Onde a terra se acaba e o mar começa

Encantos da região CVR Lisboa (antes Estremadura) não estão somente no mar, mas também na terra que produz vinhos de grande tradição


É habitual ao viajarmos para qualquer lugar do mundo encontrar e ouvir outros brasileiros e até mesmo interagir com eles. A irreverência brasileira destaca-se na multidão e torna-se alvo fácil ao nosso radar. Mas só em Portugal, e em especial em Lisboa, encontramo-nos cercados de sons familiares, não só no que tange à língua. A maneira de verbalizar, os nomes de pessoas, ruas, monumentos e os sons lembram uma imersão ao que pode ter sido o Rio de Janeiro séculos atrás. Tudo isso dosado com a modernidade e um certo formalismo europeu.
Lá, o Brasil não é apenas aceito, como bem-vindo e desejado, sendo o destino do coração para a maioria da população. Para quem aprecia comida boa e farta, bons vinhos e uma boa dose de cultura e história, Lisboa é um prato cheio. Melhor ainda saber que em pequenas distancias podemos mergulhar na história de Portugal e conhecer uma das regiões vitivinícolas mais tradicionais do país, que vive um momento muito especial de reformulação e redescoberta. Trata-se da recém renomeada CRV Lisboa.

TRADIÇÕES
A prensa de varas utilizava, no ultimo século antes de Cristo, os estudos de Catão do parafuso vertical que, na extremidade da vara, erguia uma pedra que funcionava como contrapeso às uvas, que dentro de um tanque eram circundadas por um cinturão de largas cordas. Ao passo que o peso da pedra era transferido para as cordas, estas prensavam as uvas, deixando passar apenas o sumo da uva que escorria em direção a outros tanques de armazenamento. Com isso, as uvas perdiam seu peso e a pedra na ponta do parafuso voltava à posição original.
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Onde o mar começa
Esta é a região mais a oeste de Portugal e, como assinalou Camões em seu épico, é "onde a terra se acaba e o mar começa". Até há pouco chamada Estremadura - um nome pouco propenso à descrição de um vinho, mas que se origina da denominação no ano 909 de "extrema Durii" -, ela identifica a linha de fronteira da reconquista das terras portuguesas cristãs aos mouros. Era a linha de extrema, a área fronteiriça entre terras cristãs e árabes e que foi caminhando rumo ao sul com o tempo da Reconquista. Porém, essa ideia de linha fronteiriça é sobreposta por um novo conceito, conforme assinala o belo livro "Os Vinhos da Estremadura", de João Carvalho Ghira, ao indicar que, no arauto do Conde de Barcelos de 1416, admite-se que Estremadura tem origem em "extremada", que, em latim, significa "escolhida".

REGIÃO, ANTES CHAMADA
ESTREMADURA, FOI DOMINADA
PELOS MOUROS DURANTE
QUATRO SÉCULOS


Se tivermos que definir essa região vitivinícola em uma palavra, pode ser: diversidade. Senão: complexidade. Pois a CVR Lisboa compreende tradicionais regiões vitivinícolas próximas à capital, mas que apresentam grande variedade nos aspectos geológicos e climáticos, que se refletem numa pluralidade de tipicidades em seus vinhos, fazendo com que a região seja, por vezes, tida como terra onde abundam os paradoxos e a dispersão.
Essa diversidade fica ainda mais evidente nos aspectos humanos, com a presença da metrópole, Lisboa, e de seus costumes influenciando mudanças, mas coexistindo com localidades com caráter de ruralidade a poucos minutos de distância. Uma caricatura se vê acima dos morros quando, ao cruzar a região, observamos os antigos moinhos de vento lado a lado com os gigantescos e modernos moinhos com turbinas para geração de energia elétrica.

