Estudo mostra que químico presente em vinhos com defeito na rolha inibem nosso senso olfativo
por Redação

Segundo uma pesquisa conduzida pela Universidade de Osaka, no Japão, a presença do tricloroanisol (TCA), químico formado por fungos presentes em rolhas de cortiça defeituosas, inibe nosso olfato e faz com que tenhamos sensações pseudo-olfativas.
De acordo com os cientistas, o TCA atrapalha nossa habilidade de detectar outros odores, impedindo os sinais do nariz para o cérebro e isso faz com que imaginemos os famosos aromas de cachorro e papelão molhado, cogumelos, mofo etc, com que geralmente esse defeito, chamado bouchonée, é descrito.
Os japoneses conduziram o estudo com 20 participante, que reagiram à presença do TCA em vinhos californianos, alguns dos quais foram acrescentados substâncias sem odor. Os resultados sugeriram que o TCA suprime os receptores primários de aroma, que convertem odores em sinais eletrônicos para o cérebro. Os pesquisadores acreditam que o cérebro interpreta essa reação com aromas desagradáveis.
“Nossas descobertas mostram que o TCA suprime as células sensoriais e também especulamos que essa supressão pode causar o aroma de bolor típico das rolhas com defeito”, diz o Dr. Hiroko Takeuchi.
+lidas

A trajetória de Ed Motta até a preferência pelos vinhos da Borgonha

Tabela de safras: veja quais anos se destacaram nas principais regiões vitivinícolas do mundo

Geada histórica ameaça safra de vinhos na Hungria

Moscato: a uva por trás dos vinhos mais aromáticos

Vinho argentino acelera plano global de expansão