Revista ADEGA

Borbulha em francês mas não é champagne

Como alternativa aos consagrados champagnes para brindar a virada do ano, os vinhos espumantes franceses de outras regiões podem ser tão agradáveis e por um preço mais convidativo.

Marcelo Copello em 19 de Dezembro de 2005 às 17:17

Renato Faria e Fábio Muniz/O que é o que é? Fala francês, borbulha, mas não é champagne? Nesta época do ano os vinhos espumantes vêm sempre à baila e, f ato indiscutível, nessa categoria reinam absolutos os produtos da prestigiosa região de champagne. Mas nem tudo que borbulha em francês é Champagne, existem os "mousseux", "crémants" e "pétillants", denominações de espumosos produzidos em outras regiões francesas, onde os destaques são a Alsacia, o Val de Loire e a Borgonha.


#R#

A Alsacia, no nordeste do país, fronteira com a Alemanha, é famosa por seus excelentes vinhos brancos, secos e doces. A região produz 165 milhões de garrafas ao ano, sendo 15 milhões de vinhos espumantes, os "Crémant d'Alsace". A principal uva utilizada nos espumantes da região é a Pinot Blanc, mas outras, como Pinot Gris, Pinot Noir, Riesling ou Chardonnay, também são comuns. O estilo geral é de bebidas delicadas, elegantes, de ótima acidez, elaboradas pelo método champenoise (com a segunda fermentação na garrafa).

O Val du Loire é uma região extensa, com mais de 30 mil hectares de vinhedos, que produzem uma variada gama de vinhos, incluindo bons espumantes. O "Crémant de Loire" tem como principal casta a Chenin Blanc, mas também são comuns a Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Pinot Noir e a Chardonnay. Aqui há muitos bons espumantes com outras denominações, como Vauvray, onde há brancos secos, frisantes e ótimos espumantes, elaborados pelo método champenoise e cheios de personalidade.

A Borgonha, origem de alguns dos maiores tintos e brancos do planeta, também não faz feio no campo dos espumantes. O mosaico borguinhão comporta nada menos que 99 AOC's (Appellation d'Origine Contrôlée - denominação de origem controlada), uma delas é a "Crémant de Bourgogne". As uvas utilizadas são as clássicas da região, Pinot Noir e Chardonnay e método o champenoise, que produz vinhos de boa estrutura e cremosidade, rivalizando com alguns champagnes.

Uma boa olhada nos produtos dessas regiões nos mostra que é possível degustar boa perlage, com legítimo sotaque gaulês, gastando bem menos do que com os consagrados champagnes. Isso ficou provado nos quatro vinhos testados, todos de bom nível e com preço convidativo.

#Q#

fotos das garrafas: Marcelo Copello

Domaine Vigneau-Chevreau Brut, Vau-vray, Val de Loire (Premium, R$ 72).
Elaborado com o método champenoise, com a segunda fermentação na garrafa, com uvas Chenin Blanc e técnicas de biodinâmica. Cor amarelo palha muito brilhante com reflexos esverdeados. Perlage fina e persistente, muito perfumado com flores brancas e cítricos. Muito agradável ao palato, com leve a médio corpo, com boa presença da "agulha" na língua, bem seco e com ótimo frescor.

fotos das garrafas: Marcelo Copello

Crémant de Bourgogne Grande Réserve "Perle de Vigne", Louis Bouillot (World Wine, R$ 49).
80% Pinot Noir e 20% Chardonnay, elaborado pelo método champenoise. Amarelo palha claro brilhante, sem reflexos. Médio ataque aromático, boa complexidade, com leveduras, baunilha, tostados, nozes, amêndoas, mel, maçã, pêra, minerais. Médio corpo e bom equilíbrio no palato, com boa acidez, cremosidade e persistência. Boa compra.

fotos das garrafas: Marcelo Copello
Grandin Brut (Decanter, tel.: 11 3071-3055, US$ 22,70).
Desde 1886 Henri Grandin produz espumantes pelo método Champenoise no Val de Loire. Passa 12 meses em contato com suas borras. Palha claro brilhante com os primeiros reflexos dourados. Perlage abundante, fina e persistente. Médio ataque aromático, lembrando leveduras, amêndoas, avelãs, confeitos, cítricos, pêssego e florais. Bem equilibrado, médio corpo, boa acidez, boa cremosidade, persistência fraca.

fotos das garrafas: Marcelo Copello
Crémant d'Alsace Blanc de Blancs Brut, P.E. Dopff & Fils (Mistral, US$ 33,75).
Palha claro brilhante, com perlage fina e abundante. Médio ataque aromático, lembrando leveduras, abricó, cítricos, florais, amêndoas e leves tostados. Paladar é seu ponto forte, sua boa acidez chama a atenção, vívido, fresco e agradável. Leve, com 12% de álcool, média persistência, falta-lhe apenas um pouco de cremosidade

Tabela de notas
Extraordinário ( de 95 a 100 pontos)
Excelente (90 a 94)
Muito Bom (85 a 89)
Bom (80 a 84)
Médio (70 a 79)
- Fraco (50 a 69)
= Beber
= Beber ou Guardar
= Guardar
= Best Buy (bom custo-benefício)
Obs: preços aproximados no varejo, sujeitos à variação.

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