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Desde sempre
A presença do vinho na vida da região remonta aos fenícios, passando em seguida pelos romanos, com novo impulso por parte dos monges na Idade Média. Em meio a esse longo período de tempo, a produção sempre acompanhou a evolução da tecnologia, e é muito interessante visitar a grandiosa sala de prensa de varas na Quinta do Sanguinhal, por exemplo.
A produção de vinhos no período romano era grande e obrigatória em todas as festividades e comemorações, sobretudo em homenagem a Baco. Aliás, as necessidades por conta dos cultos garantiram a expansão das vinhas até a conquista moura do território, que durou quatro séculos. Com a reconquista por parte dos cristãos portugueses, novo impulso foi dado pelos monges, particularmente pelos beneditinos.

ALGUMAS REGIÕES
ESTÃO REDUZIDAS A
CERCA DE 20 HECTARES

Nos primeiros tempos do novo reino, uma época de estabilidade, o vinho foi um produto de grande peso, quer na produção, quer no comércio. A partir de 1703, grandes reveses se abatem sobre o cultivo da vinha na região, iniciando-se com o Tratado de Methuen com a Inglaterra que, incentivando o comércio de vinhos do Douro, atingiu as exportações da região de Lisboa.
Em 1775, o Marques de Pombal baixa decreto de forma a evitar a diminuição da lavoura de pão às margens do Tejo, pregando o arranque das vinhas. Este decreto foi estendido em 1776 - segundo alguns, de maneira conspiratória -, às terras baixas da Estremadura, e que pelo beneplácito da rainha D. Maria I foram deixadas de lado.
No século XIX, foram as invasões francesas que prejudicaram o cultivo da vinha por levar dos campos agrícolas para os campos de batalha (ou para a construção das defesas de Lisboa) a mão-de-obra imprescindível para o cultivo da vinha. Por fim, chega, em 1851, a praga do oídio; em 1867, a filoxera; e, em 1893, o míldio; doenças que tiveram efeitos devastadores na região.
Felizmente, no século XX, o cultivo ganhou novo impulso, primeiramente na produção de vinhos voltados para o volume e, por fim, vinhos com foco na qualidade. Este foco é reconhecido e incentivado com o decreto, em 1908, da demarcação das regiões de Carcavelos, Colares e Bucelas, algumas das pioneiras do país e que, cerca de 80 anos depois, foi seguido pelo reconhecimento da denominação de origem de Torres e Alcobaça. Em 1937, ganha força o processo de instalação do cooperativismo que, como efeito negativo, trouxe impulso ao foco no volume.
Em tempos recentes, a proximidade da capital e a urbanização também apresenta um desafio à região. Dos 60 mil hectares de vinhedos em 1985, apenas 30 mil existiam em 2000. Algumas regiões da CVR Lisboa ficaram reduzidas a cerca de 20 hectares de vinhedos. Redução preocupante, se não fosse acompanhada por um gratificante foco na qualidade ao invés da quantidade, baseado sobretudo na seleção de castas e melhoria tecnológica, que culminou no reconhecimento das denominações de origem.

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Estremadura, onde fica Lisboa, representa a linha fronteiriça entre terras cristãs e árabes. Contudo, mais recentemente, nova teoria sobre a origem do nome diz que ele vem de "escolhida"

CVR
A CVR Lisboa compreende em sua diversidade um conjunto de denominações de origem: Alenquer, Arruda, Bucelas, Carcavelos, Colares, Encostas d'Aire (Alcobaça e Medieval de Ourém), Lourinhã, Óbidos e Torres Vedras.
Seguindo em ordem de qualidade, do topo para a base, e fazendo a união de toda a região, encontramos a indicação geográfica ("Vinho Regional Lisboa") e depois a categoria Vinho de Mesa - não confundir com o padrão brasileiro de vinho de mesa, pois trata-se de vinhos feitos com uvas vitis viníferas.
O processo que rege as denominações de origem, a indicação geográfica "Vinho Regional Lisboa" e, por fim, os Vinhos de Mesa, além de seguir as regras de castas permitidas e outras regras do processo produtivo, ainda abrange um seletivo processo de degustação às cegas de forma a garantir o nível de qualidade de cada categoria. Para se ter uma ideia, em 2000, de toda a colheita declarada, apenas 4,4% alcançaram o status de denominação de origem e 29,3% o de vinho regional, ficando a maioria restrita ao status de vinho de mesa.

