Especialista dá dicas de como identificar um bom espumante para começar bem 2019
por Tatiana Fraga

O Ano Novo passou a ser comemorado no dia 1 de janeiro, no ano 153 a.C. Antes disso, festejava-se o recomeço do ciclo anual no período que equivale ao atual 23 de março. A comemoração durava 11 dias. De acordo com historiadores, havia uma lógica para a escolha dessa data, feita pelos babilônios dois mil anos antes da era cristã: o final de março coincide com o início da primavera no hemisfério norte (onde ficava a Babilônia), época em que novas safras são plantadas. Daí a ideia de recomeço.
Nos dias atuais, outro elemento também parece ter se tornado “reconhecido” junto à data: o Champagne. Tradicionalmente vinhos de celebração, os espumantes naturais parecem servir para entrar no novo ano com o pé direito e podem ser bebidos sozinhos ou com aperitivos. Além de ideais para acompanhar entradas e algumas receitas. Só mais tarde, então, é que os romanos determinaram, aleatoriamente, que o Ano Novo deveria ser comemorado no dia 1 de janeiro. A data acabou sendo assim reconhecida com a introdução do calendário gregoriano na França, Itália, Portugal e Espanha, em 1582. Quase universal, até mesmo alguns países não cristãos utilizam-no, ainda adaptado às tradições locais ou somente para uso civil.
"O Champagne, exclusivo da região francesa de Champagne, tem muitos representantes no mercado brasileiro. O bom espumante apresenta bolhas finas, persistentes; seus aromas limpos lembram pão e fermento, em fundo de frutas; e na boca, mostra boa acidez e cremosidade, terminando com agradável frescor. Um clássico, sempre confiável, é o Moët & Chandon Brut Imperial", indica José Maria, jornalista especializado em vinhos.
"Os espumantes brasileiros têm melhorado muito e, por seu preço, são competitivos no mercado internacional. Sua maior característica é a boa acidez e o frescor, que os tornam agradáveis para nosso clima. Entre as boas marcas podem ser incluídos os espumantes Brut Chandon, Salton, Miolo, Valduga, Cave Geisse/Cave de Amadeu, Marson, Aurora, Adolfo Lona, Don Giovanni e Dal Pizzol", completa.
+lidas

Pompeia revela afresco monumental ligado a Dionísio, deus grego do vinho

Consumo de vinho no Brasil cresce, mas leitura dos dados exige cautela

Discussão sobre alertas em rótulos de vinho divide países no Codex

Estudo da UC Davis investiga relação entre vinho, alimentação e microbioma intestinal

PCC domina mercado de vinhos contrabandeados e expande sua influência na América do Sul