• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Beldade do Oriente Médio

    O azeite a a influência árabe no Brasil

    O óleo de oliva está enraizado na cultura dos imigrantes libaneses e sírios que desembarcaram no Brasil

    por João Calderón

    No final do século XIX começaram a desembarcar no Brasil imigrantes árabes, em sua maioria de origens síria e libanesa. Esse fluxo foi crescendo ao longo dos anos até tornar-se importante no século passado. Um grande exemplo disso são os diversos nomes e sobrenomes árabes que passaram a fazer parte do nosso cotidiano: Salim, Nazira, Farah, Tufik e tantos outros.

    E por que eles escolheram o Brasil? Não se sabe ao certo, já que o País era uma nação quase desconhecida no mundo árabe. Alguns dizem que muitos deles imaginavam estarem viajando para os Estados Unidos (a América) e que só descobriam que a América que imaginavam era a América do Sul quando aportavam no Brasil.

    LEIA TAMBÉM: Como escolher azeite para cozinhar

    Também existe uma vertente de que as primeiras levas de imigrantes árabes por aqui foram atraídas pelo Imperador D. Pedro II, que havia realizado uma viagem diplomática para o Oriente Médio e adquirido certo carinho pela cordialidade e cultura local.

    Azeite
    No Líbano, a predominância é do cultivar Souri, usado tanto para o óleo quanto para o consumo de azeitonas de mesa

    Divergências à parte, o fato é que após séculos dominados pelo Império Turco-Otomano, os árabes enxergavam a emigração como a melhor saída para "combater" as violentas dominações turcas, principalmente quando a situação era agravada pelas crenças religiosas, uma vez que turcos de fé islâmica perseguiam os árabes cristãos.

    Foi por volta de 1880 que sírios e libaneses começaram imigrar para o Brasil, em um número que só foi crescendo. Até 1920, com os problemas socioeconômicos agravados no Oriente Médio, já viviam no País mais de 50 mil árabes. Em pesquisas mais recentes, estima-se que a quantidade de descendentes de sírios e libaneses some mais de 5 milhões de pessoas.

    LEIA TAMBÉM: Melhores Vinhos da uva Barbera para combinar com sua pizza

    A grande diferença dessas correntes migratórias é que os sírio-libaneses, majoritariamente, não vieram para trabalhar nas lavouras, e sim recomeçar suas vidas como mascates. Aos poucos, eles foram se tornando grandes varejistas, principalmente na região sudeste. Foi em São Paulo o maior reflexo disso, fazendo parte da criação do maior comércio popular do Brasil, a 25 de Março, conhecida também, no século XX, como a "pequena Bagdá".

    E por que falar disso? Porque, como acontece em toda grande imigração, a população do Brasil recebeu uma enorme injeção de riqueza cultural e a mais difundida delas foi a tradição dos árabes na cozinha. Quibe, esfiha, homus, babaganoush e tabule, por exemplo fazem hoje parte da cultura paulistana - uma cozinha que não existe sem o azeite de oliva.

    Óleo de oliva libanês

    Colher de azeite
    No Líbano a produção é feita em uma pequena área e não consegue alcançar grandes volumes

    Dois terços de todas as oliveiras libanesas estão no norte do país. E é principalmente nessa região que muitas comunidades possuem a olivicultura como sua principal economia, tanto para o consumo local quanto para a exportação. O azeite tornou-se, portanto, muito importante para o Líbano. Sua produção, no entanto, é feita em uma pequena área e não consegue alcançar grandes volumes.

    Na primeira década dos anos 2000, a média da produção libanesa de azeite de oliva foi de aproximadamente 5,5 mil toneladas por ano. Outro fator que também atrapalha as exportações libanesas é a competição com outros exportadores mais baratos, os seus vizinhos sírios, por exemplo.

    É por esses motivos que o país, com o auxílio de alguns organismos internacionais, vem tentando modernizar os seus lagares, para que seu azeite extravirgem ganhe espaço no mercado internacional pelo ganho de qualidade. Dentre os aproximadamente 30 mil ha de oliveiras plantados, a grande predominância é do cultivar Souri, utilizado tanto para a elaboração do óleo quanto para o consumo de azeitonas de mesa. Seu azeite costuma ser suave e adocicado já que, na maioria das vezes, é colhido tardiamente.

    Óleo de oliva sírio

    AZEITE

    A produção síria de azeite está concentrada, principalmente, nas regiões costeiras e no norte. Mesmo com a constante guerra desde 2011, a exportação, apesar de crescente, ainda fica aquém de suas vendas internas, e continuam muito concentradas no Oriente Médio, em países como Irã e Arábia Saudita. Com isso, a Síria decidiu investir na produção de óleos de qualidade, apostando principalmente em dois de seus cultivares: Zait e Sorani.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    AzeiteLíbanoIrãoliveirasAr;abia SauditaImpério Turco-Otomano

    Notícias relacionadas

    Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas

    Enoturismo ganha fórum inédito nas Américas para discutir o futuro do setor

    Inspeção de garrafas em armazém industrial

    Decisão da LVMH amplia combate a falsificações na China

    Vinhedo sob luz solar intensa

    Calor extremo reacende debate sobre irrigação em Bordeaux

    Vinha congelada ao amanhecer

    Geada e granizo ameaçam safras de vinho nos EUA e França

    Exposição O Tempo Esculpido

    Exposição gratuita transforma visita à Casa Perini em uma experiência cultural

    Felipe Galtaroça

    Comportamento do mercado brasileiro de vinhos e espumantes no primeiro trimestre de 2026

    andrewpeller.com

    Andrew Peller será adquirida pela Fairfax por US$ 579 milhões

    Cena de vinho e comércio internacional

    Tarifa dos EUA para vinhos europeus será mantida até 2029

    Cena acolhedora de adega rústica

    Bodegas Riojanas terá novo controlador após decisão judicial

    Jornalista Renato Machado

    Renato Machado deixa legado também no mundo do vinho

    Harmonização

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Exposição gratuita transforma visita à Casa Perini em uma experiência cultural
    1

    Exposição gratuita transforma visita à Casa Perini em uma experiência cultural

    Comportamento do mercado brasileiro de vinhos e espumantes no primeiro trimestre de 2026
    2

    Comportamento do mercado brasileiro de vinhos e espumantes no primeiro trimestre de 2026

    La Tâche: conheça a história do lendário Grand Cru da Borgonha
    3

    La Tâche: conheça a história do lendário Grand Cru da Borgonha

    Molinos amplia presença no vinho com compra da Bodega Etchart
    4

    Molinos amplia presença no vinho com compra da Bodega Etchart

    Produção e consumo de vinho caem na Espanha
    5

    Produção e consumo de vinho caem na Espanha

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group