Alenquer
Esta denominação de origem é a de maior destaque na CVR Lisboa. Tanto pela área de vinhedos (6 mil hectares) quanto pelo reconhecimento de seus vinhos. A Serra de Montejunto desempenha importante papel na tipicidade dos vinhos, pois forma uma barreira à influência do Atlântico, fazendo a transição entre um clima marcado pelos ventos úmidos e frios de origem atlântica e um clima mais quente com características mediterrâneas.

ALENQUER É A DENOMINAÇÃO
DE MAIOR DESTAQUE
DA CVR LISBOA

Seus solos argilo-calcários são berço para alguns dos tintos de maior destaque da região de Lisboa. A denominação de origem Alenquer foi formalizada em setembro de 1989 e, em 2003, foram certificadas cerca de 600.000 mil garrafas.

Arruda
Também conhecida como Arruda dos Vinhos, foi dominada pelos árabes e conquistada por D. Afonso Henriques em 1160. A zona foi castigada no século XIX pelos ataques de oídio e filoxera, mas se recuperou e hoje conta com 2.120 hectares de vinhedos, sendo formalizada como região em setembro de 1989. Ela é caracterizada pela influência atlântica, com temperaturas amenas, precipitação média, ausência de geadas tardias, fraca nebulosidade e umidade relativa do ar variando pouco ao longo do ano. Os solos são predominantemente argilo-calcários.

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Bucelas
O vinho branco de Bucelas era muito apreciado pelo marechal Wellington e assim se tornou habitual na corte britânica. A variedade dominante, Arinto, origina vinhos de forte personalidade e com surpreendente capacidade de envelhecimento.
A região foi demarcada em outubro de 1908 e, pelo atual estatuto da DOC Bucelas, de março de 2000, foram mantidas as exigências de instalação das vinhas em solos predominantemente derivados de margas e calcários duros, correspondentes às tradicionais "caeiras". A elaboração do vinho branco deve recorrer à casta Arinto, com um mínimo de 75%, podendo ser completada apenas por recurso com castas Esgana-Cão e Rabo de Ovelha.
Hoje a região possui 160 hectares distribuídos principalmente pelas encostas do vale do rio Trancão, onde beneficiam-se do microclima típico da região: bastante frio no inverno, temperado no verão, às vezes, com dias quentes, mas com noites frescas pela brisa que vem do Tejo. O reconhecimento da qualidade do vinho desta região refreou a diminuição da área de vinhedos, ao contrário do que ocorre com outras denominações muito próximas da capital Lisboa.

Carcavelos
Esta antiga região produtora, situada muito próximo da foz do Tejo, foi formalizada em setembro de 1908. No tempo do Marquês de Pombal, os vinhos da sua Quinta de Oeiras, parcialmente situada na região demarcada, eram comprados pela Companhia do Alto Douro.

VINHO DE CARCAVELOS
FOI ENVIADO À CORTE
DE PEQUIM EM 1752

O vinho da região era tão apreciado que, entre os presentes enviados pelo Rei D. José I à corte de Pequim, em 1752, figuravam duas garrafas de vinho de Carcavelos numa caixa forrada de veludo carmesim guarnecida com galões e ferragens de prata. A produção total da região chegou a atingir 3 mil pipas no início do século XIX e hoje conta com apenas 10 hectares de vinhedos dedicados à produção de vinhos generosos, com um estágio mínimo de dois anos em madeira e seis meses em garrafa.

