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  • A buon mercato IGW na Itália

    Os vinhos italianos viraram febre nos últimos anos, mas eles são bons investimentos para colecionadores?

    por Redação

    A Itália será sempre um dos países produtores de vinho mais populares e aclamados pela crítica mundial, local de alguns dos mais celebrados nomes e com as maiores notas de degustação. Então, por que existem tão poucos rótulos considerados como investimento (IGW) no seu vasto arsenal?
    Em poucas palavras, a resposta é: "porque eles não envelhecem muito bem!" Uma das características mais importantes nos vinhos IGW é seu potencial de envelhecer por várias décadas e isso não ocorre com a maioria dos vinhos italianos, o que acaba concentrando os investimentos em pouquíssimas opções, a maior parte delas, por sinal, feitas com uvas não autóctones.

    Vinhos italianos são extremamente populares, vendidos em lojas, supermercados, restaurantes etc, podendo ser abertos logo após o seu engarrafamento. Esse é um dos motivos pelo qual os grandes colecionadores compram Bordeaux e Borgonha para guardar, e servem vinhos italianos em casa.
    Como ficam prontos para beber rapidamente, sua curva de apreciação ocorre nos primeiros cinco anos, seguindo depois estável por longos períodos. Apenas quando o vinho acaba tornando-se uma raridade é que seu preço volta a subir, mas isso é difícil de acontecer, pois mesmo a produção dos vinhos top italianos é grande, amortecendo os aumentos de preços.
    Do ponto de vista dos vinhos IGW, as duas regiões da Itália mais importantes são a Toscana, com seus Brunellos di Montalcino e Super Toscanos, e o Piemonte, com os Barolos e Barbarescos.

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    Mercado pode pagar prêmio por vinhos maduros da comuna de Barolo

    As regiões dos vinhos IGW Toscana
    A Toscana é uma região em que o sistema atual de classificação é o elemento menos importante para o investimento em vinhos. Uma das razões para isso é que, nos anos 1970, alguns produtores da Toscana decidiram quebrar as regras antigas para produzirem vinhos principalmente com uvas francesas (Merlot e Cabernet Sauvignon) misturadas, às vezes, com a uva típica da região: Sangiovese.
    Como esses vinhos não se encaixavam no sistema de classificação, acabaram sendo rotulados como ¨Vino da Tavola¨, mas esse fato não frustrou seus pioneiros, como o Marchesi Mario Incisa della Rocchetta (Sassicaia e Guidalberto), Marchesi Piero Antinori (Tignanello e Solaia) e Marchesi Vittorio Frescobaldi (Ornellaia e Masseto). Este último adquiriu a propriedade mais recentemente de Robert Mondavi (2005).

    Enquanto os tradicionalíssimos Brunellos di Montalcino não "emplacam" no ranking das melhores aplicações, os recentes Super Toscanos são, de longe, os que dão mais retorno aos investidores. Eles ficaram conhecidos quando Robert Parker deu 100 pontos para o Sassicaia 1985, pensando que era um Mouton Rothschild 1986 numa degustação às cegas (vinho que ele também deu 100 pontos). Como ele previu sua maturidade para 2025, acabou fornecendo a longevidade necessária para se tornar um IGW.
    Mesmo assim, cuidado: é mais fácil vender um Super Toscano mais barato e novo do que um caro e antigo, principalmente se ambos tiverem notas parecidas. Isso mostra que as pessoas preferem tomar estes vinhos jovens, o que acaba caracterizando como um mercado para consumidores e não para colecionadores.

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    Piemonte
    Diferentemente da Toscana, que pelo blend de uvas francesas e pelo status dos produtores mais se parece com Bordeaux, o Piemonte tem mais a cara da Borgonha, pois, em Barolo e Barbaresco, impera a casta Nebbiolo e o sistema de classificação oficial DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita) se assemelha com os Grand Crus borgonheses.
    Também é muito parecido com a Borgonha o fato de vários produtores vinificarem Barolos ou Barbarescos ou um produtor vinificar vários vinhos com os nomes de vinhedos específicos da região. Embora a popularidade do Piemonte seja crescente, principalmente por produzirem vinhos mais frutados e mais rápidos para beber, eles possuem uma longevidade maior que seus primos da Toscana. É comum o mercado pagar um prêmio por um Barolo ou Barbaresco maduro, pois esses vinhos produzidos com a antiga tecnologia precisam de 20 anos para ficar prontos para o consumo. Então, apesar de todo o glamour e excitação causados por estes vinhos, para ser um investidor de sucesso fique firme na sua decisão e compre apenas Super Toscanos e Piemonteses entre 97 e 100 pontos.

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