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Novas imposições chilenas devido à Covid-19 derrubam as exportações argentinas de vinho

Portos do Chile são utilizados para exportações argentinas ao oriente, Oceania e aos Estados Unidos


Novas imposições chilenas devido à Covid-19 derrubam as exportações argentinas de vinho

Novas regras causam congestionamento de caminhões na fronteira do Chile com a Argentina. Foto de Maximiliano Rios da Reuters

As regras chilenas para tentar o avanço da pandemia de Covid-19 está derrubando as exportações argentinas de vinho.

Não, essa frase não está errada.

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Com a proximidade das províncias argentinas de San Juan e Mendoza de Santiago no Chile – para se ter uma ideia é quase a metade do tempo e um terço da quilometragem em relação aos portos argentinos – o escoamento, principalmente para o oriente, Oceania e Estados Unidos, é feito por terras chilenas – ou mares – chilenos.

No entanto, as novas regras determinam que todos os profissionais de transporte devem ter testes negativos feitos na fronteira para entrar no Chile. O resultado é uma fila de mais de 3.000 caminhões e uma espera média de duas semanas.

Além do atraso nas entregas e custos gerados, os caminhoneiros estão ficando sem combustível em um local que não há postos de reabastecimento próximos.

“Não sabemos por que os testes de Covid estão demorando tanto. É uma questão que está com as autoridades governamentais competentes. Bodegas de Argentina, uma organização que reúne a maioria das vinícolas do país, trabalhou com autoridades provinciais, nacionais e estrangeiras em busca de uma solução e graças à boa vontade de ambos os governos, foi acordado um entendimento para avançar com uma solução definitiva”, diz Santiago Ribisich, gerente geral do Grupo Avinea.

“Esperamos que o fluxo de tráfego de caminhões pela passagem de fronteira volte ao normal rapidamente e que, como resultado, inconvenientes como esse não voltem a acontecer”, finaliza Ribisich.

A Federação Argentina de Entidades Empresariais de Transporte de Carga (FADEEAC) pediu ao Ministério das Relações Exteriores da Argentina que intervenha e tente evitar mais atrasos e minimizar as perdas econômicas, segundo estimativas da FADEEAC somam US$ 700 por dia. Autoridades chilenas disseram que estão cooperando para minimizar os problemas, mas salientaram que as medidas são necessárias para evitar um colapso no sistema de saúde do país com uma nova onda de Covid-19.

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André De Fraia
Publicado em 07/02/2022, às 07h00


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