Colares
Um pouco mais distante de Lisboa do que a vizinha, Carcavelos, está próxima de uma situação crítica, com apenas 20 hectares para a produção do típico Colares de Chão de Areia. Aqui, o início do cultivo da vinha é anterior à 1154. D. Afonso III incentivou o plantio, doando as terras com a obrigação de cultivar vinhas e condenando aqueles que as cortavam.
Uma curiosidade: a filoxera atacou os vinhedos do país, mas os de Colares não, pois eram plantados na areia solta sobre solo argiloso, e o inseto não conseguia alcançar as raízes profundas das videiras. Isso foi um incentivo à cultura vitivinícola na área que, em 1908, foi reconhecida como região demarcada.
O clima é marcadamente mediterrâneo, do tipo oceânico e sujeito a fortes ventos úmidos que sopram do mar. O atual estatuto de Colares data de 1994 e, entre outras coisas, determina a plantação das vinhas em chão de areia, com aplicação de pé franco. O vinho tinto deve passar por estágio mínimo de 18 meses em madeira e seis em garrafa, período que para os brancos é de seis meses em madeira e três em garrafa.

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Região mistura o moderno das cidades com a ruralidade das paisagens do campo

Encostas d'Aire (Alcobaça e Medieval de Ourém)
Os monges de Alcobaça tiveram grande influência na produção de vinho por lá, pois, além de difusores do conhecimento, possuíam, em muitos casos, a posse das terras ou direitos sobre as mesmas.
Essa região ocupa área considerável da Alta Estremadura, onde a vinha encontra grande concorrência com outras culturas agrícolas e florestas, e, mais recentemente, com uma forte industrialização.
Em 2005, foi reconhecida Encostas d'Aire como denominação de origem, e Alcobaça e Ourém (Medieval de Ourém) como suas sub-regiões.

A cidade medieval de Óbidos é um bom lugar para começar sua viagem pela região de Estremadura

Óbidos
Esta região estende-se ao nordeste da Serra de Montejunto, indo até Óbidos, onde predominam os vinhedos desde o início do século XX. Entretanto, a presença da vinha e do vinho remonta a tempos anteriores à fundação de Portugal, tendo sua reputação se sobressaído pela Casa das Gaeiras, propriedade adquirida em 1790 por um médico da Universidade de Coimbra, chamado para atender o rei D. João VI, em banhos nas termas das Caldas. O reconhecimento da região se dá na publicação da "Lei das Regiões Demarcadas", em 1985, quando passou a abranger uma área mais ampla, adotando o nome da mais famosa atração turística do local, a histórica, cultural e simpática Vila de Óbidos.
Ela está distribuída geograficamente por parte de Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha e Óbidos. Conta com solos de textura franca a argilosa, de calcários pardos e vermelhos, e destaque para as castas Vital e Trincadeiro - nome regional para a Castelão. Apesar de possuir cerca de 5 mil hectares, a produção de vinho com denominação de origem é reduzida, apenas 178 hectares.

Torres Vedras
Em 1989 foi reconhecida a zona vitícola Torres Vedras. De modo geral, a vinha ocupa Colinas e outeiros com solos predominantemente argilo-calcários classificados em calcários pardos e vermelhos, e com textura que pode variar entre argilosa e franca, sendo as castas brancas plantadas em terreno franco-arenoso. Dos vinhos produzidos, os tintos se dão ao envelhecimento e os brancos são de cor amarelo-citrino, leves e aromáticos.

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VINHOS DE DESTAQUE NAS DEGUSTAÇÕES:

Brutalis 2005 - Caves do Cadaval
Este corte de Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon foi adequadamente batizado com o nome de um rinoceronte que destruiu sua jaula no zoológico da Dinamarca e fugiu. Com aroma de couro, apresenta grande estrutura em taninos e acidez, e é muito longo.

Quinta da Murta Clássico 2007 - Quinta da Murta
Este 100% Arinto prova a força desta uva na região de Bucelas. Evoluído e complexo, com aromas de lírios e frutas, passou cinco meses em madeira com batonagem semanal e mais um ano de estágio em garrafa. Profundo e complexo, uma salada de frutas tropicais com mamão, abacaxi e calda de canela.

Casa Santos Lima Pinot Noir 2007 - Casa Santos Lima
Seus 14,5% de álcool estão muito bem integrados ao conjunto. Frutas silvestres e cereja. Elegante, complexo e longo. Um bom exemplo do Pinot Noir fora da Borgonha.

