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De norte a sul

Autoridades brasileiras realizam grandes apreensões em Santa Catarina e em Alagoas

No sul foram 3 mil garrafas avaliadas em mais de R$ 400 mil, já no nordeste do país a carga continha 5 mil garrafas avaliadas em R$ 290 mil


Secretária da Fazenda do Alagoas apreendeu o equivalente a R$ 290 mil reais em vinhos contrabandeados
Secretária da Fazenda do Alagoas apreendeu o equivalente a R$ 290 mil reais em vinhos contrabandeados

Autoridades alfandegarias brasileiras não têm paz. Essa semana a Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina em parceria com a Receita Federal apreendeu um caminhão na BR-386 que transportava 3 mil garrafas de vinho contrabandeados.

A carga estava escondida em meio a fardos de papelão para reciclagem.

Condutor e o passageiro foram presos por descaminho e disseram às autoridades que entregariam a carga, avaliada em R$ 400 mil, para ser distribuída na região de Itajaí, no estado de Santa Catarina.

Já em Alagoas, a Secretária da Fazenda do estado apreendeu o equivalente a R$ 290 mil reais em vinhos contrabandeados. Segundo a SEFAZ, a carga era composta de 5.000 garrafas e o imposto devido era no valor de R$ 51.576,80 em impostos, além de uma multa de R$ 15.473,04 por andar com documentação idônea ou incompleta.

Autoridades brasileiras realizam grandes apreensões em Santa Catarina e em Alagoas
PRF de Santa Catarina em parceria com a Receita Federal apreendeu 3 mil garrafas de vinho contrabandeados

“As mercadorias flagradas estão sem pagar impostos e prejudicam os comerciantes que pagam. Caso alguns contribuintes insistam em andar à margem da lei, terão a presença forte da Sefaz. Lutamos em defesa do bom contribuinte alagoano”, explicou o superintendente especial da Receita Estadual, Francisco Suruagy ao portal G1.

Lembrando que, além de crime, comprar vinhos contrabandeados podem trazer problemas de saúde, uma vez que esses produtos normalmente são transportados e armazenados em péssimas condições. Fato que também compromete a qualidade do produto. “Os vinhos são introduzidos por carros de passeio, batendo, é comum identificarmos garrafas quebradas”, diz o delegado da Receita Federal Mark Tollemache em exclusiva para ADEGA. “Esses produtos são armazenados em propriedades rurais como cochos de boi, chiqueiros, paióis. Sem nenhum controle térmico, sem nenhum controle sobre a iluminação e sem nenhuma preocupação sanitária”.

A falsificação desses produtos também é comum, as quadrilhas compram vinhos em garrafas maiores ou a granel e engarrafam no Brasil rotulando como grandes vinhos.

André De Fraia
Publicado em 07/04/2022, às 08h50 - Atualizado às 09h00


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