• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Onde estão os melhores espumantes feitos pelo método champenoise, fora de Champagne?

    por Luiz Gastão Bolonhezadega

    O Champagne criou na França o chamado método tradicional para a produção de seu vinho espumante, seguido hoje em diversas regiões do mundo e com uvas diferentes das clássicas Chardonnay e Pinor Noir

    Não existe nada mais alegre e gratificante para um amante de vinhos do que encontrar um motivo para abrir um espumante. Essas bebidas são sinônimo de celebração. E, quando falando de espumantes, precisamos dividi-los em dois grandes grupos, elaborados por métodos distintos. O primeiro, e mais nobre, é o champenoise ou método tradicional, e o segundo é o método Charmat.

    LEIA MAIS

    » Vinícolas da Califórnia reabrem com piqueniques após a crise do Covid-19

    » Armagnac não é Cognac: conheça o destilado de 700 anos feito com 10 tipos de uvas brancas

    Tecnicamente falando, a diferença entre os dois métodos é simples. No primeiro, a segunda fermentação, que cria as bolhinhas, acontece em garrafa, enquanto que, no segundo, a segunda fermentação ocorre em grandes tanques (geralmente de inox) de milhares de litros.

    Os primeiros espumantes produzidos pelo método tradicional foram os Champagne. Lembra da história do monge Dom Pérignon? É creditada a ele a invenção dessa bebida quase que totalmente artesanal até os dias de hoje. Já o método Charmat foi desenvolvido para produzir espumantes em porte industrial e simplificar a elaboração, obtendo maiores volumes e reduzindo sobremaneira os custos de produção. Esse processo foi inventado em 1895 pelo enólogo italiano Federico Martinotti, contudo foi patenteado em 1907 pelo francês Eugène Charmat. Os mais conhecidos espumantes produzidos pelo método Charmat são os Prosecco, feitos nas regiões norte da Itália.

    Método Champenoise fora de Champagne

    França

    [Colocar Alt]

    No proceso de 'remuage' as garrafas são giradas periodicamente, de modo que as leveduras mortas vão sendo levadas ao gargalo. Os sedimentos serão posteriormente congelados e expelidos por pressão, conforme a fabricação do champagne

    Diversos países se destacam na produção de espumantes pelo método tradicional. O principal, obviamente é a França com seus Champagne. Porém, a Borgonha, a Alsácia, o Languedoc e o Loire brilham com o Crémant. De maneira geral, nesses lugares encontramos excelentes produtos com preços mais convidativos se comparados com os Champagne. Além disso, em alguns casos, são produzidos com uvas diferentes das tradicionais Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Os Crémant de Vouvray, por exemplo, são elaborados à base da casta Chenin Blanc. Já na Alsácia temos muitos Crémant fundamentados em Pinot Blanc com toques de Riesling e ainda outras castas locais. Vale a pena provar, pois são muito frescos e com bom caráter mineral.

    Itália

    Se formos criteriosos, o único país do mundo que produz espumantes com o método clássico de excelente qualidade e que podem, às vezes, rivalizar e até superar os Champagne, é a Itália. Carinhosamente, os italianos chamam os espumantes de Bollicini. Nesse país, os principais destaques são a DOCG Franciacorta, na Lombardia, e a DOC Trento, no Trentino.

    A Franciacorta – que significa Corte à Francesa, em italiano – é, sem dúvida, a região fora da França que produz os mais reluzentes espumantes pelo método tradicional do planeta. São diversos produtores renomados. O que mais se destaca é a Bellavista, em Erbusco, província de Brescia, localizada a pouco mais de 70 quilômetros ao leste de Milão.

    Já a DOC Trento fica encrustada na região vitivinícola do Trentino. Trento fica cerca de 100 quilômetros ao norte de Verona. Nessa região está o produtor Fratelli Lunelli /Ferrari, que faz espumantes pelo método clássico à base da casta Chardonnay. Seus produtos, desde os básicos, passando pelo safrado Perlé, chegando ao top da casa, o Riserva del Fondatore Giulio Ferrari, são fabulosos. Ele é, sem dúvida, o melhor espumante produzido pelo método clássico fora de Champagne.

    Espanha

    Na Espanha, os grandes representantes do método tradicional são os Cava. A Denominação de Origem Cava não é restrita a uma região limitada e contínua, mas abrange várias áreas geográficas diferentes e não contínuas nos distritos da Catalunha, Valência, Aragón, Navarra, Rioja e o País Basco.

    Mais de 90% dos Cava são elaborados na Catalunha, mais precisamente a partir de vinhedos em Penedès, nos arredores da cidade de Sant Sadurní d’Anoia. Para receber a qualificação da DO Cava, além de ter que ser elaborado pelo método clássico, o vinho deve permanecer, pelo menos nove meses em contato com as leveduras. Os Cava são costumeiramente um blend de Macabeo, Xarel-lo e Parellada (os rosés têm Garnacha e Monastrell). Nas últimas duas décadas, desde que foram autorizadas, cada vez mais produtores têm incluído as castas francesas Chardonnay e Pinot Noir na elaboração.

