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Freixenet terá venda direta no Brasil

Ações comerciais serão exercidas pela própria Freixenet Brasil


A Freixenet Brasil existe como filial desde 2012, e já em 2013 a marca começou a sua atuação comercial

Depois de ter incorporado a italiana Mionetto Prosecco, em 2008, e tantas outras marcas, em 2018, a produtora de espumantes alemã Henkell comprou o grupo Freixenet. Nascia a Henkell Freixenet. Maior produtor de espumantes do mundo, a Henkell Freixenet é parte do gigantesco Oetker Group, que emprega 37.937 funcionários e fatura 7,1 bilhões de euros por ano, vendendo fermento e massa de bolo, além de controlar empresas de transporte marítimo, bancos e até a gestão de hotéis de luxo, como o Palácio Tangará em São Paulo.

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Fabiano Ruiz, diretor-executivo da Freixenet Brasil, explica que, após um primeiro ano organizando a atuação em seus cinco principais mercados, a regra que prevaleceu em quase todos foi a de quem tinha maior participação de mercado tornou-se cabeça do negócio. Em 2019, chegou a hora de definir a atuação nos seguintes 25 mercados mais importantes. Entre eles estão Brasil, Argentina e México.

A operação Freixenet Brasil existia como filial desde 2012, e já em 2013 a marca começou a sua atuação comercial, na qual importava outros produtos do grupo Freixenet para reforçar a marca em estados estratégicos. “Com o passar dos anos, aumentamos nossa expertise no mercado brasileiro e ganhamos participação de maneira direta, sendo que em 2018 a Freixenet Brasil representou 50% de todo o volume de negócios da marca no país”, completa.

Agora o grupo decidiu conduzir por conta própria as operações de vendas da marca Freixenet no Brasil. “Há alguns anos, somos uma filial rentável e agora, com 100% do controle, podemos dar um resultado ainda mais expressivo para os espanhóis”, explica Ruiz. Segundo ele, Argentina e México devem ir no movimento contrário. Nesses países, as filiais serão fechadas e substituídas por distribuidores.

No próximo ano, Mionetto se integra a esta operação, mas Henkell continuará com a importadora Cantu. Para ter um portfólio mais completo e fazer frente à sazonalidade dos espumantes, Ruiz pretende selecionar algumas marcas de vinhos tranquilos pertencentes ao grupo para importar. Ele tem grande expectativa de crescimento para 2020 e, para fazer frente ao esperado crescimento, está aumentando o quadro de funcionários e terceirizados da filial. Pode ser o nascimento do equivalente à VCT (a empresa que representa a Concha y Toro) no mercado de espumantes não-franceses no Brasil.

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Da redação

Publicado em 28 de Outubro de 2019 às 13:30


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