• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Harmonização

    10 dicas básicas para você saber como pensar a harmonização

    O que você precisa saber antes de selecionar o vinho ideal para um prato

    por Arnaldo Grizzo

    Para realizar uma harmonização sem erros, existem alguns critérios para levar em consideração antes de combinar alimentos e vinho

    Quando falamos de harmonização, sempre surgem algumas premissas às quais precisamos ficar de olho, respeitando ou, às vezes, duvidando. “Peixe com vinho branco”, “Carne com vinho tinto”, “Sobremesas com vinhos doces” são algumas dessas “regras” alardeadas, mas que nem sempre são 100% verdadeiras. Há pratos de peixe que podem combinar com tintos (bacalhau é um bom exemplo), há algumas carnes mais magras que suportam bem certos brancos e, por fim, há sobremesas que ficam ótimas ao lado de tintos e brancos.

    Mas então o que devemos levar em consideração na hora de propor um vinho ao lado de um prato? ADEGA compilou algumas dicas – não regras, deixemos isso bem claro – que você precisa ter em mente quando estiver pensando nas harmonizações com pratos que vai escolher no restaurante ou preparar em casa. Confira. 

    Leia mais:

    + Peixe e vinho tinto combinam?

    + Como combinar vinho com comida?

    + Dicas de lugares para beber um bom vinho

    1 - O modo de cozinhar/preparar é tão importante quanto o ingrediente

    As possibilidades de harmonização para uma carne assada ou frita são diferentes se ela for cozida ou ensopada, por exemplo. Uma fraldinha assada na grelha pode pedir vinhos com acidez e taninos mais pungentes para equilibrar seus tons tostados e sua gordura. Ao mesmo tempo que uma fraldinha cozida em um molho de vinho, por exemplo, pode combinar com um tinto um pouco mais sutil. Um filé mignon grelhado e um steak tartar de mignon certamente não farão o mesmo tipo de harmonização.

    2 - Acompanhamentos e molhos podem mudar a harmonização

    Aqui, pense em um prato de massa. Um espaguete à carbonara certamente não vai oferecer o mesmo tipo de harmonização que um talharim com frutos do mar, ou com um molho ao sugo, ou bechamel, ou putanesca etc. O mesmo pensamento vale para o bacalhau, que pode oferecer diversas combinações dependendo do tipo de acompanhamentos, molhos e – voltando ao primeiro tópico – tipo de cozimento.

    3 - Leve em consideração o corpo do prato

    Vinhos encorpados vão sobrepujar receitas “leves”, assim como receitas portentosas vão esmagar vinhos leves. Ou seja, vinhos potentes irão combinar melhor com preparações que tenham o mesmo tipo de corpo. Já vinhos leves certamente vão casar com pratos mais sutis, grelhados simples, saladas e aperitivos, por exemplo. Pense também em intensidade de sabores. Um prato muito intenso precisa de um vinho à altura, do contrário, não vai fazer frente aos sabores e sucumbirá.

    4 - Não pense só em harmonia, mas tambpem em contraste

    As combinações entre pratos e vinhos podem ser congruentes e complementares, porém também contrastantes. Nem sempre os opostos se repelem. Há exemplos clássicos de vinhos doces que geram harmonizações campeãs com ingredientes salgados, como, por exemplo Sauternes e foie gras, ou um belo pedaço de queijo Stilton e Vinho do Porto. Esse contraponto entre doce e salgado, aliás, vale a pena ser testada não só com vinhos de sobremesa, mas alguns demi-sec.

    5 - Leve em conta a acidez do vinho

    Uma das “regras” de harmonização diz que os vinhos precisam ser mais ácidos que a comida. Isso se deve à sensação de limpeza na boca. Um vinho com boa acidez faz salivar e ajuda a limpar o palato entre uma garfada e outra. Não é à toa, portanto, que vinhos mais ácidos – especialmente espumantes, brancos e rosés – tendem a ter um leque bem amplo de possibilidades de harmonização, pois são capazes de, com sua acidez, equilibrar os sabores dos pratos.

    6 - Tente apaziguar os taninos

    A “regra” vinho tinto não combina com peixe deve-se muito ao fator taninos. Peixes e frutos do mar tendem a adquirir um gosto metálico pela reação dos taninos com o iodo. E isso mata qualquer chance de harmonização. “A percepção do tanino é afetada pela presença de sabores amargos (aumentando), ácidos (aumentando) e doces (reduzindo). Os alimentos gordurosos tendem a criar uma barreira entre os taninos e as papilas gustativas reduzindo significativamente sua ação. Assim, as carnes animais são o paraíso para os taninos”, afirma o expert em harmonização, Carlos Cordeiro.

