Enólogo Maximiliano Correa explica a evolução dos vinhos de Colchagua e a busca por novos estilos

por Redação
Durante passagem pelo Brasil, Maximiliano Correa, enólogo-chefe da vinícola chilena Los Vascos, conversou com ADEGA sobre a evolução dos vinhos de Colchagua e as mudanças na maneira de elaborar grandes tintos. Ligada ao grupo francês Domaines Barons de Rothschild desde 1988, a propriedade combina a tradição bordalesa com as particularidades do terroir chileno. Correa, que trabalha na vinícola desde 2003 e assumiu a chefia da enologia em 2020, acompanhou de perto essa trajetória.
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Uma das principais mudanças observadas pelo enólogo está no estilo dos vinhos. Depois de um período marcado pela busca por concentração e uso intenso de madeira, o setor passou a valorizar mais o equilíbrio, o frescor e a expressão da origem. Na Los Vascos, a Cabernet Sauvignon continua sendo uma variedade fundamental, especialmente no Le Dix, vinho tradicionalmente elaborado com predominância dessa uva e pequenas proporções de outras castas.
A entrevista também aborda o desenvolvimento do Cañetén, projeto que nasceu da investigação de diferentes solos e condições climáticas dentro da propriedade. Elaborado principalmente com Syrah, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, o vinho representa uma mudança em relação ao perfil clássico da vinícola. Sua origem está em uma área mais fria de Colchagua, onde a influência marítima e a presença de neblina favorecem uma maturação mais lenta das uvas.
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Assista a entrevista completa no vídeo a seguir e conheça a visão do enólogo sobre o futuro dos grandes vinhos chilenos.