A atriz Daniele Valente conta como surgiu sua paixão pela bebida e a criação de sua confraria, a Ponto V
por Fernando Roveri
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| "Gosto de vinho e de macho", diz a atriz, confessando sua paixão ao Amarone |
Nascida no Rio de Janeiro, a atriz Daniele Valente começou a ganhar notoriedade pelo seu trabalho na série Confissões de Adolescente, na TV Cultura. Depois, trabalhou no humorístico Escolinha do Professor Raimundo, com Chico Anysio, e também no Zorra Total, cuja personagem Efigênia fez um grande sucesso. Recentemente, interpreta a advogada Celina na novela Pé na Jaca, da Rede Globo.
O que muitos não sabem é que Daniele é uma autêntica connaisseur. Ela até já criou uma confraria, a Ponto V, na qual, junto com mais doze amigas, se reúne mensalmente para realizar degustações e falar sobre a bebida de Baco. Simpática e atenciosa, Daniele revelou para ADEGA que seu gosto pela bebida surgiu, surpreendentemente, quando era criança. "Meu avô gostava muito de vinho, e sempre diluía um pouco em água para mim", revela. Posteriormente, quando começou a viajar em decorrência de trabalhos no exterior, passou a pesquisar em outros países, como Portugal, e França, onde morou por um período. A partir daí, Daniele já estava envolvida com o mundo do vinho.
E foi justamente em uma conversa sobre a bebida que conheceu seu atual marido. "Se não me engano, estávamos falando sobre um vinho espanhol, o "Marquês de Murieta", e então começamos a desenvolver nosso gosto juntos, e visitamos diversas vinícolas, inclusive de Bordeaux". E ressalta: "Foi o vinho que nos uniu", ressalta Daniele.
A atriz tem uma pequena adega em casa, com capacidade para 60 garrafas, mas ela nunca fica completamente cheia. "Sempre chega alguém para tomar, e então não tenho como estocar", diz Daniele. "Sou apaixonada por Amarone, é o tipo de vinho que gosto". Ela diz que tem uma queda pelos rótulos italianos, e uma relação de amor com a região do Veneto. "Gosto de vinho de macho (risos)", brinca.
Sobre a produção do Novo Mundo, a Argentina está na sua preferência. "A Familia Zuccardi está com uma produção ótima, com preços acessíveis, ideais para o consumidor brasileiro, como o "Santa Julia Fuzion Chenin Blanc". As Bodegas Norton também produzem vinhos excelentes". Para Daniele, o Chile tem uma boa produção. Sobre o Brasil: "A produção brasileira está se aproximando da Argentina, que para mim é a melhor da América do Sul atualmente". De todos os vinhos que provou, destaca os rótulos da catarinense Villa Francioni. "Provei todos e achei muito bons, principalmente o rosé".
Recentemente, Daniele tem optado pelos vinhos portugueses. "Parei um pouco com os vinhos do Novo Mundo porque estou um pouco enjoada do carvalho, são muito amadeirados e agora estou buscando outro tipo. Ultimamente estou tomando o 'Quinta do Vale do Meão'", conta.
Mensalmente, a atriz se reúne com as doze integrantes de sua confraria, a Ponto V, para falar sobre as últimas novidades do universo vitivinícola, trocar informações e, é claro, tomar vinho. A idéia de montar uma confraria surgiu porque Daniele queria se reunir com as amigas para degustar a bebida, mas sempre havia desencontros, sobretudo pela incompatibilidade de horários. Como é apaixonada pela bebida, resolveu marcar as reuniões na casa de cada uma delas. O nome da confraria, Ponto V, vem da primeira letra de seu sobrenome, e também de vinho. Bem-humorada, ela conta que há um terceiro significado. "Esse V substitui o "ponto G" que algumas mulheres não conseguiram atingir", diz, aos risos. Além de boa conhecedora da bebida, Daniele Valente é a prova de que vinho e bom humor podem caminhar juntos
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