A diversidade de castas que mantém viva a tradição do Douro
por Redação

O Douro é uma região fascinante e historicamente sempre produziu grandes vinhos das mais diversas castas autóctones.
Aliás, é muito comum por lá ainda haver vinhedos de "Vinhas Velhas", ou seja, uma mistura de castas não identificadas plantadas em conjunto, quase sem distinção entre as cepas. Com isso, as misturas para os Vinhos do Porto, e também para os tintos e brancos tranquilos da região, são quase sempre repletas de variedades diferentes.
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Mais recentemente, com a renovação dos vinhedos, os produtores têm optado por, digamos, "reduzir" um pouco a quantidade de cepas, dando preferência para as tintas Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinto Cão. Já entre as brancas, as mais escolhidas foram Malvasia Fina, Viosinho, Donzelinho e Gouveio.
No entanto, ainda se pode facilmente encontrar centenas de outras variedades com os nomes mais incomuns, e tão típicos de Portugal, que se pode imaginar. As mais famosas são: Esgana Cão, Arinto, Bastardo, Cornifesto, Folgasão, Boal, Mourisco Tinto, Cercial, Côdega, Tinta Barroca, Rabigato, Malvasia Corada, Tinta Francisca, Rufete, Moscatel Galego, Samarrinho, entre tantas outras. Portanto, os "Field Blends", ou seja, a vinificação de uvas que foram plantadas juntas em um mesmo vinhedo, não são raros.
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