Estudo da UC Davis Cabernet diz que Sauvignon mantém marcas epigenéticas de seus ancestrais de mais de 400 anos

por Redação
A Cabernet Sauvignon nasceu no século XVII a partir do cruzamento entre Cabernet Franc e Sauvignon Blanc e desde então se espalhou pelo mundo por propagação vegetativa. Cada videira é, na prática, um clone da planta original.
Mesmo assim, um novo estudo da Universidade da Califórnia em Davis mostra que a variedade preserva marcas epigenéticas herdadas de seus pais. Essas marcas são alterações químicas que regulam a forma como os genes se expressam e não modificam o DNA.
Clique aqui e assista aos vídeos da Revista ADEGA no YouTube
O trabalho, publicado na revista Genome Biology, analisou mapas genômicos completos das três variedades e avaliou diferentes clones de cada uma. Os pesquisadores observaram que padrões epigenéticos permanecem notavelmente estáveis ao longo de séculos e continuam presentes na Cabernet Sauvignon atual.
A descoberta ajuda a entender como videiras de longa vida registram respostas ao ambiente e pode orientar a seleção de plantas mais preparadas para desafios climáticos sem alterar o código genético e preservando o estilo de cada uva.
A pesquisa também lembra o papel histórico da UC Davis no estudo da variedade. Foi ali que a origem da Cabernet Sauvignon foi identificada em 1997 e agora o novo mapeamento revela que a uva mantém até hoje sinais moleculares dessa ancestralidade.
+lidas

Os melhores Vinhos Madeira produzidos e engarrafados pela vinícola Henriques & Henriques

Brasil tem venda en primeur de Bordeaux cuja safra promete ser histórica

Os mais caros e desejados vinhos do mundo!

Papa Francisco pede que padres usem apenas vinhos “naturais” nos sacramentos

Coleção de vinhos de escultor vai a leilão em Nova York