    7  - Equipare a doçura do vinho com a da sobremesa

    Aqui voltamos a falar de intensidade, não só de corpo, mas de dulçor. Uma sobremesa muito adocicada e melada, como um bolo de chocolate, por exemplo, vai sobrepujar um sutil Late Harvest. Em compensação, esse chocolate pode muito bem ser acompanhado por um Porto. Já uma torta de maçã vai ficar “insossa” ao lado de algo tão pesado quanto um Porto, mas ficará sublime casada com um Riesling Auslese alemão, com seu delicado dulçor.

    8 - Evite ingredientes complicados

    Sim, há ingredientes que são de difícil harmonização. Preparos que levam ovo cru, por exemplo, são bastante complicados, pois a textura do ovo tende a suplantar a acidez de qualquer vinho. Aspargos, alcachofra, pimentas, picles e condimentos similares, preparações com curry, shoyo. Esses são alguns ingredientes que tendem a dificultar uma harmonização, pois apresentam uma reação ou combinação de sabores, ao lado dos vinhos, nem sempre agradáveis. Se puder evitá-los, melhor. Se não, evite “bater de frente”, opte pela sutileza e busque refúgio na acidez.

    9 - Na dúvida, busque vinhos ecléticos

    Não sabe exatamente que tipo de vinho seria melhor para uma determinada receita? Não sabe se o ingrediente principal ou os acompanhamentos é que darão o tom dos sabores? Jogue “seguro”. Combine com vinhos que convencionamos chamar de gastronômicos. “São vinhos com maior acidez – pois a acidez aumenta a produção de saliva, ajudando a quebrar os alimentos. Ela ainda tem a capacidade de destacar os sabores dos pratos. Além disso, ameniza o sal, combate a gordura, ‘limpa’ o palato e a língua e dá a estrutura necessária ao vinho”, aponta Cordeiro. No caso, espumantes (de estilo brut) são sempre uma ótima pedida, mas também pode-se optar por bons brancos ou alguns tintos não tão encorpados como Pinot Noir, Tempranillo e Sangiovese.

    Veja também:

    + Como fazer uma harmonização perfeita?

    + Dicas para diferentes tipos de harmonização

    + ASSINE JÁ A REVISTA ADEGA. DESCONTOS DE ATÉ 76%

    10 - Confie nas combinações regionais tradicionais

    Existe uma combinação clássica para o prato que você está prestes a saborear? Um boeuf bourguignon, por exemplo, já foi milhares de vezes testado ao lado de um bom Pinot da Borgonha, assim como leitão ao lado dos tintos da Bairrada, ou ainda ostras com Chablis, cordeiro com Bordeaux, massa ao ragu de carne com Chianti, queijos de cabra com Sancerre, entre tantas outras. Ou seja, se existe uma harmonização notória, já testada milhares de vezes, ponha fé nela se não quiser ficar inventando.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    Harmonizaçãocomo fazer uma harmonização

    Notícias relacionadas

    O Liebfraumilch, por muitos anos, só tinha propriedade para ser gerado de frutas provenientes de vinhedos alcançados pela sombra da alta torre da Liebfrauenkirche, o que delimitava a um terroir bastante pequeno

    Por que o Liebfraumilch ficou conhecido como “o leite da Virgem Maria”?

    Ilustração

    Vinho de George Lucas foi servido às estrelas em jantar de Cannes

    Ilustração

    Geada histórica ameaça safra de vinhos na Hungria

    Ilustração

    Bordeaux: história, terroir e os vinhos da região

    Decantar um vinho branco é possível e, em alguns casos, pode ser benéfico

    Vinho branco pode ser decantado? Veja quando e por quê

    Ilustração

    Leilão de adega histórica soma US$ 6,3 milhões

    Vinho argentino

    Vinho argentino acelera plano global de expansão

    Château Pavie Macquin

    Memórias do calcário: Château Pavie Macquin renasce em Saint-Émilion

    Borgonha

    Borgonha: guia completo de terroir e vinhos

    Imagem O Acordo entre UE e Mercosul em números

    O Acordo entre UE e Mercosul em números

    Château d'Yquem

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Tabela de safras: veja quais anos se destacaram nas principais regiões vitivinícolas do mundo
    1

    Tabela de safras: veja quais anos se destacaram nas principais regiões vitivinícolas do mundo

    Vinho de George Lucas foi servido às estrelas em jantar de Cannes
    2

    Vinho de George Lucas foi servido às estrelas em jantar de Cannes

    A trajetória de Ed Motta até a preferência pelos vinhos da Borgonha
    3

    A trajetória de Ed Motta até a preferência pelos vinhos da Borgonha

    Vinícola gaúcha apostar no on trade para diversificar a estratégias de vendas
    4

    Vinícola gaúcha apostar no on trade para diversificar a estratégias de vendas

    Valpolicella busca reconhecimento da Unesco
    5

    Valpolicella busca reconhecimento da Unesco

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group