Revista ADEGA

O corte ideal

Lâminas, furadores ou dentes. Escolha o melhor instrumento para cortar o seu charuto e deguste bons momentos

Fábio Farah em 21 de Agosto de 2006 às 12:17

A degustação prazerosa de um estilo de vinho depende de diversos fatores como a escolha da taça adequada para a apreciação do bouquet e a temperatura de serviço exata para aflorar todo o potencial da bebida. Se a personalidade do vinho não for respeitada, o enófilo terá o prazer comprometido. O ritual de degustação de um charuto também envolve escolhas. Os charutos artesanais têm a capa fechada em uma das pontas. Ela deve ser aberta para permitir o fluxo de fumaça até a boca. "As opções de corte dependem da preferência pessoal ou da imposição do formato", explica Arthur Avedissian, gerente comercial da Davidoff no Brasil. Um corte inadequado, no entanto, pode danificar o charuto e causar incômodo ao apreciador.

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O corte nos parejos deve ser feito entre dois e três centímetros da ponta

Dois objetos - e estilos de corte - se destacam: o cortador e o furador. Nos charutos parejos - dois lados paralelos terminando com a cabeça arredondada -, ambos podem ser utilizados com vantagens e desvantagens. Entre os cortadores, a guilhotina com dupla lâmina é o mais adequado. Além de garantir precisão, evita a maceração da ponta do charuto observada com a utilização de uma lâmina única. O ponto ideal do corte é após a curva da capa, entre dois e três milímetros da extremidade. "Uma tampinha é suficiente para se ter um bom fluxo de fumaça e evitar que a folha se desenrole", explica Arthur. A tesoura também pode ser utilizada no corte, mas deve ter um excelente fio e o charuto precisa estar em condições ideais de umidade. Caso contrário, a capa é facilmente danificada. "O resultado é semelhante ao da guilhotina. Talvez a tesoura esteja mais ligada ao estilo e à elegância", diz Arthur.

A precisão é uma das maiores vantagens dos furadores, que eliminam as chances de cortes mal-feitos. A única exceção é que eles não podem ser utilizados nos formatos figurados, como os belicosos e as pirâmides. No charuto parejo furado, a fumaça se concentra em uma região mais próxima à boca. Isso faz com que as pessoas percebam um sabor mais encorpado. "As variações proporcionam sabor e volume de fumaça diferentes. Para quem gosta de intensidade, o furo é o mais indicado", explica Arthur.

E quando houver o charuto e a vontade de fumar mas não existir nenhum instrumento de corte por perto? Há duas soluções possíveis. Uma delas é perfurar a ponta com algum objeto pontiagudo, como palito de dente. Hoje em dia, alguns charuteiros fizeram deste hábito um estilo. Várias perfurações podem ser feitas para deixar a ponta como uma pequena peneira.Na ausência de um perfurador improvisado, resta a tradicional técnica de cortar com os dentes. "A mordida é aceitável, desde que se esteja em um contexto onde isso não seja agressivo. Ou seja, dentro da etiqueta e em um ambiente social, a mordida não é recomendada", alerta Arthur. Portanto, a menos que você planeje uma temporada no deserto, ou em alguma região selvagem, não se esqueça de levar o cortador preferido a tiracolo.

Onde Comprar:
Davidoff
End: Alameda Lorena, 1821
Tel. (11) 3083-7344
Advanced House
End: Rua Brigadeiro Haroldo Veloso, 61
Tel. (11) 3078 - 9114
Lenat
End: Praça Dep. Dário de Barros, 15-SL
Tel. (11) 3812-3853

fotos: Rodrigo Gorga/Lenat/divulgação


Charutos

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