País produziu 949,5 milhões de litros e interrompeu sequência de quatro anos consecutivos de queda

por Redação
A produção de vinho no Chile cresceu 13,2% em 2026 e alcançou 949,5 milhões de litros, segundo o relatório final do Serviço Agrícola e Pecuário (SAG). O resultado representa uma recuperação em relação aos 838,6 milhões de litros registrados em 2025 e interrompe uma sequência de quatro anos de retração. Apesar da alta, o volume permanece 13,9% abaixo de 2023 e 29,3% inferior ao pico recente de 2021.
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Os números são baseados nas declarações dos próprios produtores, com correções contabilizadas até 15 de julho. O volume informado pelo SAG corresponde ao vinho declarado ainda nas vinícolas, antes do envase, e não deve ser confundido com vendas de vinho a granel. Esses vinhos poderão posteriormente ser engarrafados, vendidos no mercado chileno, exportados, utilizados em cortes ou permanecer em estoque. A produção destinada ao pisco é contabilizada separadamente.
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A recuperação foi liderada pelos vinhos com Denominação de Origem (D.O.), cuja produção avançou 14,3%, para 790,8 milhões de litros. A categoria respondeu por 83,3% de todo o vinho produzido no país e por aproximadamente 89% do volume adicional registrado em 2026. Já os vinhos sem D.O. cresceram apenas 0,7%, chegando a 137,5 milhões de litros. Os elaborados com uvas de mesa mais que dobraram, para 21,1 milhões de litros, embora representem somente 2,2% do total.
Geograficamente, a produção chilena continua fortemente concentrada. Maule liderou com 452,4 milhões de litros, cerca de 48% do total nacional, seguido por O’Higgins, com 307,2 milhões; Coquimbo, com 81 milhões; e Região Metropolitana, com 79,4 milhões. Juntas, as quatro regiões responderam por 96,9% da produção. Maule, O’Higgins e a Região Metropolitana também concentraram aproximadamente 95% do crescimento registrado no país.
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Entre os vinhos com D.O., o Valle Central respondeu por 83,7% da produção. Os tintos representaram 60,1% do volume e os brancos, 39,9%. A Cabernet Sauvignon permaneceu como a variedade mais produzida, com 217,2 milhões de litros e participação de 27,5%, seguida por Sauvignon Blanc (17,6%), Merlot (12,2%), Chardonnay (11,6%) e Carmenere (7,8%). Entre as principais variedades, Sauvignon Blanc teve uma das maiores expansões do ano, com alta de 28,8%.
Em sentido contrário ao mercado de vinhos, caiu a produção destinada à elaboração de pisco. O volume proveniente de variedades pisqueiras recuou 10,5%, passando de 68,8 milhões de litros em 2025 para 61,6 milhões em 2026. Esse montante não está incluído nos 949,5 milhões de litros contabilizados como produção nacional de vinho.
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