    Portugal e Estados Unidos

    Portugal tem importante produção de espumantes, com relevância para as regiões de Varosa (norte), Alentejo, Estremadura e Bairrada. Entre eles, destacam-se, respectivamente, os produtores Vértice, Herdade do Esporão, Quinta dos Loridos e Filipa e Luis Pato. Na Bairrada, o delicioso leitãozinho assado é, na maioria das vezes, apreciado com um bom espumante local. Essa “gordurosa” iguaria harmoniza sobremaneira com a acidez dos espumantes.

    Nos Estados Unidos, mais precisamente na Califórnia e Oregon, também há excepcionais espumantes produzidos por grandes casas de Champagne, com destaque para a Roederer Estate, em Mendocino County, Chandon, Mumm e Domaine Carneros (Taittinger) no Vale do Napa. Das vinícolas norte-americanas, merecem ser provadas Argyle (Oregon), Schramsberg e Iron Horse (ambas do Napa).

    América do Sul

    No quesito espumantes de método clássico, o Brasil vem ganhando espaço até no cenário internacional. A história dos espumantes no Brasil começa em meados da década de 1910, com a Peterlongo, de Garibaldi. Com o tempo, as vinícolas do entorno da cidade se tornaram tão proeminentes na produção de vinhos efervescentes que o município chegou a receber o título de “Capital Brasileira do Champanha”. Atualmente, não há quem duvide da qualidade dos espumantes nacionais, que a cada ano provam seu valor sendo destaque, por exemplo, nas duas edições do Guia ADEGA – Vinhos do Brasil, recebendo as maiores notas. Entre os produtores, vale ressaltar Miolo, Casa Valduga, Cave Geisse, Adolfo Lona, Don Giovanni, Bueno State, entre outros.

    [Colocar Alt]

    A Argentina também tem tradição em espumantes, que eles carinhosamente chamam de Champán. Lá, além das cepas normalmente utilizadas na região de Champagne, como Chardonnay e Pinot Noir, outras como Chenin Blanc, Torrontés e Malbec, por exemplo, também entram. Entre os produtores que merecem destaque, podemos citar a linha Baron B, da Chandon, os elaborados pela Luigi Bosca, principalmente a linha Bohème, e o Progênie da Bodega Vistalba, além dos produzidos pela Nieto Senetiner, Zuccardi e Alma 4.

    PROVA

    ADEGA fez uma grande prova de alguns dos melhores espumantes de método tradicional feitos fora de Champagne e indicamos aqui boas opções em diversos países.

    » Para ver os vinhos avaliados da 3 B Baga Bical, clique aqui

    » Para ver os vinhos avaliados da Anna de Codorníu Brut, clique aqui 

    » Para ver os vinhos avaliados da Bellavista Franciacorta Brut, clique aqui 

    » Para ver os vinhos avaliados da Dominio de la Vega Cava Brut, clique aqui

    » Para ver os vinhos avaliados da Giulio Ferrari Riserva del Fondatore 1997, clique aqui 

    » Para ver os vinhos avaliados da Gramona III Lustros 2004 Brut Nature,clique aqui 

    » Para ver os vinhos avaliados da Informal 2010, clique aqui

    » Louis Boulliot Crémant Perle d’Aurore Rosé - AD 89 pontos

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    Método TradicionalEspumantesCharmatChampenoiseprodução de champagne

    Notícias relacionadas

    Guia Descorchados 2026

    Descorchados 2026 tem dois vinhos com nota máxima

    Miguel A. Torres - Família Torres

    Miguel A. Torres recebe Creu de Sant Jordi 2026

    A harmonização entre vinhos e alimentos é uma prática que exige atenção às características químicas e sensoriais dos ingredientes

    Por que certos alimentos não combinam com vinho?

    Ilustração

    Estudos premiados desafiam práticas na viticultura

    Vinhedo em Oakville, no Napa Valley

    St. Supéry compra vinícola Rudd no Napa Valley

    Restaurantes Evvai e Tuju ganham 3 estrelas no Guia Michelin - Divulgação/Guia MICHELIN

    Brasil tem primeiros restaurantes com 3 estrelas Michelin

    Premium Tasting - 2ª edição

    Premium Tasting destaca degustações às cegas em SP

    Ilustração

    Tannat uruguaio: estrutura, acidez e identidade

    Indústria do vinho sul-africano começou a renascer depois do Apartheid

    Conheça as principais áreas produtoras de vinho na África do Sul

    Conheça as etapas e aprenda a avaliar como um sommelier

    Em que prestar atenção quando degustar um vinho?

    Château d'Yquem

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Descorchados 2026 tem dois vinhos com nota máxima
    1

    Descorchados 2026 tem dois vinhos com nota máxima

    Como a Malbec francesa virou um símbolo da Argentina?
    2

    Como a Malbec francesa virou um símbolo da Argentina?

    Quais são as vinhas mais velhas do mundo?
    3

    Quais são as vinhas mais velhas do mundo?

    Japão se torna grande consumidor de café
    4

    Japão se torna grande consumidor de café

    Quer conhecer a Sicília? Confira dicas para uma viagem inesquecível
    5

    Quer conhecer a Sicília? Confira dicas para uma viagem inesquecível

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group