com uma média de 20% sendo a mais provável para a maioria dos setores.

    Apesar de distante dos 200% mencionados por Trump, esse aumento causará impactos relevantes nas relações comerciais globais, gerando preocupação especial na União Europeia.

    LEIA TAMBÉM: Itália aposta em solução diplomática para tarifas dos EUA sobre vinho

    O comércio entre Europa e Estados Unidos movimentou, em 2023, mais de US$ 1,74 trilhão, representando 30% do comércio mundial. O setor agroalimentar é um dos pilares da economia europeia, sendo fundamental para as exportações. Dentro dele, a indústria de vinhos é uma das mais importantes e teme ser duramente afetada pelas novas políticas comerciais.

    O risco de retaliação comercial da Europa

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem adotado um tom firme nas respostas ao governo Trump. Ela afirmou: “A Europa não começou esse conflito, mas está pronta para responder com força. Estamos entrando nas negociações com uma posição de força; a Europa tem muitas cartas na mão.”

    Entre as medidas em estudo está a taxação de setores estratégicos dos Estados Unidos, especialmente os de alta tecnologia. Como retaliação, a União Europeia pode aplicar a Lei do Mercado Digital, atingindo diretamente as Big Techs, além de impor uma sobretaxa ao bourbon americano.

    LEIA TAMBÉM: França questiona estratégia da UE em guerra comercial com EUA

    No entanto, diversos parlamentares europeus demonstram preocupação quanto à forma de retaliação, avaliando se essa é realmente a resposta mais estratégica.

    Segundo o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, as tarifas não favorecem nenhum dos lados e a Europa deve buscar uma solução que proteja as empresas italianas: “Não devemos abaixar a cabeça, mas também não devemos ser antiamericanos”, afirmou Tajani.

    A Itália, maior exportadora europeia de vinhos para os Estados Unidos, teme que o setor seja um dos mais prejudicados pelas medidas da Casa Branca — e, potencialmente, por uma eventual resposta europeia. Os Estados Unidos são o maior mercado para os vinhos italianos, representando mais de 1,9 bilhão de euros, de um total de 8 bilhões em exportações da Itália.

    A França tem feito avaliações semelhantes. Autoridades francesas consideram que incluir bebidas alcoólicas americanas na lista de possíveis sobretaxas pode ter sido um erro. Recentemente, o primeiro-ministro francês, François Bayrou, declarou que a decisão da União Europeia de taxar o bourbon do Kentucky foi baseada em uma “lista antiga” e pode ter agravado as tensões comerciais com os Estados Unidos.

    “Houve algum erro? Provavelmente sim, porque o bourbon do Kentucky foi incluído como se fosse uma ameaça comercial, com base em uma lista antiga, sem a devida revisão. Isso ocorreu no âmbito da Comissão Europeia”, disse Bayrou à rádio France Inter.

    Em março, o presidente da Federação Francesa de Exportadores de Vinhos e Bebidas Alcoólicas, Gabriel Picard, destacou que os Estados Unidos são o principal destino do vinho francês, representando 4 bilhões de euros e gerando ao menos 600 mil empregos diretos e indiretos. Ainda assim, ele considera que retaliar com foco em bebidas alcoólicas pode ser um erro tático.

    “Os produtores de vinho nos Estados Unidos estão nos estados democratas, especialmente na Califórnia. Já o estado produtor de whisky é Kentucky, reduto do senador McConnell, adversário de Trump dentro do Partido Republicano. Atacar o whisky ou os vinhos norte-americanos hoje é um grande erro tático”, declarou Picard à RFI.

    A maioria dos produtores europeus pressiona a União Europeia a adotar medidas alternativas, evitando que uma retaliação paralise ou inviabilize as exportações para os EUA. Mesmo que poucos acreditem na aplicação de uma tarifa de 200%, um imposto nesse patamar triplicaria o preço de uma garrafa de vinho.

    “Com 200% de tarifas alfandegárias, os negócios param”, alertou Nicolas Ozanam, diretor da Federação Francesa de Exportadores de Vinhos e Bebidas Alcoólicas.

    A França é o segundo maior exportador de vinhos para os Estados Unidos, com 3,9 bilhões de euros em vendas no último ano, o que representa um quarto das exportações do país.

    Embora os produtores mantenham cautela diante das novas políticas americanas, o governo francês tem se mostrado disposto ao embate. “Não podemos nos deixar vencer por ameaças desse tipo”, reforçou Bayrou.

    Uma nova taxação americana colocaria ainda mais pressão sobre a indústria de bebidas, que já sofre com a sobretaxa imposta pela China, a qual reduziu em cerca de 25% as vendas de conhaque e armagnac naquele país.

    Por ora, os produtores europeus aguardam o anúncio oficial das tarifas e dos setores que serão sobretaxados pela Casa Branca.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    VinhoComissão EuropeiaEuropaTarifaseuaDonald TrumpTrumptarifas dos EUA

    Notícias relacionadas

    Para melhor sentir os aromas é preciso aspirar o vinho com delicadeza e não com intensidade

    Como reconhecer os principais aromas do vinho

    Ilustração para a uva syrah

    Como a Syrah se tornou uma das uvas mais famosas do mundo

    Merlot, a cepa mais consistente da Serra Gaúcha

    Merlot: a cepa tinta mais consistente da Serra Gaúcha

    A uva bonarda pode resultar em bons vinhos

    A uva Bonarda na Argentina

    A temperatura é um dos fatores que mais influencam a percepção de um vinho.

    Temperatura ideal do vinho: como servir corretamente

    Um dos maiores mitos do mundo do vinho: vinho velho não é, necessariamente, vinho bom

    Vinho velho é sempre bom? Nem todo rótulo melhora com o tempo

    Imagem Como garantir a temperatura ideal dos vinhos no verão

    Como garantir a temperatura ideal dos vinhos no verão

    Bogdan Hoyaux/EU

    UE aprova acordo com o Mercosul e abre novo horizonte para o mercado de vinhos

    The Royal Family

    Magnum de Dom Pérignon do casamento de Charles e Diana não consegue interessados em leilão

    Walt Disney Studios

    Taylor Swift impulsiona vendas de vinho com aparição discreta em documentário

    Mouton Rothschild e a arte da paciência

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Califórnia consolida os Estados Unidos como potência do vinho
    1

    Califórnia consolida os Estados Unidos como potência do vinho

    Barricas híbridas unem madeira e pedra para renovar a experiência do vinho
    2

    Barricas híbridas unem madeira e pedra para renovar a experiência do vinho

    Paixão pelo vinho
    3

    Paixão pelo vinho

    Estudante morre em acidente em vinícola na França
    4

    Estudante morre em acidente em vinícola na França

    Vinho do Porto: qual é a diferença entre Ruby e Tawny?
    5

    Vinho do Porto: qual é a diferença entre Ruby e Tawny?

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group