Escola do vinho

Da Cabernet à Chardonnay, há uvas semelhantes a elas que fazem vinhos que você vai adorar

Tempranillo, Sagrantino, Garnacha, Criolla e tantas outras nos dão mais opções na hora de escolher um bom vinho


Você gosta de Cabernet Sauvignon? Ok, mas saiba que há outras uvas que podem agradar o seu paladar

Quando estamos diante de algo novo, é comum nos apoiarmos em alguns pilares para ter segurança. E mesmo quando já temos conhecimento e desenvoltura em um tema, podemos, às vezes, ficar “travados” em alguns pontos de apoio.

No universo do vinho, isso também ocorre.

Foi pensando nisso que ADEGA escolheu quatro das variedades mais queridas, e os estilos de vinhos que elas representam, para que seus apreciadores tenham mais opções na hora de escolher o vinho que vão degustar.

Você gosta de Cabernet Sauvignon? Ok, mas saiba que há outras uvas que podem agradar o seu paladar sem destoar do estilo que você tanto aprecia na Cabernet.

Cabernet Sauvignon

Um bago da chamada a "Rainha das uvas", Cabernet Sauvignon

As principais características do vinho feito com a Cabernet Sauvignon são: corpo, tanino e presença marcante de frutas e especiarias. Para variar, tente:

Tempranillo, para os que gostam da estrutura, do corpo e da concentração do Cabernet Sauvignon.

• Tintos da região portuguesa do Douro, principalmente os que levam a Touriga Nacional

Cedro do Noval 2015 - AD 93 pontos - da região portuguesa do Douro

• Corte GSM (Grenache, Syrah e Mourvèdre), para quem gosta, além da estrutura, os tons especiados, com toques de ervas da Cabernet  

Sagrantino, uva italiana da região da Úmbria que chama a atenção com seus taninos e potência  

Aglianico, da Campania, região sul da Itália  

Le Sorbole Rosso 2018 - AD 90 pontos - feito com 85% Aglianico e 15% de Piedirosso

• Vinhos da variedade Castelão, especialmente da Península de Setúbal de Portugal  

• Blends da região espanhola do Priorato, com base em Grenache e Carignan

Pinot Noir

Um cacho de uva Pinot Noir

O vinho feito com Pinot Noir é ligado ao frescor, leveza e clareza. Assim as dicas são:

• Tintos da região siciliana do Etna, principalmente com a uva Nerello Mascalese. Ela traz o lado de frutas vermelhas e frescas, com taninos presentes, mas não tão exuberantes. Típico da Pinot Noir

• Tempranillo de estilo Jovén (com pouca passagem por madeira)

Valdehermoso Joven 2019 - AD 90 pontos - um Tempranillo jovén, frutado e de boa acidez

• Garnacha da região espanhol de Gredos

País chilena

Criolla argentina  

Mencía da região de Bierzo na Espanha, perfeita para quem aprecia um Pinot de frutas mais cheias e tons terrosos, especiados e defumados

• Tintos do Dão, para quem aprecia o Pinot nem tanto por sua fruta, mas por sua estrutura, por sua tensão, por ser um vinho mais direto

Messias Selection Dão Tinto 2015 - AD 89 pontos - vinho gastrônomico que pede comida

Barbera piemontês  

Beaujolais, feito com a variedade Gamay é capaz de produzir vinhos que emulam os vinhos de Pinot Noir, seus vizinhos mais famosos da Borgonha

Chardonnay

A Chardonnay, uma das castas mais difundidas do mundo

A Chardonnay tem um corpo presente, muita fruta, suculência, acidez moderada, às vezes uma pitada de tons tostados (se houver passagem por madeira) e um pouco de mel. Apesar de todas estas características variadas, podemos encontrar excelentes alternativas a essa variedade clássica e suas diferentes interpretações:

• Brancos da região portuguesa da Bairrada, para quem gosta da estrutura e estilo de fruta da Chardonnay. Principalmente os que levam as uvas Bical e Maria Gomes, também conhecida como Fernão Pires

• Outra região portuguesa que traz vinhos que podem ser alternativa à Chardonnay é o Dão, desta vez produzidos com a casta Encruzado, preferencialmente os que tiveram algum estágio em madeira  

Viognier para quem gosta de vinhos brancos ricos, com corpo e fruta

Maison Les Alexandrins Condrieu 2016 - AD 94 pontos - e 100% Viognier

• Sémillon, principalmente de Bordeaux  

• Blends portugueses do Douro e do Alentejo trazem corpo e tons tostados e untuosos. Prefira os blends com Antão Vaz, Arinto e Roupeiro

Viura também conhecida como Macabeo, especialmente de Rioja, na Espanha

Vermentino, principalmente os toscanos

Poggiotondo Vermentino 2018 - AD 91 pontos - da Toscana

Furmint (secos obviamente) da Hungria

Sauvignon Blanc

A Sauvignon Blanc no vinhedo

Quem aprecia Sauvignon Blanc tende a buscar mais acidez, refrescância, sutileza, aromas mais verdes e frescos e menos amanteigados. As alternativas são atraentes:

• Brancos do Minho, em Portugal, com as castas Loureiro e Arinto trazem acidez vibrante e corpo sutil

Verdelho portuguesa ou Verdejo espanhola – mesma uva só muda mesmo o idioma – para quem tende a ir mais para o caráter herbáceo e a estrutura da Sauvignon Blanc

Herdade do Esporão Verdelho 2017 - AD 90 pontos - vinho português 100% Verdelho

Pinot Grigio especialmente quando não há passagem por madeira

Ansonica, também conhecida como Inzolia, típica da Sicília

•  Melon de Bourgogne, que produz os famosos Muscadet Sèvre et Maine, do vale do Loire, na França  

Grüner Veltliner, uva clássica da Áustria   

Roero, no Langhe, Piemonte para quem pensa no frescor e nas notas florais do Sauvignon Blanc

Fiano, na Campania (DOC Fiano di Avelino), na Itália também possui características muito semelhantes à Sauvignon Blanc

Assyrtiko, típico da ilha grega de Santorini para quem puxa mais para o lado da mineralidade que se encontra principalmente na Sauvignon Blanc de Sancerre, no Loire, França, ou do Limarí, no Chile

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Arnaldo Grizzo e Eduardo Milan

Publicado em 29 de Abril de 2021 às 12:35


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