Em 2018 o consumo de vinhos na Argentina chegou a menor média da história
por Redação

Em 1977, o consumo de vinhos na Argentina chegou a 88,4 litros per capita. Desde então, a média foi baixando sempre até chegar em 2018 e apresentar a menor média histórica, com 19,5 litros por pessoa. Assim, em quatro décadas, na Argentina, deixou-se de consumir nada menos que 60 litros per capita.
Analistas e os próprios produtores de vinho fazem uma ressalva: a qualidade dos vinhos de 40 ou 50 anos atrás é muito diferente da de hoje. Desde a crise de 2001, com o boom de exportações, os investimentos foram reforçados, começaram a converter milhares de hectares de vinhas, avançou-se com uma melhoria qualitativa que acabou por ter um impacto sobre o produto proveniente da gôndola.
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No entanto, os produtores estão sendo afetados e o vinho nitidamente vem perdendo espaço para a cerveja. Em 2003, ambas as bebidas coincidiram no volume de consumo, com um nível de 32 litros per capita. No entanto, a cerveja hoje conta com quase 42 litros, mais que o dobro do vinho. O consultor Javier Merino, da Área del Vino, afirma ainda que a mudança de hábito de consumo tem afetado os números, além do fator econômico. “De um litro a um litro e meio foi perdido nos últimos dois anos devido à situação econômica. Se você melhorar a atividade e os salários se recuperarem, em teoria, deveria recuperar. Mas tenho dúvidas. Esses consumidores retornarão ao vinho?”
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