Revista ADEGA

Herdade Esporão

Vertical de Herdade do Esporão

A ADEGA provou alguns rótulos de Herdade do Esporão Reserva das safras de 2002 a 2011

Da redação em 18 de Junho de 2019 às 17:00

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ADEGA teve oportunidade de degustar algumas safras do Esporão Reserva Tinto, vinho nascido em 1985, mas que levou o nome Reserva só no ano seguinte. Nessa degustação, pode-se constatar a boa capacidade de envelhecimento deste tinto, sua consistência e, acima de tudo, a influência do clima em cada safra, o que acaba sendo muito positivo. De fato, em todos os vinhos, percebe-se uma linha condutora embasada em fruta suculenta, estrutura sedosa de taninos e boa acidez, com variações nesses aspectos dependendo do clima em cada ano.

Essas variações, numa vertical, são fundamentais para mostrar como o enólogo consegue contornar as adversidades das safras, mantendo um certo padrão de estilo, sem ocultar a interferência do clima.

Nas safras 2010 e, principalmente, na 2011, é clara a intenção na busca por mais frescor, menos extração, madeira mais bem dosada e mais equilíbrio e elegância, tornando-os mais acessíveis e balanceados mesmo jovens. Nesse sentido, o tempo de garrafa fez muito bem para as safras “mais antigas” como a 2004 e a 2007, por exemplo, dando a elas uma classe e finesse, que não tinham em sua juventude.

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Em todas as safras provadas, a base deste tinto é de Aragonês (Tempranillo), seguida de Trincadeira e Cabernet Sauvignon – exceções feitas em 2002 e 2003, em que a Trincadeira entrou em maior proporção. A partir da safra 2006, há um acréscimo de Alicante Bouschet. Quanto à madeira, sempre são 12 meses de estágio em barricas de carvalho 100% americano até 2005 e, nas safras seguintes, 70% americano e 30% francês. João Roquette afirmou também que, com o tempo, eles passaram a usar mais barricas usadas e de formato maior, para que a influência da madeira se tornasse cada vez menos importante. Essa maior proporção de Aragonês deve-se, no caso da Herdade do Esporão, ao fato dessa variedade ter mostrado, no decorrer dos anos, uma boa adaptação ao intenso calor da região do Alentejo, diga-se de passagem, mostrando melhores resultados, em níveis gerais, que a afamada Touriga Nacional. Em termos práticos, é possível ter maior controle durante o processo de maturação das uvas, o que, potencialmente, tem condições de gerar tintos mais equilibrados, consistentes e com boa dose de frescor, mesmo nos anos de climas mais extremos.

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AD 92 pontos

ESPORÃO RESERVA TINTO 2011

Herdade do Esporão, Alentejo, Portugal. Vermelho-rubi de reflexos violáceos e aromas de frutas negras e vermelhas maduras envoltos por notas florais, minerais e de ervas secas, bem como agradáveis toques tostados, de tabaco e de especiarias doces. Em boca, é frutado, estruturado, equilibrado, tem ótima acidez, taninos finos e final longo e persistente. Chama a atenção pela intensidade e pelo volume de boca, mesmo ainda tão jovem. Uma síntese do 2007 e do 2004. Muito promissor. EM

AD 91 pontos

ESPORÃO RESERVA TINTO 2010

Herdade do Esporão, Alentejo, Portugal. Aqui se percebe notas de frutas vermelhas e negras mais frescas, bem como notas minerais, florais e herbáceas, além de toques especiados, tostados, de tabaco e de alcaçuz. Em boca, é frutado, estruturado, confirma o estilo de fruta mais fresca encontrada no nariz, tem taninos finos, ótima textura, acidez refrescante e final mais profundo que cheio. Fino e elegante. EM

AD 89 pontos

ESPORÃO RESERVA TINTO 2009

Herdade do Esporão, Alentejo, Portugal. Aqui se nota a fruta mais madura, envolta por notas florais, herbáceas e de especiarias doces, além de toques tostados e de tabaco. Em boca, é frutado, estruturado, opulento, suculento, tem taninos finos e final longo e persistente. Encorpado e exuberante. EM

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AD 91 pontos

ESPORÃO RESERVA TINTO 2008

Herdade do Esporão, Alentejo, Portugal. Um ano clássico no Alentejo. Frutas vermelhas mais frescas, notas herbáceas, florais, minerais e de especiarias doces. Em boca, mostra fruta de ótima qualidade, é estruturado, vibrante, elegante, tem boa acidez, taninos finos e final profundo e longo. EM

AD 92 pontos

ESPORÃO RESERVA TINTO 2007 Herdade do Esporão, Alentejo, Portugal. Um ano mais frio na região. Aromas mais complexos de frutas vermelhas mais frescas, bem como notas de tabaco e de especiarias doces, além de toques tostados, minerais e de ervas secas. Em boca, é vibrante, intenso, tem ótimo corpo, acidez refrescante e final longo e persistente. Consegue aliar elegância e intensidade. EM

AD 91 pontos

ESPORÃO RESERVA TINTO 2006 Herdade do Esporão, Alentejo, Portugal. Aromas de frutas vermelhas e negras mais frescas, notas florais e herbáceas. Em boca, já acusa o ano mais quente, mostrando frutas mais maduras e compotadas. Tem ótima estrutura, é suculento, encorpado, tem taninos finos, final longo e mais cheio. EM

AD 90 pontos

ESPORÃO RESERVA TINTO 2005

Herdade do Esporão, Alentejo, Portugal. Especiado tanto no nariz quanto na boca. Mostra frutas frescas envoltas por notas de especiarias picantes, além de toques florais e tostados. Em boca, confirma as frutas frescas encontradas no nariz, tem taninos macios, ótima acidez e final persistente e mais profundo. EM

AD 93 pontos

ESPORÃO RESERVA TINTO 2004

Herdade do Esporão, Alentejo, Portugal. Aromas extremamente finos e elegantes, notas florais, herbáceas, tostadas, de alcaçuz e de especiarias doces. Em boca, mostra ótima acidez, tem taninos finos e final longo. Consegue aliar potência, sutileza e elegância. O mais preciso de todos. É o que mais lembra o 2011 e o que mais tem capacidade de indicar onde o 2011 vai chegar. Está em seu auge. EM

AD 88 pontos

ESPORÃO RESERVA TINTO 2003

Herdade do Esporão, Alentejo, Portugal. O único que apresentou notas de evolução, tanto no nariz quanto na boca, mostrando um pouco de cansaço no nariz. Já na boca, surpreende pela fruta de ótima qualidade, ótima textura e final persistente. EM

AD 91 pontos

ESPORÃO RESERVA TINTO 2002

Herdade do Esporão, Alentejo, Portugal. Está mais vivo que o 2003. Tem notas complexas no nariz, aromas terciários, que envolvem a fruta vermelha, as notas especiadas e terrosas. Em boca, é mais delicado, estruturado, tem ótima textura e final persistente. A mais delicada e sutil das amostras provadas. EM


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