Revista ADEGA

Vinhos IGW na Borgonha

Grandes IGW não se encontram só em Bordeaux, mas também na outra região francesa famosa

Douglas Andreghetti em 18 de Março de 2010 às 13:08

Luna Garcia

Os amantes dos vinhos da Borgonha possuem uma característica que os difereciam da maioria dos outros enófilos no mundo: são completamente passionais. Chamados "Pinótfilos", são pessoas encantadas pelas uvas Pinot Noir e Chardonnay e fazem qualquer coisa para conseguir uma grande garrafa de vinho na região. Na maioria dos casos, pagando qualquer preço.

Apesar de toda a paixão e charme destes vinhos, eles não representam mais do que 5% de todo o investimento no mercado de IGWs devido à sua pequena produção. Muitos dos nomes top da Borgonha produzem entre 25 a 500 caixas por ano. Isso se transformou numa oportunidade, mas também num grande desafio, pois imagine como é difícil atender toda esta demanda com uma produção tão minúscula.

Só para citar um exemplo, os dois melhores Grand Crus de Gevrey-Chambertin são Chambertin e Chambertin Clos de Béze, com apenas 12,9 hectares e 15,4 hectares respectivamente. O maior nome desta região é, sem dúvida, Armand Rousseau, que possui somente 2,5 hectares em Chambertin e 1,4 hectare em Clos de Béze.

O fato de as propriedades serem tão pequenas na Borgonha decorre, em parte, por causa das leis de herança napoleônicas e, em outra parte, de casamentos, divórcios e até mortes sem herdeiros, quando várias dessas propriedades foram doadas ao Hospices de Beaune.

Como entender os vinhos IGW na Borgonha

Denominações de Origem

As denominações dos vinhos na Borgonha foram utilizadas por séculos para distinguir cerca de 400 tipos diferentes de solo e indicavam o potencial de cada área determinada em relação à quantidade de sol recebida.

Atualmente o sistema é regulado por AOCs divididos em Grand Crus, Premier Crus e ACs (ou nome da vila de origem). Mas a Borgonha tem centenas de produtores com a mesma denominação de origem espalhados em várias vilas, o que faz com que o nome do produtor seja a única forma de distinguir um vinho de outro.

No caso dos vinhos IGW, eles gravitam apenas nos 25 Grand Crus tintos e nos sete Grand Crus brancos da Côte d'Or, excluindo-se os 10 Grand Crus tintos de Beaujolais e os sete Grand Crus brancos de Chablis.

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Conheça os IGW da Borgonha

Só para efeito de comparação, muitos produtores top na Borgonha não fazem mais do que mil garrafas por ano, enquanto os Premier Crus de Bordeaux têm uma produção 200 vezes maior. O investidor que conseguir 100 ou 200 caixas de vinhos IGW na Borgonha pode se considerar um privilegiado.

Longevidade dos vinhos

Existe uma polêmica sobre a longevidade dos vinhos da Borgonha. Alguns dizem que eles não envelhecem bem. Este fato, em alguns casos, é verdade, principalmente porque eles sentem mais os problemas da má conservação. No entanto, os melhores da região, que são os vinhos IGW, podem envelhecer tão bem quanto os grandes Bordeaux, dando o tempo necessário para sua devida apreciação de valor.

Previsão da qualidade

Não é uma regra na região, mas, várias vezes, os melhores vinhos das melhores safras não atingem toda a qualidade esperada, enquanto outros vinhos não tão consagrados e de safras inferiores acabam se transformando em grandes surpresas. Essa falta de previsibilidade na Borgonha é o oposto de Bordeaux, onde a consistência de grandes vinhos e safras facilita o investimento, deixando a Borgonha apenas para os profissionais.

Avaliação dos vinhos

Se em Bordeaux quem manda é Robert Parker, na Borgonha, o famoso crítico não exerce a mesma influência, até mesmo delegando as degustações para outras pessoas de sua equipe. Os críticos mais importantes na região são Stephen Tanzer, que utiliza uma linguagem mais técnica de avaliação, e Allen Meadows, que é especialista nos vinhos top da Borgonha, sendo o crítico mais seguido para a compra de vinhos IGW.

Vinhos IGW da Borgonha

O primeiro time de IGW da Borgonha é composto de 47 vinhos divididos em 14 produtores, na maioria dos casos Grand Crus, mas também alguns Premier Crus e que representam o que há de melhor na região e no mundo. Nas melhores safras desses vinhos, não existe teto de preços e, em muitos casos, só são encontrados em leilões na Christie's e Sotheby's.

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Enobusiness

Artigo publicado nesta revista


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