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  • Espumante turvo?

    Espumante com tampa de metal e turvo? Está certo isso?

    “Comprei um espumante numa loja online e, quando chegou, ele tinha tampa de metal. Quando abri, estava turvo. Questionei o vendedor e ele disse que era assim mesmo, que é um estilo. Era para ser turvo mesmo?”, indaga a leitora Lívia Ulisses

    Espumante com tampa coroa? Sim e não é novidade
    Espumante com tampa coroa? Sim e não é novidade

    por Redação

    A moda é relativamente recente, mas a história dos espumantes turvos, ou mais tecnicamente falando "sur lie", é bem antiga.

    • Todo Champagne é espumante, mas nem tudo que borbulha é Champagne

    • Curiosidades sobre o cruzamento que deu origem à Pinotage

    Na verdade, muito antes de surgirem esses líquidos quase transparentes com borbulhas efervescentes com os quais nos acostumamos, a origem do espumantes é bastante “turva”. Mas antes de explicar isso, é preciso explicar de onde vêm as bolhas. 

    Pois bem, vinhos feitos pelo chamado método tradicional ou Champenoise (pois foi desenvolvido em Champagne) se tornam espumantes após a segunda fermentação, que, neste caso, ocorre dentro da garrafa.

    Retomando: a primeira fermentação é que transforma o mosto da uva em vinho. A segunda é a que vai gerar as borbulhas. Para isso, a forma mais tradicional (daí o nome) é colocar o vinho na garrafa e acrescentar leveduras. Elas farão o vinho fermentar novamente e, como ele está na garrafa, o gás carbônico liberado no processo fica preso dentro do líquido. E as bolhas nascem assim que o líquido entra em contato com o ar. 

    Espumante com tampa de metal e turvo? Está certo isso?
    Garrafa de espumante no processo de tirar as leveduras mortas, o famoso dégorgement

    Mas, após a fermentação, as leveduras morrem e também ficam “presas” na garrafa. E por isso é provável que os primeiros espumantes fossem bastante turvos. Pois o processo de tirar a levedura morta (chamado dégorgement) só foi desenvolvido posteriormente (um dos inventores da técnica mais usada até hoje – que é através do congelamento do gargalo – foi Armand Walfard, em 1881). Com o tempo e técnicas cada vez mais apuradas para remover os sedimentos indesejáveis, os espumantes ficaram “limpinhos”. 

    Há alguns anos, contudo, produtores – muitos brasileiros, por sinal – passaram a deixar as leveduras dentro das garrafas e vendê-las dessa forma.

    Preguiça? Não. A ideia é que esse contato mais intenso e esse tempo mais longo de descanso sobre as leveduras (ou sur lie – algo bastante comum em grandes espumantes) dê mais complexidade e, ao mesmo tempo, mantenha o frescor da bebida.

    Contudo, no caso dos vinhos sur lie, em que não há o dégorgement, as leveduras tendem a turvar o líquido. Tanto que os produtores costumam indicar aos consumidores para que mantenham a garrafa em pé por um bom tempo antes de abrir, fazendo com que as leveduras assentem no fundo e não tornem a bebida tão turva. Não tem problema beber leveduras mortas? Não, quanto a isso, fique tranquilo. 

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