A nomenclatura de vinhos alemães é uma incógnita para muitos consumidores
por Redação

A nomenclatura usada nos rótulos dos vinhos alemães continua sendo um desafio para os consumidores, mesmo quem entende a língua. Hoje, existem duas classificações. A mais tradicional é a que associa “predicados” aos melhores vinhos, que vão de Kabinett a Trockenbeerenauslese (TBA), passando por Spätlese, Auslese, Beerenauslese e Eiswein, embora esse último possa ser considerado quase uma categoria à parte pelo modo como é produzido. Ao contrário do que se convencionou, essa classificação não indica necessariamente o grau de doçura dos vinhos, mas o teor alcoólico potencial que a presença de açúcar no mosto permite alcançar. Assim, dependendo da região, os Kabinett, Spätlese e mesmo os Auslese podem ser doces (semisecos, no caso dos primeiros) ou secos. Já os três últimos (Beerenauslese, Eiswein e TBA) são sempre doces.
Há não muitos anos, a VDP, associação que reúne 200 dos melhores produtores alemães, criou uma segunda classificação, que segue basicamente o modelo adotado na Borgonha. São quatro níveis: Gutswein, que seriam os vinhos genéricos da região produtora; Ortswein, o equivalente ao Village; Erste Lage (Premier Cru) e Grosse Lage (Grand Cru). A menção GG no rótulo de um vinho de produtor associado à VDP significa Grosses Gewächs, um vinho top e sempre seco. Mas essa classificação só vale para os membros da VDP, o que só aumenta a confusão.
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Em resumo, os alemães parecem adeptos do bordão popularizado por Chacrinha, o “velho guerreiro”, figura lendária do entretenimento brasileiro: “eu não vim para explicar; vim para confundir”.
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