Vinha da Cátedra 2007 - Sociedade Vitivinícola do Formigal
Esta vinícola de Torres Vedras sofre forte infl uência das brisas e vento do Atlântico. O corte de Touriga Nacional e Touriga Franca apresenta aromas profundos de frutas negras e balsâmico. Na boca, tem bela complexidade com apenas 13,5% de álcool. Estagia em barrica por 14 meses.

Quinta do Gradil 2006 Edição Exclusiva - Quinta do Gradil
Este corte de Arinto, Vital e Chardonnay só é produzido em bons anos e apresenta uma cor dourada evoluída. Aroma de frutas cítricas com boca que confi rma a evolução da cor, complexo e com bela acidez. Muito longo e com agradável retrogosto de toffe.

Mundus Aragonês 2009 - Adega Cooperativa da Vermelha
O respeitável enólogo Nuno Rodrigues recebe milhões de toneladas de uvas de seus cooperados - que não pode recusar. Seu desafi o é aplicálas na produção de vinhos com boa qualidade para cada faixa de preço. E ele consegue. Nenhum dos vinhos degustados apresentava qualquer traço de defeito e alguns são muito curiosos. Este 100% Aragonez demonstra sua habilidade na produção de vinhos com boa relação custo-benefício. Aromas fl orais e boa fruta, com boa acidez, taninos presentes e um toque de rusticidade bem equilibrados.

Quinta do Carneiro Touriga Nacional 2008 - Quinta do Carneiro
A simpática Teresa Carneiro conduz sua quinta com grande energia. Neste vinho, o fl oral da Touriga Nacional foi literalmente engarrafado junto com toques balsâmicos. Que aroma! Na boca, belas frutas (ameixa e morango). Para meditar.

Quinta do Sanguinhal Tinto 2006 - Quinta do Sanguinhal
Este DOC Óbidos é um corte de Castelão, Touriga Nacional e Aragonez. Seus aromas são elegantes com frutas e aromas terciários. Na boca apresenta-se evoluído e direto, com boa integração de madeira e apenas 13,5% de álcool. Merece ser decantado.

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DICAS DE VIAGEM
Visite e hospede-se na Vila de Óbidos. Esta cidade murada no alto de um morro está impecavelmente preservada e possui muitas atrações culturais com festivais medievais, óperas e concertos.
Em Bombarral, jante no restaurante "Mãe d'água", muito elegante e com bela carta de vinhos da região. Chegue para apreciar o pôr-do-sol e jantar no restaurantemarisqueira "Dos Cortiçais", em Peniche, situado no alto de uma encosta à beiramar. Mariscos e crustáceos são mantidos em viveiros abaixo do restaurante, sendo selecionados diariamente os que serão servidos.
Visite ainda o inusitado e especial jardim budista em Loridos, cujo passeio termina numa loja de vinhos da Bacalhôa Vinhos. A ideia era ser um passeio pago, mas a venda de vinhos na loja está tão boa que a entrada no parque permanece gratuita (www.buddhaeden.com).

PRINCIPAIS CASTAS DA CVR LISBOA
Brancas
Alicante Branco
Alvarinho
Antão Vaz
Arinto, ou Pedernã
Chardonnay
Fernão Pires, ou Maria Gomes
Jampal
Malvasia Rei
Rabo de Ovelha
Ratinho
Sauvignon
Seara Nova
Viosinho
Vital
Tintas
Alicante Bouschet
Amostrinha
Aragonez, ou Tinta Roriz
Baga
Cabernet Sauvignon
Caladoc
Camarate
Castelão, ou Periquita
Jaen
Syrah
Tinta Barroca
Tinta Miúda
Touriga Franca
Touriga Nacional
Trincadeira, ou Tinta Amarela
Christian Burgos

Publicado em 17 de Agosto de 2010 às 08:50


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Artigo publicado nesta revista